Macaé expande rede de apoio à amamentação com salas de acolhimento nos bairros

Sem agendamento, uma mãe entra e encontra ajuda naquele momento
As salas de apoio materno funcionam nos bairros para atender mães com dificuldades imediatas na amamentação.
Mark

Por que uma cidade investe tanto em salas de apoio à amamentação? Parece um detalhe, mas você está dizendo que 42% das mães que parem no hospital buscam esse serviço.

Mimi

Porque amamentar não é instintivo — é uma habilidade que se aprende. Muitas mães enfrentam dor, dúvidas sobre se o bebê está pegando certo, inflamação. Sem apoio, elas desistem. Com uma sala ali, disponível, sem agendamento, elas tentam de novo.

Mark

E a colostroterapia para bebês que não conseguem mamar? Isso soa como uma ponte entre o impossível e o possível.

Mimi

Exatamente. Alguns recém-nascidos estão muito fracos ou têm complicações que impedem a amamentação imediata. Mas o colostro — aquele primeiro leite — é ouro puro em termos de imunidade. Então você coloca gotas na boca do bebê. Mantém o vínculo, protege a criança, e quando o bebê conseguir mamar de verdade, já conhece aquele sabor.

Mark

A parceria com a UFRJ Macaé parece importante. O que muda quando você conecta serviço de saúde com universidade?

Mimi

Muda tudo. Os profissionais que trabalham nas salas aprendem com pesquisa atualizada. Os estudantes veem na prática como funciona. E a cidade gera conhecimento sobre o que funciona aqui, nessa comunidade específica, em vez de apenas aplicar protocolos genéricos.

Mark

Se 82 mães por mês procuram a sala no hospital, e há 193 partos, isso significa que muitas mães ainda não estão chegando lá.

Mimi

Verdade. Por isso a expansão para os bairros é crucial. Nem toda mãe consegue ir ao hospital quando tem dúvida. Se a sala está no posto de saúde do seu bairro, ela vai.

  • Mães com dificuldades para amamentar encontravam barreiras de acesso — consultas marcadas semanas à frente, sem suporte imediato no momento de maior vulnerabilidade.
  • A rede municipal responde com salas abertas sem agendamento em bairros, onde equipes treinadas avaliam a pega do bebê, tratam mastite e oferecem até laserterapia para lesões nos mamilos.
  • Nos últimos três meses, cerca de 42% das mães que pariram na maternidade municipal buscaram apoio especializado — um sinal de que a demanda é real e a estrutura está sendo utilizada.
  • A colostroterapia nas unidades neonatais garante que mesmo bebês que ainda não conseguem mamar diretamente mantenham o vínculo com o leite materno e sua proteção imunológica.
  • Com uma quarta sala em implantação e parceria ativa com a UFRJ Macaé, a cidade avança para integrar atendimento, formação profissional e produção científica em um único ecossistema de cuidado.

Em Macaé, o ato de amamentar deixou de ser uma travessia solitária para se tornar um caminho acompanhado desde os primeiros meses de gestação até os bairros onde as famílias vivem. O município construiu uma rede contínua de apoio ao aleitamento materno — com salas abertas sem agendamento, equipes capacitadas e parcerias universitárias — que reconhece na amamentação não apenas um ato biológico, mas um direito que exige suporte coletivo. Cinco unidades já carregam o Selo Amigo da Amamentação, e uma nova sala está prestes a abrir suas portas, sinalizando que a cidade entende a saúde pública como algo que se constrói perto de onde as pessoas moram.

Em Macaé, uma mãe que enfrenta dificuldades para amamentar não precisa esperar semanas por uma consulta. Pode entrar, sem agendamento, em uma das salas de apoio espalhadas pelos bairros e encontrar uma equipe pronta para ajudá-la naquele momento. Essa estrutura é o resultado de uma aposta municipal em transformar o aleitamento materno em prioridade de saúde pública.

A rede funciona como um continuum: começa no pré-natal, passa pela maternidade e chega aos postos comunitários. As equipes da Atenção Primária são capacitadas pela Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, do Ministério da Saúde, e cinco unidades já conquistaram o Selo Amigo da Amamentação. Os espaços de acolhimento operam em três locais consolidados, com uma quarta sala em fase final de implantação na ESF Ajuda C.

No anexo da Maternidade do Hospital Público Municipal, a sala de apoio funciona diariamente das 8h às 17h. A equipe avalia a pega do bebê, trata mastite e ingurgitamento e oferece laserterapia para lesões nos mamilos. Nos últimos três meses, registrou média de 82 atendimentos mensais — o equivalente a cerca de 42% das mães que pariram no hospital. Rodas de conversa e atividades educativas completam o ambiente.

Para recém-nascidos que ainda não conseguem mamar diretamente, as unidades neonatais oferecem a colostroterapia: pequenas gotas do primeiro leite aplicadas na boca do bebê, preservando o vínculo com a amamentação e a proteção imunológica. A parceria com a UFRJ Macaé, por meio do Núcleo de Estudos sobre Amamentação, integra os serviços de saúde à formação de novos profissionais e à produção científica — ampliando o alcance da rede para além do atendimento imediato.

Em Macaé, uma mãe que enfrenta dificuldades para amamentar seu filho recém-nascido não precisa esperar por uma consulta marcada semanas adiante. Pode entrar, sem agendamento, em uma das salas de apoio espalhadas pelos bairros da cidade e encontrar uma equipe preparada para ajudá-la naquele momento. Essa estrutura de atendimento contínuo — que começa no pré-natal, passa pela maternidade e segue nos postos de saúde comunitários — é o resultado de uma aposta municipal em transformar o aleitamento materno em prioridade de saúde pública.

A rede de apoio à amamentação em Macaé funciona como um continuum. Desde o acompanhamento durante a gravidez, passando pelos cuidados na maternidade e nas unidades neonatais, até chegar aos serviços de saúde próximos às casas das famílias. As equipes que trabalham na Atenção Primária recebem capacitação pela Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, um programa do Ministério da Saúde que as prepara para orientar famílias, resolver dificuldades práticas da amamentação e promover uma alimentação complementar saudável quando chega o momento. Cinco unidades municipais já conquistaram o Selo Amigo da Amamentação, uma certificação que reconhece o compromisso com essas práticas.

Os espaços de acolhimento materno funcionam em três locais consolidados: na Gerência de Alimentação e Nutrição, na Unidade Mista do Bosque Azul e na Estratégia Saúde da Família Visconde de Araújo. Uma quarta sala está em fase final de implantação na ESF Ajuda C, expandindo ainda mais o acesso. Nesses ambientes, as mães recebem orientação individual, têm suas dificuldades avaliadas e contam com apoio para manter a amamentação. Na Clínica da Mulher, o acompanhamento se estende durante todo o pré-natal, tanto nos casos de risco habitual quanto nos de alto risco. Quando há indicação clínica, a Coordenadoria da Área Técnica de Alimentação e Nutrição fornece fórmulas infantis e suplementos alimentares, sempre mediante encaminhamento de profissionais da rede.

No anexo da Maternidade do Hospital Público Municipal, a Sala de Apoio à Amamentação funciona diariamente das 8h às 17h, oferecendo um atendimento especializado que vai além da orientação básica. A equipe avalia a pega do bebê — o posicionamento correto que garante uma amamentação eficaz — trata mastite e ingurgitamento, e oferece laserterapia para lesões nos mamilos. Nos últimos três meses, esse espaço registrou uma média de 82 atendimentos por mês. No mesmo período, a maternidade realizou uma média de 193 partos mensais, o que significa que aproximadamente 42% das mães que parem no hospital buscam apoio especializado para a amamentação. O espaço também promove rodas de conversa e atividades educativas, criando um ambiente onde as mães podem aprender com suas experiências e com a de outras.

Para os recém-nascidos que ainda não conseguem iniciar a amamentação por conta de complicações, as unidades neonatais oferecem a colostroterapia — uma técnica que consiste em aplicar pequenas gotas de colostro, o primeiro leite materno, diretamente na boca do bebê. Essa prática contribui para a proteção imunológica do recém-nascido e mantém o vínculo com a amamentação mesmo quando o aleitamento direto ainda não é possível. A rede municipal também mantém uma parceria com a UFRJ Macaé através do Núcleo de Estudos sobre Amamentação e do Incentivo à Alimentação Complementar aos Lactentes, integrando os serviços de saúde à formação de novos profissionais e à produção de conhecimento científico. Com a nova sala em implantação, a cidade segue expandindo sua capacidade de atender as mães onde elas vivem.

As equipes da Atenção Primária são capacitadas pela Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil para orientar famílias e auxiliar nas dificuldades durante a amamentação
— Estrutura de saúde municipal de Macaé
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