Em Brasília, o presidente Lula reuniu quinze empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada numa noite que falava mais do que qualquer comunicado oficial poderia dizer. O gesto, calculado às vésperas de uma eleição, buscava traduzir em presença física aquilo que discursos nem sempre convencem: que o governo leva a sério a estabilidade econômica. É um ritual antigo da política — a mesa posta como linguagem diplomática — e sua eficácia depende sempre do que vem depois.