Merz afirmou em Berlim que jornalistas que o acompanhavam no Brasil ficaram felizes em retornar à Alemanha após a COP30. Lula sugeriu que Merz deveria ter visitado botecos, dançado e provado pratos típicos como maniçoba para conhecer melhor a região.
Lula rebate chanceler alemão e defende qualidade do Pará e Belém
Berlim não oferece 10% da qualidade que oferece o Pará
Por que Lula respondeu dessa forma? Parecia uma crítica pessoal ao chanceler, não uma questão diplomática.
Merz não criticou apenas Belém ou o Pará — ele disse publicamente que seus jornalistas ficaram felizes em sair do Brasil. Para um presidente, isso é uma afronta ao país inteiro, não apenas a uma região.
Mas Merz estava falando da preferência pessoal dele, não fazendo uma análise política. Lula transformou uma observação sobre gosto pessoal em uma questão de qualidade nacional.
Exatamente. E é por isso que a resposta funcionou. Lula não discutiu o gosto de Merz — disse que ele simplesmente não havia visto o que havia para ver.
A maniçoba é importante nessa história?
É o símbolo de tudo que Merz perdeu por não estar realmente presente. Lula insistiu que o chanceler experimentasse, mas Merz estava de partida.
Sabemos se Merz realmente recusou a comida, ou Lula está usando isso como metáfora?
A fonte diz que Lula "falava toda hora: coma maniçoba". Não há confirmação de que Merz recusou explicitamente.
E as redes sociais? Isso virou um movimento?
Brasileiros se mobilizaram, mas não foi organizado. Foi uma reação genuína ao que viram como desrespeito.
A ponte tem algo a ver com isso, ou Lula apenas escolheu aquele momento para responder?
A ponte é infraestrutura real — R$ 232,3 milhões investidos. Lula estava inaugurando algo concreto enquanto rebatia críticas abstratas.
Qual é o risco para Lula nessa resposta?
Nenhum real. Ele defendeu o país e sua região. Merz é quem fica mal na história.
A menos que isso escale diplomaticamente. Merz pode responder, e aí vira uma troca que prejudica as relações Brasil-Alemanha.
Verdade. Por enquanto é uma troca de farpas, mas diplomacia é frágil.
Il Polso
- Chanceler Friedrich Merz afirmou em Berlim que jornalistas que o acompanhavam no Brasil ficaram felizes em retornar à Alemanha
- Lula respondeu durante inauguração de ponte de 2.010 metros sobre Rio Araguaia, com investimento de R$ 232,3 milhões
- Brasileiros se mobilizaram nas redes sociais contra Merz com mensagens em português e alemão
Merz afirmou em Berlim que jornalistas que o acompanhavam no Brasil ficaram felizes em retornar à Alemanha após a COP30. Lula sugeriu que Merz deveria ter visitado botecos, dançado e provado pratos típicos como maniçoba para conhecer melhor a região.
Lula respondeu às críticas do chanceler alemão Friedrich Merz sobre sua visita ao Pará durante a COP30, afirmando que Berlim não oferece 10% da qualidade do Estado paraense e sua capital.
Na terça-feira, durante a inauguração de uma ponte sobre o Rio Araguaia que liga Tocantins e Pará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu às críticas do chanceler alemão Friedrich Merz sobre sua passagem pelo Brasil na semana anterior. Merz havia participado da COP30 em Belém, mas deixou claro em um discurso no Congresso Alemão do Comércio que preferia estar em seu próprio país. Perguntou aos jornalistas que o acompanhavam se alguém gostaria de ficar no Brasil — ninguém levantou a mão, disse ele, e todos ficaram contentes em retornar à Alemanha.
Lula não deixou a observação passar. Com a franqueza que o caracteriza, o presidente brasileiro sugeriu que o chanceler simplesmente não havia experimentado o Pará de verdade. Deveria ter ido a um boteco, dançado, provado a culinária local — especialmente a maniçoba, um dos pratos mais tradicionais da região. "Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o Estado do Pará e a cidade de Belém", afirmou Lula, deixando claro que a crítica de Merz revelava mais ignorância do que discernimento.
O presidente contou que durante a própria COP insistiu repetidamente com o chanceler para que experimentasse a maniçoba, mas a mensagem não parece ter penetrado. A resposta de Lula foi menos uma defesa feroz e mais um convite — se Merz tivesse realmente conhecido o lugar, teria visto algo que Berlim não oferecia.
A reação nas redes sociais brasileiras foi imediata e intensa. Usuários se mobilizaram contra Merz, deixando comentários em português e alemão em seu perfil. "Respeita o Brasil" virou um refrão. Alguns foram além da questão cultural e apontaram a hipocrisia de países ricos: se existe pobreza e desigualdade no mundo, escreveu um usuário, "vocês ajudaram e ajudam pra que isso aconteça".
O contexto da fala de Lula era a inauguração de uma estrutura de 2.010 metros que atravessa o Rio Araguaia, conectando os dois estados. O governo federal investiu R$ 232,3 milhões no projeto. A ponte em si estava pronta desde o início do ano, mas os acessos de ambos os lados só começaram a ser construídos em outubro pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. A estrutura será usada por caminhões que trafegam pela BR-153, conhecida como Transbrasiliana, uma das principais rotas para o escoamento da produção agropecuária e industrial das regiões Norte e Centro-Oeste.
O episódio ilustra uma tensão diplomática menor, mas reveladora. Merz havia vindo ao Brasil para um evento climático global, mas sua mensagem ao retornar foi essencialmente que o país não valia a pena. Lula respondeu não com indignação, mas com uma lição de humildade — que conhecer um lugar exige mais do que estar nele, exige estar aberto a ele.
Citazioni salienti
Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o Estado do Pará e a cidade de Belém— Presidente Lula
Todos ficaram contentes por termos retornado à Alemanha, na noite de sexta para sábado, especialmente daquele lugar onde estávamos— Chanceler Friedrich Merz