Lula lidera com 46% contra Flávio Bolsonaro em segundo turno, aponta Datafolha

Lula perde cinco pontos em três meses, Flávio ganha sete
A convergência entre os dois principais candidatos reduz a margem de segurança do presidente desde dezembro.
Mark

Por que essa queda de cinco pontos para Lula em apenas três meses é importante?

Mimi

Porque mostra que a eleição não está decidida. Em dezembro ele tinha 51%, agora tem 46%. Flávio subiu de 36% para 43%. Isso é movimento real.

Luke

Mas dentro da margem de erro de dois pontos, essa diferença de três pontos entre eles ainda deixa Lula tecnicamente à frente. Certo?

Mimi

Sim, mas o padrão importa. Lula caindo e Flávio subindo na mesma direção — isso é tendência, não ruído.

Mark

E se Haddad fosse o candidato em vez de Lula? Os números mudam muito?

Mimi

Completamente. Haddad fica atrás de Flávio: 41% contra 43%. Lula tem algo que Haddad não tem.

Luke

Mas a pesquisa não explica por quê. É rejeição a Haddad ou preferência por Lula? Não sabemos.

Mark

Então Lula ainda é o candidato mais forte do PT, mesmo perdendo força?

Mimi

Claramente. Todos os cenários com Lula o mostram à frente. Com Haddad, ele perde contra Flávio.

Luke

Embora, novamente, dentro da margem de erro. E não sabemos como esses números evoluem entre março e outubro de 2026.

Mark

Os governadores de outros estados — Tarcísio, Ratinho, Caiado — eles são ameaças reais?

Mimi

Menos que Flávio. Lula tem mais vantagem contra eles. Mas a tendência é a mesma: ele está perdendo pontos desde dezembro.

Luke

E nenhum deles confirmou que vai disputar a presidência. Tarcísio quer a reeleição em São Paulo. Ratinho em Paraná. Esses números são hipotéticos.

  • Lula lidera o confronto direto com Flávio Bolsonaro por apenas três pontos — 46% a 43% —, uma diferença que cabe dentro da margem de erro e que era de quinze pontos em dezembro.
  • A trajetória é o dado mais inquietante: o presidente perdeu cinco pontos desde dezembro, enquanto Flávio ganhou sete, sinalizando uma convergência acelerada.
  • Nos cenários contra governadores como Tarcísio, Ratinho Jr., Caiado e Eduardo Leite, Lula mantém vantagens mais folgadas, mas quase todas encolheram em relação à pesquisa anterior.
  • O ponto de virada aparece quando Fernando Haddad substitui Lula: contra Flávio Bolsonaro, o ministro da Fazenda ficaria atrás — 41% a 43% —, evidenciando que a força eleitoral do PT em 2026 ainda depende fortemente do nome do presidente.
  • A pesquisa captura um momento de reconfiguração: Lula segue na dianteira, mas o campo de manobra está visivelmente mais estreito.

A menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, o Brasil começa a ver os contornos de uma disputa que ainda não começou oficialmente, mas já se move nas pesquisas. O Datafolha, ouvindo mais de dois mil eleitores em março, encontrou Lula à frente em todos os cenários de segundo turno testados — mas com margens menores do que as registradas em dezembro, revelando um eleitorado que não está parado. A política, como sempre, é um rio: a liderança de hoje não garante a chegada de amanhã.

Uma pesquisa do Datafolha divulgada pela Folha de S.Paulo em março de 2026 traça o mapa eleitoral para o pleito presidencial, testando múltiplos cenários de segundo turno. Em todos eles, o presidente Lula aparece à frente — mas as margens contam uma história de movimento, não de conforto.

No confronto mais direto, Lula marca 46% contra 43% de Flávio Bolsonaro. A diferença existe, mas está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. E o histórico recente pesa: em dezembro, o presidente tinha 51% e o senador apenas 36%. Desde então, Lula perdeu cinco pontos e Flávio ganhou sete — uma convergência que comprime a distância entre os dois candidatos mais prováveis.

Contra outros nomes da oposição, o presidente mantém vantagens mais confortáveis. Tarcísio de Freitas aparece com 42% contra 45% de Lula; Ratinho Junior fica em 41% contra 45% do presidente; Ronaldo Caiado marca 36% e Eduardo Leite, 34% — ambos bem abaixo dos 46% de Lula. Ainda assim, quase todos esses cenários mostram algum recuo em relação a dezembro.

O dado mais revelador surge quando o Datafolha testa Fernando Haddad no lugar de Lula. Contra Flávio Bolsonaro, o ministro da Fazenda ficaria atrás: 41% a 43%. A inversão sugere que a candidatura de Lula ainda carrega uma força eleitoral que seu partido, por si só, não reproduz com a mesma intensidade. O presidente lidera — mas o espaço está encolhendo.

Uma pesquisa do Datafolha divulgada no sábado pela Folha de S.Paulo traça o mapa eleitoral para 2026, testando diversos cenários de segundo turno. Em todos eles, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece à frente, mas as margens revelam um quadro em movimento — nem tão confortável quanto era alguns meses atrás.

No confronto direto entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro, o presidente marca 46% das intenções de voto contra 43% do filho do ex-presidente. À primeira vista, uma vantagem clara. Mas o histórico recente conta outra história. Em dezembro, Lula tinha 51% enquanto Flávio registrava apenas 36%. Sete meses antes, em julho de 2025, o presidente somava 48% e o senador 37%. A trajetória mostra Lula perdendo cinco pontos desde dezembro, enquanto Flávio ganha sete — uma convergência que reduz a distância entre os dois.

O instituto ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre quarta e quinta-feira da semana anterior, distribuídos em 137 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança. Isso significa que, tecnicamente, a diferença entre Lula e Flávio está dentro da zona de incerteza — embora o presidente mantenha a dianteira.

Lula também lidera em confrontos contra outros possíveis candidatos da oposição. Contra Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo que já sinalizou intenção de disputar a reeleição em seu estado, o presidente tem 45% contra 42% do governador. Aqui também há recuo: em dezembro eram 47% para Lula e 42% para Tarcísio. Contra Ratinho Junior, governador do Paraná, Lula marca 45% enquanto o adversário fica em 41% — praticamente estável em relação a dezembro, quando o presidente tinha 47% e o governador paranaense 41%.

Os cenários contra governadores de outros estados mostram margens maiores. Contra Ronaldo Caiado, de Goiás, Lula aparece com 46% contra 36% de Caiado — uma queda de um ponto para o presidente em relação a dezembro, mas uma queda de cinco pontos para o governador goiano. Contra Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, a diferença é ainda mais ampla: 46% para Lula contra 34% para Leite, representando uma queda de sete pontos para o governador gaúcho desde dezembro.

O Datafolha também testou cenários alternativos em que Fernando Haddad, ministro da Fazenda, seria o candidato presidencial pelo PT. Nesse caso, o quadro muda. Contra Flávio Bolsonaro, Haddad teria 41% enquanto o senador chegaria a 43%, invertendo a posição — Flávio à frente. Esse resultado sugere que a candidatura de Lula, apesar dos recuos recentes, ainda carrega mais força eleitoral que a de seu ministro em cenários de segundo turno.

Os dados revelam um eleitorado em movimento. Lula mantém a liderança em todos os cenários testados contra governadores, mas a margem encolheu significativamente em relação a dezembro, especialmente contra Flávio Bolsonaro. A pesquisa captura um momento em que a disputa presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos, com o presidente ainda na frente mas com espaço reduzido para manobra.

Em um eventual segundo turno das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria 46% dos interesses de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro alcançaria 43%
— Pesquisa Datafolha divulgada pela Folha de S.Paulo
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