No sábado, em Washington, a cantora britânica Lola Young desmaiou no palco do festival All Things Go aos 24 anos — poucos instantes depois de confessar à plateia que atravessava dias difíceis. O episódio não é isolado: uma série de crises físicas e mentais tem pontuado sua ascensão meteórica, revelando o custo humano de uma carreira que o mundo ainda está aprendendo a dimensionar. Há, nessa trajetória, uma tensão antiga entre a arte que expõe tudo e o corpo que, eventualmente, cobra o preço.
Lola Young desmaia no palco e revela batalha com saúde mental antes de estreia no Lollapalooza
Estar feliz com o corpo que você tem é importante para a felicidade
Por que uma artista tão jovem está enfrentando esses colapsos repetidos no palco? Isso é comum?
Não é comum, não. O que vemos em Lola é um padrão — três incidentes em poucos meses. Ela mesma mencionou estar passando por dias difíceis antes do desmaio. Há algo acontecendo que vai além do cansaço normal de turnê.
Mas a gente não sabe o que é, certo? Ela disse "problemas de saúde mental", mas não especificou. Poderia ser ansiedade, depressão, transtorno alimentar, exaustão. O comunicado dela foi vago.
Verdade. E talvez seja assim mesmo — talvez ela não queira detalhar. O que sabemos é que ela cancelou shows, desmaiou, vomitou no palco. Isso é real e documentado.
Ela é comparada a Amy Winehouse. Há algo nessa comparação que preocupa?
A comparação é principalmente sobre a voz e a autenticidade. Mas sim, Winehouse também lutava com vícios e saúde mental. Lola explora esses temas em suas músicas — escapismo, autossabotagem. Não é coincidência que ela esteja falando sobre isso artisticamente enquanto enfrenta crises reais.
Mas a gente não pode dizer que ela está no mesmo caminho que Winehouse. Lola está buscando ajuda, está comunicando quando não consegue se apresentar. Isso é diferente.
E quanto à pressão da indústria? Ela é jovem, está viralizando, tem Elton John como fã. Isso não piora as coisas?
Certamente. Ela lançou três álbuns em poucos anos, tem uma carreira internacional acelerada, está em turnês constantes. A visibilidade é enorme. E ela está sendo honesta sobre tudo isso — sobre o corpo, sobre os vícios, sobre a autossabotagem. Isso exige uma vulnerabilidade que é exaustiva.
O que não sabemos é se ela tem suporte profissional — terapia, médicos, equipe de saúde mental. O comunicado dela foi apenas que estava bem depois do desmaio. Não há informação sobre o que vem depois, sobre como ela está se cuidando.
Então quando ela chegar ao Lollapalooza em março, o que devemos estar observando?
Se ela consegue se apresentar sem incidentes. Se há mudanças em sua agenda. Se ela continua falando abertamente sobre isso. A honestidade dela é parte da sua força, mas também é um risco — ela está expondo suas lutas em tempo real.
The Pulse
- Lola Young colapsou no palco durante o All Things Go, segundos antes de cantar, após admitir publicamente que não estava bem — um momento de vulnerabilidade que se tornou notícia mundial.
- O incidente não foi o primeiro: ela vomitou no meio de sua estreia no Coachella e cancelou apresentação em Nova Jersey por problemas de saúde mental, desenhando um padrão preocupante.
- Nas redes sociais, Young respondeu com brevidade e gratidão — 'estou bem agora' — mas no dia seguinte cancelou o segundo dia do festival, pedindo uma nova oportunidade no futuro.
- Ao mesmo tempo, a artista acaba de lançar seu terceiro álbum, recebeu as chaves da casa de Elton John como aposta cumprida às avessas, e mantém uma agenda internacional que inclui o Lollapalooza 2026 em São Paulo.
- A trajetória de Young levanta uma questão que a indústria raramente responde: até onde pode ir uma voz extraordinária quando o corpo e a mente começam a dizer não?
No sábado, em Washington, a cantora britânica Lola Young desmaiou no palco do festival All Things Go aos 24 anos — poucos instantes depois de confessar à plateia que atravessava dias difíceis. O episódio não é isolado: uma série de crises físicas e mentais tem pontuado sua ascensão meteórica, revelando o custo humano de uma carreira que o mundo ainda está aprendendo a dimensionar. Há, nessa trajetória, uma tensão antiga entre a arte que expõe tudo e o corpo que, eventualmente, cobra o preço.
No sábado, durante o festival All Things Go em Washington, Lola Young desmaiou no palco momentos antes de cantar. Ela havia dito à plateia que estava passando por dias difíceis — e então o corpo confirmou o que as palavras já anunciavam. Pelas redes sociais, a cantora tranquilizou os fãs: estava bem, agradecia o apoio. No domingo, porém, não se apresentou no segundo dia do festival, pedindo uma nova chance no futuro.
Não foi a primeira vez. No início do ano, em sua estreia no Coachella, ela parou a apresentação para vomitar antes de continuar cantando. Dias antes do colapso em Washington, havia cancelado uma participação em Nova Jersey citando problemas de saúde mental. O padrão é difícil de ignorar numa artista cuja ascensão tem sido tão acelerada quanto exigente.
Aos 24 anos, Lola Young é uma das vozes mais celebradas do pop britânico. Seu hit 'Messy' viralizou no TikTok e chegou ao topo das paradas do Reino Unido. A crítica a compara a Adele e Amy Winehouse — pela voz que transita entre soul e blues, mas também pela crueza sem filtros de suas composições. Em setembro, lançou seu terceiro álbum, 'I'm only f**king myself', que explora autossabotagem e escapismo com uma honestidade que desconforta e encanta ao mesmo tempo.
Sir Elton John apostou que um dos singles chegaria ao número um. Quando não chegou, ele simplesmente entregou a ela as chaves de sua casa — sem cerimônia. É o tipo de reconhecimento que diz mais do que qualquer prêmio.
Young também construiu sua presença pública sobre a recusa em se conformar: exibe o próprio corpo com deliberada confiança, estrias e tudo, e escreveu sobre a difícil jornada de aprender a amar a si mesma num mundo que insiste no contrário. Apesar das crises recentes, sua agenda segue firme — incluindo o Lollapalooza de março de 2026, em São Paulo, sua primeira vez no Brasil. O que acontecerá quando ela chegar a esse palco ainda está por ser escrito.
Lola Young desmaiou no palco do All Things Go em Washington no sábado. Momentos antes de cantar "Conceited", a britânica de 24 anos havia dito à plateia que estava atravessando "alguns dias difíceis". Depois do colapso, ela se dirigiu aos fãs pelas redes sociais: "Para todos que assistiram à minha apresentação hoje, estou bem agora. Obrigada por todo o apoio." No domingo, comunicou que não se apresentaria no segundo dia do festival, pedindo uma "nova chance no futuro".
Este não foi um incidente isolado. Dias antes, Young havia cancelado sua participação no We Can Survive, show do Audacy em Nova Jersey, citando problemas de saúde mental. No início do ano, durante sua estreia no Coachella, na Califórnia, ela parou no meio da apresentação para vomitar antes de continuar cantando. O padrão de crises no palco levanta questões sobre o custo físico e emocional de sua carreira em ascensão acelerada.
Aos 24 anos, Lola Young tornou-se uma das vozes mais procuradas do pop britânico. Seu hit "Messy", lançado em 2024, viralizou no TikTok e chegou ao topo das paradas do Reino Unido. A crítica a compara regularmente a Adele e Amy Winehouse — não apenas pela voz rica, que transita entre soul e blues, mas pela autenticidade crua de suas composições e performances. No dia 19 de setembro, ela lançou seu terceiro álbum, "I'm only f**king myself", precedido pelos singles "One thing", "Not like that anymore", "d£ealer" e "SPIDERS".
O novo trabalho explora temas de autossabotagem e o uso de vícios — sexo e drogas — como forma de escapismo, uma característica que a aproxima ainda mais de Amy Winehouse. Há um flerte com o niilismo, mas sempre com uma atitude destemida e sem filtros. Sir Elton John, um de seus maiores admiradores, apostou que se "d£ealer" não chegasse ao número um das paradas. Quando a música não atingiu o topo, ele simplesmente entregou a ela as chaves de sua casa na semana passada — sem esperar mais.
Young construiu sua presença pública sobre a recusa em se conformar aos padrões da indústria pop. Em seus vídeos, ela exibe seu corpo sem a perfeição almejada por outras cantoras, mostrando estrias e gordura com deliberada confiança. Em 2023, ela escreveu sobre sua jornada com a autoimagem: "Já passei pelos processos de amar e odiar completamente o corpo que tenho. Eu queria vir aqui com confiança e dizer que nunca é fácil amar a si mesmo em um mundo que te diz para se odiar constantemente. Aprendi que estar feliz com o corpo que você tem, no exato momento em que ele existe, é importante para a felicidade."
Apesar dos recentes problemas de saúde, Young segue com sua agenda internacional consolidada. Ela se apresentará no Lollapalooza em março de 2026, nos dias 20, 21 e 22, no Autódromo de Interlagos em São Paulo — sua estreia no Brasil. A trajetória dela até aqui sugere uma artista determinada a manter sua autenticidade mesmo quando o corpo e a mente cedem sob a pressão. O que acontecerá quando ela chegar ao palco brasileiro permanece em aberto.
Notable Quotes
Para todos que assistiram à minha apresentação no All Things Go hoje, estou bem agora. Obrigada por todo o apoio.— Lola Young, em comunicado nas redes sociais após o desmaio
Nunca é fácil amar a si mesmo em um mundo que te diz para se odiar constantemente. Estar feliz com o corpo que você tem, no exato momento em que ele existe, é importante para a felicidade.— Lola Young, em post de 2023 sobre autoaceitação