Lisboa sobe contra tendência europeia com energia e Jerónimo Martins

Lisboa nadava contra a corrente enquanto a Europa inteira enfrentava um dia difícil
O PSI subiu 0,53% quando os principais índices europeus caíram entre 0,3% e 2,1%.
Mark

Por que é que Lisboa conseguiu subir quando toda a Europa caía?

Mimi

O setor energético português estava em alta naquele dia. Greenvolt, Galp e EDP ganharam força, e isso foi suficiente para puxar o índice para cima, mesmo com outras cotadas em queda.

Mark

E a Jerónimo Martins? Tinha acabado de sofrer uma queda.

Mimi

Exatamente. Mas recuperou 1,96% nessa sessão. O mercado talvez estivesse a avaliar que a multa da Biedronka, apesar de séria, não era o fim do mundo. Ainda assim, o risco de uma penalidade até 10% da receita anual é real e preocupante.

Mark

Isso significa que o grupo português está em dificuldades?

Mimi

Não necessariamente. A Jerónimo Martins é um grupo grande. Mas a Biedronka é uma operação importante na Polónia, e publicidade enganosa é uma acusação que afeta a confiança dos consumidores.

Mark

Então a subida de 1,96% foi otimismo ou alívio?

Mimi

Provavelmente alívio. Os investidores já sabiam da multa. O facto de a ação ter subido sugere que o mercado estava a precificar algo pior. Quando a realidade é menos má do que o pior cenário, as ações sobem.

Mark

E o resto da Europa? Porque é que caiu?

Mimi

Aversão ao risco generalizada. O Stoxx 600 caiu 1%, o DAX alemão 2,1%. Havia incerteza no mercado. Lisboa foi uma bolha de otimismo, principalmente graças à energia.

  • A Europa mergulhou no vermelho — o DAX alemão caiu 2,1% e o Stoxx 600 recuou 1%, num clima de aversão generalizada ao risco.
  • Lisboa nadou contra a corrente, com o PSI a subir 0,53% e nove das quinze cotadas do índice a fechar em terreno positivo.
  • A Greenvolt, a Galp e a EDP puxaram o índice para cima, tornando o setor energético português no principal motor da sessão.
  • A Jerónimo Martins recuperou 1,96%, mas a sombra de uma multa que pode atingir 10% da receita anual da Biedronka na Polónia permanece sobre o grupo.
  • Navigator, NOS e BCP registaram perdas, mas não foram suficientes para travar o saldo positivo de uma sessão que Lisboa encerrou como exceção europeia.

Num dia em que o pessimismo varreu os mercados europeus, Lisboa escolheu um caminho próprio. O PSI avançou 0,53%, sustentado pela força do setor energético e pela resiliência da Jerónimo Martins, que recuperou após um susto regulatório na Polónia. É a história recorrente dos mercados: enquanto o continente recua, uma praça menor encontra, por vezes, razões para seguir em frente.

Enquanto as bolsas europeias fechavam em queda nesta quarta-feira, Lisboa seguiu na direção oposta. O PSI subiu 0,53% para 6.268,77 pontos, destacando-se num continente dominado pelo vermelho: o DAX alemão caiu 2,1%, o Stoxx 600 e o CAC 40 francês recuaram 1%, e o IBEX espanhol cedeu 0,7%.

O setor energético foi o grande impulsionador da praça lisboeta. A Greenvolt liderou com uma valorização de 2,50%, seguida pela Galp Energia com 1,63% e pela EDP com 0,90%. A EDP Renováveis também contribuiu, ganhando 0,49%.

A Jerónimo Martins foi outro destaque positivo, subindo 1,96% para 22,84 euros, recuperando das perdas da sessão anterior. Essas perdas tinham sido desencadeadas por uma multa aplicada pelo regulador polaco à Biedronka, a cadeia de supermercados do grupo na Polónia, por publicidade enganosa. O risco não desapareceu: a empresa pode ainda enfrentar uma sanção adicional até 10% da sua receita anual, o que representa uma ameaça significativa para os resultados do grupo.

No lado negativo, Navigator, NOS e BCP registaram quedas moderadas, mas insuficientes para inverter o saldo geral. Lisboa fechou o dia como uma exceção notável num mapa europeu pintado de vermelho.

Enquanto as principais bolsas europeias fechavam em queda nesta quarta-feira, Lisboa nadava contra a corrente. O PSI, o índice de referência da bolsa portuguesa, subiu 0,53% para 6.268,77 pontos, uma performance que se destacava ainda mais quando comparada com o vermelho que dominava o resto do continente. Pelo caminho, nove das quinze cotadas que compõem o índice terminaram a sessão em terreno positivo, enquanto seis desvalorizaram.

A Europa inteira enfrentava um dia difícil. O Stoxx 600, que agrupa as seiscentas maiores empresas cotadas do continente, recuou 1%. O índice francês CAC 40 acompanhou essa queda na mesma percentagem. Na Alemanha, o DAX foi ainda mais afetado, caindo 2,1%. O FTSE 100 britânico perdeu 0,3% e o IBEX espanhol cedeu 0,7%. Lisboa, porém, seguiu um caminho diferente.

O motor do desempenho positivo do PSI veio do setor energético. A Greenvolt liderou os ganhos com uma subida de 2,50%, fechando a 10,66 euros. A Galp Energia ganhou 1,63%, atingindo os 10,62 euros. A EDP somou 0,90% para 5,17 euros, enquanto a sua subsidiária, a EDP Renováveis, valorizou 0,49% para 26,55 pontos. Estes ganhos no setor refletiram uma dinâmica que contrastava com a aversão ao risco que caracterizava o resto do mercado europeu.

Além da energia, a Jerónimo Martins contribuiu significativamente para o desempenho do índice. A retalhista subiu 1,96%, fechando a 22,84 euros, recuperando assim das perdas que havia sofrido na sessão anterior. Essa queda prévia tinha sido provocada por uma notícia preocupante: a Biedronka, a cadeia de supermercados do grupo português que opera na Polónia, havia sido multada pelo regulador polaco de proteção do consumidor por publicidade enganosa. A situação é potencialmente grave. A empresa agora enfrenta o risco de uma sanção que pode chegar até 10% da sua receita anual, uma penalidade que poderia ter impacto significativo nos resultados do grupo.

No lado das perdas, a Navigator desvalorizou 0,73% para 4,08 euros. A Nos perdeu 0,70%, fechando a 3,71 euros. O BCP cedeu 0,59% para 0,1511 euros. Apesar destas quedas, o saldo geral da sessão em Lisboa manteve-se positivo, uma exceção notável num dia em que o pessimismo dominava os mercados europeus.

A Biedronka foi multada pelo regulador polaco de proteção do consumidor devido a publicidade enganosa, arriscando-se a uma sanção equivalente até 10% da sua receita anual.
— Informação do regulador polaco de proteção do consumidor
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