Num país que há sessenta anos não executava uma mulher por ordem federal, Lisa Montgomery aguarda a injeção letal marcada para 8 de dezembro no Indiana — pena imposta pelo assassínio brutal de Bobbie Jo Stinnett, grávida de oito meses, em 2004. O caso reacende o debate sobre pena de morte, saúde mental e a retomada das execuções federais americanas após quase duas décadas de silêncio. Por trás do marco histórico, há uma vítima de vinte e três anos que abriu a porta de casa a uma estranha e nunca mais a fechou.
Lisa Montgomery será primeira mulher executada nos EUA em 60 anos
Primeira mulher executada em sessenta anos marca regresso às penas de morte federais
Porque é que este caso é tão significativo agora, sessenta anos depois?
Porque as execuções federais tinham parado há quase vinte anos. Montgomery é a nona pessoa executada desde que recomeçaram, em julho. É um regresso a uma prática que tinha sido suspensa.
Mas espera — é a primeira mulher em sessenta anos, certo? Isso significa que houve outras mulheres condenadas à morte federal nesse período que não foram executadas?
Sim, provavelmente. A raridade aqui é a execução, não a condenação.
E quanto à argumentação da defesa sobre delírios?
Apresentaram-na, mas o juiz rejeitou. Não foi considerada credível ou relevante para anular a sentença.
Rejeitou como? Há documentação de avaliações psicológicas, ou é apenas uma alegação que foi descartada?
A fonte não detalha isso. Sabemos que o argumento foi feito e rejeitado, mas não temos os pormenores da avaliação psicológica ou da fundamentação judicial.
O bebé — o que aconteceu ao bebé que foi sequestrado?
A fonte não o diz. Sabemos que foi levado, mas não há informação sobre o que lhe aconteceu depois.
Isso é um vazio importante. O destino da criança é central para compreender o impacto do crime.
E isto marca realmente o fim de sessenta anos sem execuções de mulheres?
Sim, é o que o Departamento de Justiça confirmou.
El Pulso
- Montgomery estrangulou Bobbie Jo Stinnett com uma corda e extraiu o bebé do seu ventre ainda com a vítima consciente — um dos crimes mais perturbadores nos registos judiciais dos EUA.
- A execução, agendada para 8 de dezembro no Indiana, tornará Montgomery a primeira mulher executada pelo governo federal americano em mais de sessenta anos.
- A defesa alegou que Montgomery sofria de delírios no momento do crime, mas o juiz rejeitou o argumento sem concessões.
- O caso insere-se numa vaga de execuções federais — a nona desde julho de 2020 — que assinala o fim de uma pausa de quase vinte anos na aplicação da pena de morte a nível federal.
- O regresso das execuções federais divide o país entre quem vê justiça cumprida e quem questiona a legitimidade do Estado em tirar a vida, mesmo aos condenados mais impiedosos.
Num país que há sessenta anos não executava uma mulher por ordem federal, Lisa Montgomery aguarda a injeção letal marcada para 8 de dezembro no Indiana — pena imposta pelo assassínio brutal de Bobbie Jo Stinnett, grávida de oito meses, em 2004. O caso reacende o debate sobre pena de morte, saúde mental e a retomada das execuções federais americanas após quase duas décadas de silêncio. Por trás do marco histórico, há uma vítima de vinte e três anos que abriu a porta de casa a uma estranha e nunca mais a fechou.
Lisa Montgomery será executada por injeção letal a 8 de dezembro, no Indiana, tornando-se a primeira mulher a ser morta pelo governo federal dos Estados Unidos em mais de sessenta anos. O marco não é apenas histórico: é o culminar de um crime que chocou a América e que permanece gravado na memória coletiva do país.
Em dezembro de 2004, Montgomery bateu à porta de Bobbie Jo Stinnett, em Skidmore, Missouri, fingindo querer adotar um cão. Stinnett tinha vinte e três anos e estava grávida de oito meses. Montgomery estrangulou-a com uma corda e, com a vítima ainda consciente, cortou-lhe o abdómen para retirar o bebé. Levou a criança consigo e deixou para trás um corpo mutilado.
O Departamento de Justiça confirmou a execução esta semana, tornando Montgomery a nona pessoa executada desde que o governo federal retomou as penas de morte em julho de 2020, após uma interrupção de quase duas décadas. A defesa tentou invocar delírios psicológicos para mitigar a responsabilidade da condenada, mas o juiz rejeitou o argumento. A sentença manteve-se inabalável.
Quando a injeção letal for administrada, encerrará sessenta anos de ausência de execuções federais de mulheres nos EUA — e reacenderá, inevitavelmente, o debate sobre os limites da justiça, da clemência e do poder do Estado sobre a vida humana.
Lisa Montgomery vai morrer por injeção letal a 8 de dezembro, no Indiana. Quando isso acontecer, ela será a primeira mulher executada pelo governo federal dos Estados Unidos em mais de sessenta anos — um marco que marca não apenas o fim de uma vida, mas também o regresso das execuções federais após quase duas décadas de silêncio.
O crime que a levou até este ponto ocorreu numa tarde de dezembro de 2004, numa casa em Skidmore, Missouri. Montgomery apresentou-se à porta fingindo interesse em adotar um cão. Quem abriu foi Bobbie Jo Stinnett, uma mulher de vinte e três anos grávida de oito meses. O que se seguiu foi um dos homicídios mais brutais nos registos judiciais americanos. Montgomery estrangulou Stinnett com uma corda enquanto a vítima ainda respirava. Depois, com a mulher ainda consciente, pegou numa faca e cortou-lhe o abdómen para extrair o bebé que carregava. Levou a criança consigo, deixando para trás um corpo mutilado.
O Departamento de Justiça norte-americano confirmou a execução esta semana, transformando Montgomery na nona pessoa a ser executada desde que o governo federal retomou as penas de morte em julho deste ano, após uma pausa de quase vinte anos. A decisão representa um ponto de viragem significativo na política criminal americana — não apenas pelo género da condenada, mas pelo que simboliza sobre o regresso a práticas que tinham sido suspensas.
A defesa de Montgomery tentou argumentar que ela sofria de delírios quando cometeu o crime, sugerindo que a sua capacidade mental estava comprometida no momento do homicídio. O juiz rejeitou esta argumentação. Não houve espaço para dúvida ou clemência na sala de tribunal. A sentença manteve-se firme: morte por injeção letal, agendada para o próximo mês.
O caso de Bobbie Jo Stinnett permanece como um testemunho da violência extrema que pode ocorrer entre estranhos. Uma mulher grávida abriu a porta da sua casa a alguém que pretendia adotar um animal de estimação. Saiu de lá um bebé sequestrado e uma morte que chocaria a nação. Montgomery será executada por esse crime. Quando a injeção letal correr pelas suas veias, sessenta anos de ausência de execuções federais de mulheres terminarão.
Citas Notables
Montgomery estrangulou Stinnett com uma corda e depois cortou-lhe o abdómen para extrair o bebé enquanto a vítima ainda estava consciente— Procuradores do caso
Os advogados argumentaram que Montgomery sofria de delírios quando cometeu o crime, mas o juiz rejeitou esta tese— Defesa de Lisa Montgomery