Aos 57 anos, Tina Werneck atravessa uma fronteira que levou décadas para alcançar: a de instrumentista consagrada a cantora e compositora autoral. Em 5 de agosto, seu primeiro álbum solo, 'Cheguei tinindo', chega às plataformas carregando trinta anos de escuta refinada e cinco anos de canções acumuladas — coroado pela voz de Leila Pinheiro num samba-jazz que dá nome ao projeto inteiro. É o tipo de estreia que só o tempo torna possível.
Leila Pinheiro participa de samba-jazz no álbum solo de Tina Werneck
Chegou aos 57 anos para consolidar a carreira como cantora
Por que Tina Werneck esperou tanto tempo para lançar um álbum solo como cantora?
Ela passou trinta anos como instrumentista — viola de arco, principalmente — em quartetos, balés, teatros. Isso não era espera passiva; era construção. Só em 2019 começou a cantar publicamente. Este álbum é o resultado natural disso, não uma mudança abrupta.
E por que a presença de Leila Pinheiro é tão importante para o disco?
Leila é uma referência viva da MPB. Quando você coloca uma voz como a dela em uma composição sua, você está dizendo algo sobre o que você acredita que a música merece. É um voto de confiança mútuo.
O fato de sete das doze músicas já terem sido lançadas como singles muda o que este álbum é?
Muda, sim. Não é um lançamento explosivo de material novo. É mais uma consolidação — aqui estão as coisas que ela vinha experimentando, agora reunidas, com cinco peças novas que completam o quadro.
Qual é o peso de trazer o título do álbum de um verso de uma música?
Mostra que a composição não é secundária. O título não foi escolhido depois; veio de dentro da própria criação. "Cheguei tinindo" é uma afirmação — ela chegou, e chegou com som, com presença.
Como alguém que tocou Piazzolla por dez anos cria samba-jazz?
Piazzolla já era uma ponte entre o erudito e o popular. Ela aprendeu a trabalhar nas margens, a misturar tradições. O samba-jazz é apenas o próximo passo natural nessa conversa que ela vinha tendo com a música.
The Pulse
- Tina Werneck lança em 5 de agosto seu primeiro álbum solo, 'Cheguei tinindo', consolidando uma virada de carreira iniciada em 2019 após três décadas como instrumentista.
- Das 12 faixas autorais, cinco são inéditas e chegam com peso simbólico: duas instrumentais, duas canções e o samba-jazz 'O amor vai chegar', que fecha o disco com Leila Pinheiro e Carlos Malta.
- A presença de Leila Pinheiro — uma das vozes mais reconhecidas da MPB — é a aposta mais forte do projeto para alcançar o público da música popular brasileira.
- O álbum funciona também como compilação: sete singles lançados desde 2020 ganham agora um contexto unificado, revelando que o projeto foi construído de forma gradual e deliberada.
- Com produção de Guilherme Gê e participações de Muiza Adnet e Carlos Malta, o disco posiciona Tina não como estreante, mas como compositora madura que chegou na hora certa.
Aos 57 anos, Tina Werneck atravessa uma fronteira que levou décadas para alcançar: a de instrumentista consagrada a cantora e compositora autoral. Em 5 de agosto, seu primeiro álbum solo, 'Cheguei tinindo', chega às plataformas carregando trinta anos de escuta refinada e cinco anos de canções acumuladas — coroado pela voz de Leila Pinheiro num samba-jazz que dá nome ao projeto inteiro. É o tipo de estreia que só o tempo torna possível.
Tina Werneck tem 57 anos e um primeiro álbum solo prestes a sair. 'Cheguei tinindo' chega às plataformas de áudio em 5 de agosto, e o título não é arbitrário — vem de um verso do samba-jazz que encerra o disco, a faixa 'O amor vai chegar', gravada com Leila Pinheiro sobre os sopros de Carlos Malta. É essa música que carrega o maior potencial de alcance junto ao público da MPB.
O álbum reúne 12 composições autorais. Sete já circulavam como singles desde o final de 2020, de modo que o disco funciona em parte como uma reunião do que Tina vinha experimentando. As cinco faixas inéditas concentram a novidade: os instrumentais 'Egípcio' e 'Zambizo', as canções 'Água' e 'Coisa feita' — esta com participação de Muiza Adnet — e o samba-jazz com Leila Pinheiro. A produção musical é de Guilherme Gê.
Para entender o peso desse lançamento, é preciso olhar para trás. Tina começou no violão aos 12 anos, estudou violão clássico e canto coral, e aos 21 descobriu a viola de arco — instrumento que a ocuparia por três décadas. Durante esse tempo, trabalhou em produções de balé, teatro e cinema, e por dez anos foi violista solista do Quarteto Alevare, grupo dedicado a Astor Piazzolla, com quem lançou dois álbuns em 2007 e 2010.
Sua carreira como cantora começou apenas em 2019. Das 12 faixas do álbum, 11 têm música e letra de sua própria autoria — a exceção é 'Eu deixo', escrita em parceria com Germana Guilherme. 'Cheguei tinindo' não é a estreia de uma artista impaciente, mas o passo calculado de alguém que passou décadas aprendendo a ouvir antes de decidir cantar.
Tina Werneck chega aos 57 anos com um projeto que ela vinha construindo há anos: seu primeiro álbum solo. "Cheguei tinindo" desembarca nas plataformas de áudio em 5 de agosto, e o título vem direto de um verso de uma das suas composições mais ambiciosas — um samba-jazz que reúne duas gerações da música brasileira.
O álbum traz 12 músicas autorais, mas nem todas são novidade. Sete delas já circulam desde o final de 2020 como singles lançados isoladamente, de modo que o disco funciona também como uma espécie de compilação daquilo que Tina vinha experimentando. As cinco faixas inéditas é que carregam o peso da novidade: dois temas puramente instrumentais chamados "Egípcio" e "Zambizo", as canções "Água" e "Coisa feita" — esta última com participação de Muiza Adnet — e o destaque maior, o samba-jazz "O amor vai chegar".
Essa última música é a que tem mais força para atrair quem segue a música popular brasileira. Leila Pinheiro, uma das vozes mais reconhecidas da MPB, foi convidada para gravar nela, e sua presença encerra o álbum sobre a cadência dos sopros do músico Carlos Malta. É justamente de um verso dessa composição que Tina extraiu o nome do projeto inteiro. A produção musical ficou a cargo de Guilherme Gê.
Mas quem é Tina Werneck para estar lançando um álbum solo agora? A resposta está em três décadas de trabalho que precedem esse momento. Ela começou a tocar violão aos 12 anos, estudou violão clássico e canto coral, e aos 21 anos iniciou-se na viola de arco — o instrumento que a definiria por muito tempo. Durante trinta anos, trabalhou como instrumentista em produções de balé, teatro e cinema. Por dez desses anos, foi violista solista do Quarteto Alevare, um grupo especializado nas composições do argentino Astor Piazzolla. Com o quarteto, lançou dois álbuns: "Piazzolla por mãos brasileiras" em 2007 e "Piazzolla segundo Alevare" em 2010.
Sua carreira como cantora é recente — começou em 2019 — e este álbum representa uma tentativa de consolidar esse novo capítulo. Das 11 composições que ela assina sozinha, todas têm música e letra de sua autoria. A única exceção é "Eu deixo", lançada em 2022 em parceria com Germana Guilherme. O projeto não é apenas um registro de canções novas, mas um passo deliberado de uma instrumentista experiente em direção ao canto e à composição, trazendo consigo toda a sofisticação musical que acumulou ao longo de décadas.
Notable Quotes
Das cinco faixas inéditas, o samba-jazz 'O amor vai chegar' é a música com mais cacife para atrair seguidores da MPB pela presença da cantora Leila Pinheiro— Descrição do álbum