Leila Pinheiro participa de samba-jazz no álbum solo de Tina Werneck

Chegou aos 57 anos para consolidar a carreira como cantora
Tina Werneck lança seu primeiro álbum solo após três décadas como instrumentista reconhecida.
Mark

Por que Tina Werneck esperou tanto tempo para lançar um álbum solo como cantora?

Mimi

Ela passou trinta anos como instrumentista — viola de arco, principalmente — em quartetos, balés, teatros. Isso não era espera passiva; era construção. Só em 2019 começou a cantar publicamente. Este álbum é o resultado natural disso, não uma mudança abrupta.

Mark

E por que a presença de Leila Pinheiro é tão importante para o disco?

Mimi

Leila é uma referência viva da MPB. Quando você coloca uma voz como a dela em uma composição sua, você está dizendo algo sobre o que você acredita que a música merece. É um voto de confiança mútuo.

Mark

O fato de sete das doze músicas já terem sido lançadas como singles muda o que este álbum é?

Mimi

Muda, sim. Não é um lançamento explosivo de material novo. É mais uma consolidação — aqui estão as coisas que ela vinha experimentando, agora reunidas, com cinco peças novas que completam o quadro.

Mark

Qual é o peso de trazer o título do álbum de um verso de uma música?

Mimi

Mostra que a composição não é secundária. O título não foi escolhido depois; veio de dentro da própria criação. "Cheguei tinindo" é uma afirmação — ela chegou, e chegou com som, com presença.

Mark

Como alguém que tocou Piazzolla por dez anos cria samba-jazz?

Mimi

Piazzolla já era uma ponte entre o erudito e o popular. Ela aprendeu a trabalhar nas margens, a misturar tradições. O samba-jazz é apenas o próximo passo natural nessa conversa que ela vinha tendo com a música.

  • Tina Werneck lança em 5 de agosto seu primeiro álbum solo, 'Cheguei tinindo', consolidando uma virada de carreira iniciada em 2019 após três décadas como instrumentista.
  • Das 12 faixas autorais, cinco são inéditas e chegam com peso simbólico: duas instrumentais, duas canções e o samba-jazz 'O amor vai chegar', que fecha o disco com Leila Pinheiro e Carlos Malta.
  • A presença de Leila Pinheiro — uma das vozes mais reconhecidas da MPB — é a aposta mais forte do projeto para alcançar o público da música popular brasileira.
  • O álbum funciona também como compilação: sete singles lançados desde 2020 ganham agora um contexto unificado, revelando que o projeto foi construído de forma gradual e deliberada.
  • Com produção de Guilherme Gê e participações de Muiza Adnet e Carlos Malta, o disco posiciona Tina não como estreante, mas como compositora madura que chegou na hora certa.

Aos 57 anos, Tina Werneck atravessa uma fronteira que levou décadas para alcançar: a de instrumentista consagrada a cantora e compositora autoral. Em 5 de agosto, seu primeiro álbum solo, 'Cheguei tinindo', chega às plataformas carregando trinta anos de escuta refinada e cinco anos de canções acumuladas — coroado pela voz de Leila Pinheiro num samba-jazz que dá nome ao projeto inteiro. É o tipo de estreia que só o tempo torna possível.

Tina Werneck tem 57 anos e um primeiro álbum solo prestes a sair. 'Cheguei tinindo' chega às plataformas de áudio em 5 de agosto, e o título não é arbitrário — vem de um verso do samba-jazz que encerra o disco, a faixa 'O amor vai chegar', gravada com Leila Pinheiro sobre os sopros de Carlos Malta. É essa música que carrega o maior potencial de alcance junto ao público da MPB.

O álbum reúne 12 composições autorais. Sete já circulavam como singles desde o final de 2020, de modo que o disco funciona em parte como uma reunião do que Tina vinha experimentando. As cinco faixas inéditas concentram a novidade: os instrumentais 'Egípcio' e 'Zambizo', as canções 'Água' e 'Coisa feita' — esta com participação de Muiza Adnet — e o samba-jazz com Leila Pinheiro. A produção musical é de Guilherme Gê.

Para entender o peso desse lançamento, é preciso olhar para trás. Tina começou no violão aos 12 anos, estudou violão clássico e canto coral, e aos 21 descobriu a viola de arco — instrumento que a ocuparia por três décadas. Durante esse tempo, trabalhou em produções de balé, teatro e cinema, e por dez anos foi violista solista do Quarteto Alevare, grupo dedicado a Astor Piazzolla, com quem lançou dois álbuns em 2007 e 2010.

Sua carreira como cantora começou apenas em 2019. Das 12 faixas do álbum, 11 têm música e letra de sua própria autoria — a exceção é 'Eu deixo', escrita em parceria com Germana Guilherme. 'Cheguei tinindo' não é a estreia de uma artista impaciente, mas o passo calculado de alguém que passou décadas aprendendo a ouvir antes de decidir cantar.

Tina Werneck chega aos 57 anos com um projeto que ela vinha construindo há anos: seu primeiro álbum solo. "Cheguei tinindo" desembarca nas plataformas de áudio em 5 de agosto, e o título vem direto de um verso de uma das suas composições mais ambiciosas — um samba-jazz que reúne duas gerações da música brasileira.

O álbum traz 12 músicas autorais, mas nem todas são novidade. Sete delas já circulam desde o final de 2020 como singles lançados isoladamente, de modo que o disco funciona também como uma espécie de compilação daquilo que Tina vinha experimentando. As cinco faixas inéditas é que carregam o peso da novidade: dois temas puramente instrumentais chamados "Egípcio" e "Zambizo", as canções "Água" e "Coisa feita" — esta última com participação de Muiza Adnet — e o destaque maior, o samba-jazz "O amor vai chegar".

Essa última música é a que tem mais força para atrair quem segue a música popular brasileira. Leila Pinheiro, uma das vozes mais reconhecidas da MPB, foi convidada para gravar nela, e sua presença encerra o álbum sobre a cadência dos sopros do músico Carlos Malta. É justamente de um verso dessa composição que Tina extraiu o nome do projeto inteiro. A produção musical ficou a cargo de Guilherme Gê.

Mas quem é Tina Werneck para estar lançando um álbum solo agora? A resposta está em três décadas de trabalho que precedem esse momento. Ela começou a tocar violão aos 12 anos, estudou violão clássico e canto coral, e aos 21 anos iniciou-se na viola de arco — o instrumento que a definiria por muito tempo. Durante trinta anos, trabalhou como instrumentista em produções de balé, teatro e cinema. Por dez desses anos, foi violista solista do Quarteto Alevare, um grupo especializado nas composições do argentino Astor Piazzolla. Com o quarteto, lançou dois álbuns: "Piazzolla por mãos brasileiras" em 2007 e "Piazzolla segundo Alevare" em 2010.

Sua carreira como cantora é recente — começou em 2019 — e este álbum representa uma tentativa de consolidar esse novo capítulo. Das 11 composições que ela assina sozinha, todas têm música e letra de sua autoria. A única exceção é "Eu deixo", lançada em 2022 em parceria com Germana Guilherme. O projeto não é apenas um registro de canções novas, mas um passo deliberado de uma instrumentista experiente em direção ao canto e à composição, trazendo consigo toda a sofisticação musical que acumulou ao longo de décadas.

Das cinco faixas inéditas, o samba-jazz 'O amor vai chegar' é a música com mais cacife para atrair seguidores da MPB pela presença da cantora Leila Pinheiro
— Descrição do álbum
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