Justiça proíbe candidato ultradireitista de usar camisa da Colômbia como símbolo político

A politização do símbolo gerou divisão clara na sociedade
Enquanto a esquerda via apropriação indevida, a extrema direita considerava o uso um ato legítimo de patriotismo.

Em Bogotá, a poucos dias do segundo turno presidencial colombiano, um tribunal interveio numa disputa que vai além da política: quem tem o direito de vestir a camisa da seleção nacional como símbolo? A juíza ordenou que o candidato ultradireitista Abelardo de la Espriella cesse imediatamente o uso da tricolor em sua campanha, após denúncia do candidato de esquerda Iván Cepeda. O episódio revela como os símbolos coletivos — especialmente às vésperas de uma Copa do Mundo — tornam-se campos de batalha pela narrativa da identidade nacional.

  • Com o segundo turno marcado para 21 de junho e a Copa do Mundo começando dias antes, a camisa da seleção colombiana virou o centro de uma disputa judicial e simbólica de alta voltagem.
  • O candidato De la Espriella, conhecido como 'O Tigre' e líder nas pesquisas, havia transformado a tricolor em marca registrada de seus comícios, com seguidores usando a camisa estampada com a cabeça de um tigre e saudação militar.
  • Iván Cepeda formalizou uma reclamação judicial acusando o rival de se apropriar de um símbolo que pertence a toda a nação, e a juíza deu razão à denúncia, ordenando cessação imediata e definitiva do uso.
  • A decisão expõe uma fratura social: para a esquerda, trata-se de instrumentalização indevida de um bem comum; para a extrema direita, vestir a camisa é um ato legítimo de patriotismo.
  • Resta a questão prática — como fiscalizar a proibição nos dias que antecedem o segundo turno, quando milhões de colombianos já saem às ruas com a mesma camisa, movidos pelo entusiasmo com o torneio.

A poucos dias do segundo turno presidencial colombiano, marcado para 21 de junho, um tribunal de Bogotá foi chamado a resolver uma disputa incomum: o direito de usar a camisa da seleção nacional como símbolo político. A juíza determinou que Abelardo de la Espriella, candidato ultradireitista de 47 anos que liderava as pesquisas após vencer o primeiro turno, deve cessar imediatamente o uso da tricolor em eventos públicos, campanhas e redes sociais.

A decisão veio após reclamação formal de Iván Cepeda, candidato de esquerda e herdeiro político do presidente Gustavo Petro, que acusou De la Espriella de se apropriar de um símbolo pertencente a toda a nação. O advogado apelidado de 'O Tigre' havia feito da camisa um elemento central de sua campanha, intensificando o uso à medida que a Copa do Mundo da América do Norte — com estreia colombiana em 17 de junho contra o Uzbequistão — se aproximava. Seus seguidores apareciam nos comícios com a peça estampada com a cabeça de um tigre, acompanhada de uma saudação militar característica do movimento.

A politização do símbolo revelou uma fratura na sociedade colombiana: para a esquerda, o gesto representava a instrumentalização de algo que deveria permanecer neutro e unificador; para a extrema direita, era um ato legítimo de patriotismo. A corte ordenou a 'cessação imediata e definitiva' do uso, mas deixou em aberto como a proibição será fiscalizada nos dias finais de campanha — justamente quando milhões de colombianos já vestem a mesma camisa, movidos simplesmente pelo amor ao futebol.

A poucos dias do segundo turno presidencial colombiano, um tribunal de Bogotá interveio numa disputa que transcende a política convencional: a questão de quem pode usar a camisa da seleção nacional como símbolo. A juíza determinou que Abelardo de la Espriella, candidato de ultradireita com 47 anos, deve cessar imediatamente o uso da camisa tricolor em eventos públicos, campanhas e qualquer espaço onde ela funcione como identificação de seu partido, sua campanha ou sua imagem pessoal.

A decisão chegou após reclamação formal de Iván Cepeda, candidato de esquerda e herdeiro político do presidente Gustavo Petro. Cepeda acusou De la Espriella de se apropriar indevidamente de um símbolo que pertence a toda a nação colombiana. O segundo turno está marcado para 21 de junho, e De la Espriella havia vencido a primeira votação, posicionando-se como favorito nas pesquisas de intenção de voto.

O advogado conhecido como "O Tigre" havia feito da camisa da seleção um elemento recorrente de sua campanha. Nos últimos dias, com a Copa do Mundo da América do Norte começando em 11 de junho, ele intensificou o uso da peça em comícios e eventos públicos. Seus seguidores, que somam milhões, frequentemente aparecem em seus atos usando a camisa com a cabeça de um tigre estampada, acompanhando o gesto com uma saudação militar característica do movimento.

A politização do símbolo gerou uma divisão clara na sociedade colombiana. Para a esquerda, o uso representava uma apropriação indevida de algo que deveria permanecer neutro e unificador. Para a extrema direita, porém, usar a camisa era um ato legítimo de patriotismo, uma forma de conectar identidade nacional com projeto político. Milhares de cidadãos colombianos saem às ruas com a mesma camisa tricolor em apoio à seleção, movidos simplesmente pelo entusiasmo com o torneio que se aproxima.

A Colômbia disputará sua primeira partida na Copa do Mundo em 17 de junho contra o Uzbequistão. A decisão judicial, portanto, chega num momento de alta sensibilidade emocional, quando símbolos nacionais ganham peso extra na imaginação pública. A corte determinou a "cessação imediata e definitiva" do uso da camisa em qualquer contexto que a vincule à candidatura de De la Espriella, deixando em aberto como será fiscalizada essa proibição nos dias que antecedem o segundo turno.

Iván Cepeda acusou De la Espriella de se apropriar indevidamente da camisa da seleção durante a campanha
— Iván Cepeda, candidato de esquerda
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que uma juíza decidiu intervir numa questão que parece ser apenas sobre roupa?

Model

Porque na Colômbia, naquele momento, a camisa não era só roupa. Era um símbolo que De la Espriella havia transformado em marca de campanha, e a esquerda viu isso como uma apropriação indevida de algo que deveria permanecer acima da política.

Inventor

Mas as pessoas não podem usar a camisa da seleção livremente?

Model

Podem, claro. O que a corte proibiu foi o uso dela como identificação de seu partido, sua campanha ou sua imagem pessoal em espaços públicos. A distinção é sutil, mas importante: a camisa em si é livre, mas não como ferramenta política.

Inventor

De la Espriella era realmente favorito para vencer?

Model

Sim, as pesquisas o colocavam na frente. Ele havia vencido o primeiro turno e era considerado o candidato mais provável de chegar à presidência.

Inventor

Como seus seguidores reagiram a essa proibição?

Model

A fonte não detalha a reação deles especificamente, mas deixa claro que para a extrema direita, usar a camisa era patriotismo puro. Eles provavelmente viram a decisão como censura.

Inventor

E o timing? Por que isso acontecia justamente naquele momento?

Model

A Copa do Mundo começava em 11 de junho, e o segundo turno em 21 de junho. A camisa ganhou peso emocional extra. De la Espriella estava intensificando seu uso, e isso acelerou o conflito.

Contact Us FAQ