Por mais de quatro décadas, a voz de Juçara Ferreira Carioca foi companhia fiel para os ouvintes da Super Rádio Tupi — uma presença que o rádio carioca construiu noite após noite, e que o câncer de pulmão silenciou aos 64 anos. Conhecida como 'Juju' e celebrada como 'a fofoqueira' do 'Show do Antônio Carlos', ela pertencia àquela geração de radialistas que entendiam o microfone como um elo de intimidade com a cidade. Sua partida, no sábado, encerra um capítulo discreto mas duradouro da cultura popular brasileira.
Juçara Carioca, radialista da Tupi, morre aos 64 anos vítima de câncer
Uma voz que as pessoas acordavam ouvindo, durante mais de 40 anos
Juçara trabalhou na mesma emissora por mais de 40 anos. Isso é comum no rádio?
Não é tão comum quanto era. A Tupi era uma instituição, e ela cresceu ali desde 1976. Havia uma lealdade diferente naquela época.
A gente sabe que ela estava na Tupi desde 1976, mas não sabemos exatamente quando começou no "Show do Antônio Carlos". Só que "já nos anos 1980" — isso é vago.
E o apelido "a fofoqueira" — era algo que ela mesma adotava, ou era como as pessoas a chamavam?
Parece que era carinhoso, algo que pegou entre os ouvintes. No rádio, esses apelidos viram parte da identidade pública de uma pessoa.
A fonte não deixa claro se era um personagem que ela criava ou se era só como as pessoas a viam. Há uma diferença.
O que significa para o rádio perder alguém como ela?
Significa perder uma voz que as pessoas acordavam ouvindo, que as acompanhava. No rádio, você não é só um nome — você é uma presença na vida das pessoas.
Verdade. Mas também não temos depoimentos de ouvintes ou colegas sobre o impacto dela. Sabemos que ela marcou gerações, mas isso vem da editoria, não de quem realmente a conhecia.
Der Puls
- Após um ano enfrentando o câncer de pulmão, Juçara Carioca morreu no sábado, deixando um vazio nas ondas do rádio carioca que ela habitou por mais de 40 anos.
- A Super Rádio Tupi perdeu uma de suas vozes mais longevas: Juçara entrou na emissora em 1976 e nunca mais saiu, tornando-se símbolo de uma era em que o rádio era o centro da vida cultural urbana.
- Apelidada de 'a fofoqueira', ela transformou um papel aparentemente leve em identidade duradoura, conquistando gerações de ouvintes que a reconheciam pelo tom e pela presença inconfundíveis.
- O velório, realizado desde as 6h da manhã de domingo no cemitério do Cacuia, na Ilha do Governador, reuniu a despedida de quem viveu para fazer companhia — e foi correspondida.
Por mais de quatro décadas, a voz de Juçara Ferreira Carioca foi companhia fiel para os ouvintes da Super Rádio Tupi — uma presença que o rádio carioca construiu noite após noite, e que o câncer de pulmão silenciou aos 64 anos. Conhecida como 'Juju' e celebrada como 'a fofoqueira' do 'Show do Antônio Carlos', ela pertencia àquela geração de radialistas que entendiam o microfone como um elo de intimidade com a cidade. Sua partida, no sábado, encerra um capítulo discreto mas duradouro da cultura popular brasileira.
Juçara Ferreira Carioca, a 'Juju' da Super Rádio Tupi, morreu no sábado aos 64 anos após enfrentar um câncer de pulmão diagnosticado no ano anterior. A emissora confirmou o falecimento de uma das suas vozes mais queridas e duradouras.
Sua história no rádio começou em 1976, quando entrou jovem na Tupi para trabalhar com Paulo Barbosa. Foi nos anos 1980, porém, que encontrou seu lugar definitivo: o 'Show do Antônio Carlos', onde se tornou presença fixa e ganhou o apelido de 'a fofoqueira' — título que carregou com leveza por décadas, construindo noite após noite uma relação de intimidade com os ouvintes cariocas.
Mais do que uma carreira, Juçara representava um modo de fazer rádio que exigia timing, calor humano e a rara capacidade de fazer companhia a quem escutava. Sua morte encerra mais de quarenta anos de trabalho em um meio que, mesmo à sombra da televisão e da internet, moldou profundamente a vida cultural do Rio de Janeiro.
O velório foi realizado no cemitério do Cacuia, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, a partir das 6h do domingo. O enterro estava previsto para as 10 horas.
Juçara Ferreira Carioca, conhecida nos estúdios da Super Rádio Tupi pelo apelido carinhoso de "Juju", morreu no sábado aos 64 anos. A emissora confirmou que ela havia estado em luta contra o câncer de pulmão durante o ano anterior.
Sua trajetória no rádio começou em 1976, quando entrou para a Super Rádio Tupi ainda jovem, trabalhando no programa de Paulo Barbosa. Mas foi a partir dos anos 1980 que seu nome se tornou inseparável do "Show do Antônio Carlos", onde se estabeleceu como presença fixa e ganhou a alcunha de "a fofoqueira" — um título que carregava com leveza e que a acompanhou por décadas entre os ouvintes cariocas.
A morte de Juçara marca o fim de uma carreira que atravessou gerações. Ela estava entre aqueles rostos — ou melhor, aquelas vozes — que moldaram a experiência do rádio no Rio de Janeiro, um meio que exigia intimidade, timing e a capacidade de fazer companhia a quem escutava. Seu trabalho no "Show do Antônio Carlos" a colocou em contato direto com o público, noite após noite, construindo uma relação que transcendia a transmissão.
O velório foi realizado no cemitério do Cacuia, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro, começando às 6 da manhã do domingo. O enterro estava marcado para as 10 horas. Sua morte encerra um capítulo importante da história do rádio brasileiro, deixando para trás mais de quatro décadas de trabalho em um meio que, embora frequentemente esquecido diante da ascensão da televisão e da internet, moldou a vida cultural de cidades inteiras.
Bemerkenswerte Zitate
Carinhosamente chamada de 'a fofoqueira', Juçara começou no rádio em 1976, já na Super Rádio Tupi— Super Rádio Tupi