Jovem obreiro esquartejado em Salvador sonhava cursar TI e era evangélico

Thiago Tavares dos Santos, 24 anos, foi morto e esquartejado; sua família sofreu trauma severo com a brutalidade do crime.
Não tinha motivo para fazer isso com meu filho
A mãe de Thiago, emocionada, lamenta a brutalidade do crime contra seu filho inocente.
Mark

Quem era Thiago Tavares, além de uma vítima?

Mimi

Um jovem de 24 anos que tinha planos. Obreiro evangélico, jogava futebol, sonhava cursar TI. Tinha epilepsia desde os 20 anos, mas controlava com medicação e rotina.

Luke

Então ele tinha uma vida estruturada, mas também vulnerabilidades — a doença neurológica, e aparentemente um episódio psicótico naquele dia.

Mark

Como ele desapareceu?

Mimi

Saiu de casa sem rumo, entrou em Cassange durante um surto. Não sabemos se tomou a medicação naquele dia. A família começou a procurar.

Luke

Cassange fica perto de onde ele morava, certo? Então não era um lugar completamente desconhecido, mas a família suspeita de sequestro por traficantes. Isso é especulação ou há algo mais concreto?

Mark

O que a polícia sabe?

Mimi

Que o corpo foi encontrado em saco plástico na quinta-feira. Um vídeo mostra Thiago com as mãos amarradas antes de morrer. A SSP-BA determinou prioridade nas investigações.

Luke

Mas a autoria e motivação ainda são desconhecidas. A suspeita de tráfico é da família, não confirmada pela polícia.

Mark

Qual foi o impacto na comunidade?

Mimi

Forte. A escola próxima suspendeu aulas. 226 estudantes ficaram sem ir à aula. A mãe dele disse que o crime tirou a vida não só de Thiago, mas dela também, e de todos que o amavam.

Luke

A brutalidade do crime criou uma onda de insegurança que afetou pessoas que nem conheciam Thiago. Isso é real, documentado.

  • Um jovem obreiro evangélico desapareceu durante um surto psicótico e foi encontrado esquartejado dentro de um saco plástico às margens de uma avenida em Salvador.
  • Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrava Thiago com as mãos amarradas, evidenciando que ele foi contido antes de ser morto — detalhe que aprofundou o horror da família e da comunidade.
  • A família suspeita que traficantes do bairro de Cassange tenham sequestrado o jovem, aproveitando-se de sua vulnerabilidade durante o surto.
  • A brutalidade do crime paralisou a região: uma escola municipal suspendeu as aulas, deixando 226 alunos sem atividades, e o policiamento foi reforçado na área.
  • A SSP-BA declarou prioridade nas investigações e a 1ª Delegacia de Homicídios assumiu o caso, mas autoria e motivação seguem sem resposta.

Thiago Tavares dos Santos tinha 24 anos, sonhos concretos e uma fé que levava a sério — e foi encontrado esquartejado em Salvador depois de desaparecer durante um surto psicótico. O que começou como uma crise de saúde num bairro desconhecido terminou em brutalidade irreversível, deixando uma família destroçada e uma comunidade paralisada pelo medo. O caso ilumina, com crueldade, a vulnerabilidade de quem vive entre a doença, a pobreza e a violência urbana — e a distância, ainda enorme, entre a promessa de segurança pública e a realidade das ruas.

Thiago Tavares dos Santos tinha 24 anos, morava em Fazenda Grande 3, em Salvador, e construía uma vida entre a fé evangélica, o futebol dos fins de semana e o sonho de cursar Tecnologia da Informação. Vivia com epilepsia desde os 20 anos e mantinha o tratamento sob controle quando conseguia seguir a rotina. Quem o conhecia o descrevia como obediente, respeitoso e comprometido com a igreja onde atuava como obreiro.

Na quarta-feira, 15 de maio, Thiago saiu de casa durante um surto psicótico e adentrou o bairro de Cassange. No dia seguinte, pedaços do seu corpo foram encontrados em um saco plástico às margens da Avenida Aliomar Baleeiro. Um vídeo que circulou nas redes mostrava o jovem sentado no chão com as mãos amarradas — prova de que foi contido antes de morrer. A família suspeita de envolvimento de traficantes da região.

Seu pai, Gerson Venâncio, tentou aos repórteres recompor quem era o filho: um menino de fé, sem inimigos, que lutava contra a doença mas não contra o mundo. Sua mãe, emocionada diante das câmeras, disse que fizeram uma atrocidade com um inocente — e que o crime não tirou só a vida de Thiago, mas a dela e de todos que o amavam.

O corpo foi velado no sábado, 18 de maio, no Cemitério Campo Santo. O impacto se alastrou pela região: a Escola Municipal Laura Sales suspendeu as aulas no dia da descoberta, deixando 226 alunos sem atividades. A SSP-BA determinou prioridade nas investigações, o policiamento foi reforçado e a 1ª Delegacia de Homicídios assumiu o caso. Autoria e motivação seguem sob apuração.

Thiago Tavares dos Santos tinha 24 anos e morava em Fazenda Grande 3, um bairro de Salvador. Era obreiro de uma igreja evangélica em Cajazeiras, jogava futebol com amigos nos fins de semana e guardava um sonho claro: cursar Tecnologia da Informação em uma faculdade. Amigos e familiares o descrevem como obediente, respeitoso, alguém que levava a fé a sério. Mas Thiago também vivia com epilepsia, diagnosticada aos 20 anos. Ele tomava medicação para controlar as crises, e quando conseguia se manter na rotina, a doença ficava gerenciável.

Na quarta-feira, 15 de maio, Thiago saiu de casa sem rumo definido. Entrou no bairro de Cassange, uma região próxima à sua, mas em um momento de surto psicótico. Não se sabe se ele havia tomado sua medicação naquele dia. A família começou a procurá-lo, assustada. No dia seguinte, quinta-feira 16 de maio, pedaços do seu corpo foram encontrados dentro de um saco plástico. O local da descoberta ficava às margens da Avenida Aliomar Baleeiro, conhecida como Estrada Velha do Aeroporto, após a localidade do Alto do Cajá. Um vídeo que circulou nas redes sociais no mesmo dia mostrava Thiago sentado no chão com as mãos amarradas — evidência de que havia sido contido antes de morrer.

A família suspeita que traficantes do bairro o tenham sequestrado. O crime foi brutal demais para processar. Seu pai, Gerson Venâncio, tentou explicar aos repórteres quem era o filho: um menino obediente, evangélico, que respeitava todo mundo. Reconheceu que Thiago tinha problemas de saúde, que surtos aconteciam, mas que a família conseguia controlar quando podia. A mãe de Thiago, emocionada diante das câmeras, disse que não havia motivo para fazer aquilo com seu filho, que fizeram uma atrocidade com um menino inocente. Ela lembrou que a família o buscaria em qualquer lugar, a qualquer hora. Depois acrescentou, revoltada: ele não tirou só a vida de Thiago, tirou a de uma mãe e das pessoas que gostam de Thiago.

O corpo foi velado no sábado, 18 de maio, no Cemitério Campo Santo, no bairro da Federação, no centro de Salvador. A comoção foi forte. A brutalidade do crime ecoou pela região. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia determinou prioridade nas investigações, com objetivo de encontrar e prender os envolvidos. O policiamento foi reforçado na sexta-feira, um dia após o corpo ser encontrado. A 1ª Delegacia de Homicídios, vinculada ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa, assumiu o caso.

O impacto se estendeu além da família. A sensação de insegurança tomou conta da localidade de Vila Verde, que fica a cerca de 300 metros do lugar onde o corpo foi descoberto. A Escola Municipal Laura Sales suspendeu as atividades no mesmo dia em que o corpo apareceu. Duzentos e vinte e seis estudantes ficaram sem aulas. O transporte escolar, porém, continuou funcionando. A investigação segue em aberto, a autoria e motivação do crime ainda sendo apuradas. Thiago Tavares dos Santos permanece nos registros como mais um nome em uma lista que ninguém quer ver crescer.

Thiago era um menino obediente, do bem, evangélico e que respeitava todo mundo. Ele tinha um problema de saúde, surtava as vezes, mas a gente controlava quando podia
— Gerson Venâncio, pai de Thiago
Ele não tirou só a vida de Thiago, tirou a de uma mãe e das pessoas que gostam de Thiago
— Mãe de Thiago Tavares
Vuoi la storia completa? Leggi l'originale su iBahia ↗
Contattaci Domande frequenti