Em Cupertino, no mesmo palco onde gerações de produtos redefiniram a cultura digital, John Ternus apresentou o iPhone 18 como o primeiro ato simbólico de sua liderança à frente da Apple. Aos 50 anos, engenheiro de formação e veterano de mais de duas décadas dentro da própria empresa, ele herda uma companhia avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões — e a responsabilidade de conduzi-la por uma era em que a inteligência artificial reescreve as regras do jogo. A transição, cuidadosamente orquestrada ao longo de anos, encerra o ciclo de Tim Cook e abre uma nova pergunta: o que significa inovar quando v
John Ternus faz estreia como CEO da Apple em lançamento do iPhone 18
Mais de 3,1 bilhões de iPhones vendidos em 17 anos
Por que a Apple fez questão de anunciar essa transição com tanta antecedência, em abril, se Ternus só assumiu agora em setembro?
Porque a companhia queria sinalizar estabilidade. Uma mudança de CEO é sempre um momento delicado para investidores e mercado. Ao comunicar com meses de antecedência e deixar claro que foi um processo planejado, a Apple reduziu incerteza.
Mas isso também dá tempo para especulação. Cinco meses é bastante tempo. A pergunta real é: por que Cook saiu agora, aos 63 anos, depois de 15 anos no cargo?
Ternus passou 25 anos na Apple. Ele conhece a empresa por dentro. Isso é uma vantagem ou um risco?
Provavelmente uma vantagem. Ele não precisa aprender a cultura da empresa ou entender como as coisas funcionam. Já liderou produtos icônicos. Mas também significa que ele carrega as mesmas perspectivas que moldaram a Apple até agora.
E a questão da inteligência artificial? A reportagem menciona que há pressão para a Apple inovar em IA. Não fica claro se Ternus tem experiência específica nessa área ou se é mais um engenheiro de hardware tradicional.
Cook aumentou o valor de mercado da Apple em mais de 1.000%. Como Ternus pode competir com isso?
Ele não precisa competir com Cook. Precisa manter a trajetória. A Apple já é uma máquina de gerar receita. O desafio é diferente — é encontrar a próxima categoria de produto transformador, como o iPhone foi.
Mas note que a reportagem não menciona nenhuma inovação radical que Ternus tenha liderado. Ele reformulou linhas existentes — iPhone, Mac, AirPods. Isso é gestão de portfólio, não criação de categorias novas. Isso importa quando você está tentando justificar por que ele é o homem certo para o momento de IA.
Qual é o risco real aqui?
O risco é que a Apple perca o ritmo de inovação em um momento em que a IA está redefinindo o que é possível em tecnologia. A companhia precisa mostrar que ainda consegue surpreender.
E há outro risco que a reportagem não explora: a saída de Cook para o conselho administrativo. Ele continua na empresa, mas em um papel diferente. Isso pode criar ambiguidade sobre quem realmente toma as decisões grandes.
Der Puls
- Após 15 anos de Tim Cook multiplicando o valor da Apple por mais de dez vezes, a empresa chega a uma encruzilhada: crescer ainda mais exige reinvenção, não apenas refinamento.
- A indústria de tecnologia vive uma ruptura impulsionada pela inteligência artificial, e há pressão intensa para que a Apple demonstre que pode liderar — e não apenas acompanhar — essa transformação.
- Ternus sobe ao palco não como um executivo importado, mas como alguém que passou 25 anos moldando os próprios produtos que definiram a marca, o que gera tanto confiança interna quanto expectativas altíssimas.
- O conselho aprovou a transição por unanimidade e estruturou uma compensação milionária, sinalizando que a aposta em Ternus é institucional e de longo prazo.
- Com Cook assumindo a presidência do conselho, a Apple mantém continuidade estratégica enquanto testa se um engenheiro de hardware pode carregar o peso simbólico que o cargo de CEO da empresa mais valiosa do mundo exige.
Em Cupertino, no mesmo palco onde gerações de produtos redefiniram a cultura digital, John Ternus apresentou o iPhone 18 como o primeiro ato simbólico de sua liderança à frente da Apple. Aos 50 anos, engenheiro de formação e veterano de mais de duas décadas dentro da própria empresa, ele herda uma companhia avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões — e a responsabilidade de conduzi-la por uma era em que a inteligência artificial reescreve as regras do jogo. A transição, cuidadosamente orquestrada ao longo de anos, encerra o ciclo de Tim Cook e abre uma nova pergunta: o que significa inovar quando você já transformou o mundo uma vez?
John Ternus subiu ao palco em Cupertino na quarta-feira, 9 de setembro, para apresentar o iPhone 18 — seu primeiro lançamento como CEO da Apple. Aos 50 anos, ele assumiu oficialmente o comando da empresa no início do mês, encerrando uma era de 15 anos sob Tim Cook e abrindo um novo capítulo para uma companhia que completa meio século em meio a uma indústria transformada pela inteligência artificial.
Ternus não é um rosto novo na Apple. Entrou em 2001 como engenheiro de produtos e passou mais de duas décadas construindo sua carreira dentro da empresa, tornando-se vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware em 2021. Sua trajetória o colocou no centro do desenvolvimento de produtos emblemáticos — iPad, AirPods, iPhone, Mac e Apple Watch. Mais recentemente, liderou a reformulação da linha iPhone e avanços em sustentabilidade, como o uso de alumínio reciclado e titânio impresso em 3D. Antes da Apple, trabalhou como engenheiro mecânico e se formou pela Universidade da Pensilvânia.
A transição foi planejada ao longo de anos e aprovada por unanimidade pelo conselho em abril. Tim Cook, que havia liderado a empresa desde 2011 e viu seu valor de mercado saltar de US$ 350 bilhões para mais de US$ 3,6 trilhões, assume agora a presidência do conselho administrativo. Ternus receberá salário anual de US$ 3 milhões e bônus de US$ 55 milhões em quatro anos; Cook seguirá com US$ 2 milhões anuais e bônus de US$ 45 milhões no mesmo período.
O desafio que aguarda Ternus é considerável. O iPhone, lançado em 2007, gerou mais de US$ 2,3 trilhões em receita ao longo de sua história e consolidou a Apple como força dominante no mercado móvel. Agora, com a inteligência artificial redesenhando a indústria, a expectativa é que a empresa demonstre capacidade de provocar mudanças culturais da mesma magnitude — e que seu novo líder, engenheiro até a alma, saiba transformar pressão em produto.
John Ternus subiu ao palco em Cupertino na quarta-feira, 9 de setembro, para apresentar o iPhone 18 — seu primeiro lançamento como CEO da Apple. Aos 50 anos, ele assumiu oficialmente o comando da empresa no início do mês, encerrando uma era de 15 anos sob a liderança de Tim Cook. O momento marca não apenas uma transição de poder, mas também o início de um novo capítulo para uma companhia que completa 50 anos em meio a uma indústria transformada pela inteligência artificial.
Ternus não é um executivo vindo de fora. Entrou na Apple em 2001 como membro da equipe de design de produtos e passou mais de duas décadas construindo sua carreira dentro da empresa. Em 2013, tornou-se vice-presidente de Engenharia de Hardware. Oito anos depois, em 2021, integrou a equipe executiva como vice-presidente sênior da área. Sua trajetória o colocou no centro do desenvolvimento de alguns dos produtos mais emblemáticos da marca — iPad, AirPods, gerações sucessivas de iPhone, Mac e Apple Watch. Mais recentemente, liderou a reformulação da linha iPhone, incluindo o iPhone 17 Pro e Pro Max, o iPhone Air de design mais fino e resistente, e o iPhone 17. Sob sua orientação, a Apple também avançou em melhorias nos AirPods, com destaque para avanços em cancelamento de ruído e recursos de saúde auditiva.
Antes de chegar à Apple, Ternus trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia, ele traz uma formação técnica sólida para o cargo. Durante sua permanência na Apple, também liderou iniciativas para aumentar a durabilidade e confiabilidade dos produtos, implementando mudanças em materiais e design para reduzir a pegada de carbono — desde o uso de alumínio reciclado em diferentes linhas até titânio impresso em 3D no Apple Watch Ultra 3, além de modificações que facilitam o reparo dos dispositivos.
A transição foi cuidadosamente planejada. Em abril deste ano, a Apple anunciou a mudança, aprovada por unanimidade pelo conselho de administração como parte de um processo de sucessão que levou vários anos para ser estruturado. Tim Cook, que havia liderado a empresa desde 2011 — mais tempo do que o próprio Steve Jobs — assumiu agora a posição de presidente-executivo do conselho administrativo. Em comunicado, Cook expressou sua gratidão pela oportunidade de trabalhar com uma equipe que, segundo ele, demonstrou compromisso inabalável em enriquecer a vida dos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo.
Os números refletem o impacto da gestão de Cook. Quando assumiu em 2011, o valor de mercado da Apple era de cerca de US$ 350 bilhões. Hoje, a companhia é avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões — uma alta superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões em 2025. Durante sua liderança, Cook supervisionou o lançamento de categorias inteiramente novas — Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro — além de serviços como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music.
Com a mudança, Ternus receberá salário anual de US$ 3 milhões, com bônus com valor-alvo de US$ 55 milhões ao longo de quatro anos. Ele também recebeu US$ 2,5 milhões em ações pelo tempo como CEO no ano fiscal de 2026. Cook, em seu novo papel, terá salário de US$ 2 milhões por ano, além de bonificação com valor-alvo de US$ 45 milhões em quatro anos. Os valores foram divulgados em documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos porque a Apple tem ações negociadas em bolsa.
A transição ocorre em um momento de pressão crescente sobre a Apple. A indústria de tecnologia passa por uma transformação impulsionada pela inteligência artificial, e há expectativa de que a companhia demonstre capacidade de lançar produtos ou serviços com potencial de provocar mudanças culturais semelhantes às que ajudou a promover ao longo de sua história. Desde seu lançamento em 2007, o iPhone consolidou a Apple como força dominante no mercado móvel — mais de 3,1 bilhões de unidades foram vendidas, gerando cerca de US$ 2,3 trilhões em receita, segundo dados da Counterpoint Research. Agora, com Ternus no comando, a companhia enfrenta o desafio de manter essa posição de destaque em um cenário tecnológico em rápida evolução.
Bemerkenswerte Zitate
Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada— Tim Cook, em comunicado sobre sua saída do cargo de CEO