João Gil encerra série com Tim dos Xutos & Pontapés no projeto MEO

Transformaram a casa num ponto de encontro para quem apreciava música portuguesa
Ana Mesquita explica como a pandemia forçou a reinvenção do projeto de João Gil.
Mark

Porque é que este projeto funcionou? Parecia arriscado transmitir música ao vivo de uma garagem.

Mimi

Porque João Gil percebeu que o público não queria apenas ouvir música — queria sentir a presença dele, a conversa, o espaço onde tudo acontecia. A garagem tornou-se íntima precisamente porque era uma garagem.

Luke

Mas quantas pessoas é que realmente viram cada episódio? O texto não diz números de audiência.

Mimi

Verdade. Sabemos que foi transmitido pelo MEO, mas não há dados sobre quantos espectadores havia.

Mark

E Ana Mesquita — qual era exatamente o seu papel? Apenas decoração?

Mimi

Não. Ela criou o ambiente emocional. Usou objetos pessoais para fazer com que o espaço se sentisse como um lar, não como um estúdio profissional.

Luke

Mas o texto diz que ela "criou um ninho" — isso é uma descrição poética de João Gil, não uma descrição do que ela realmente fez. Que objetos? Como é que ela os usou?

Mimi

Não sabemos os detalhes. O que sabemos é que ela teve um papel que João Gil considerava fundamental.

Mark

E agora, com os concertos no Capitólio — isso significa que a pandemia acabou?

Luke

Não necessariamente. Os concertos estavam agendados, mas o texto não diz se havia restrições de público ou se era um regresso completo.

Mimi

O que é claro é que João Gil estava a tentar voltar aos palcos tradicionais, depois de dez semanas a transmitir de casa.

  • A pandemia fechou os teatros e salas de concerto, deixando João Gil — 65 anos de palco — sem o único lugar onde sempre soube existir.
  • Em resposta, o músico e a sua companheira Ana Mesquita converteram a garagem de casa num estúdio semanal, transmitindo episódios de exatos vinte minutos e vinte e um segundos com convidados como Bárbara Tinoco, Zambujo e Dino d'Santiago.
  • O ciclo encerrou com Tim dos Xutos & Pontapés, numa conversa que Gil descreveu como de 'grande cumplicidade', celebrando um visionário que tornou a música portuguesa 'um local mais aprazível'.
  • Longe de ser um ponto final, o encerramento da série anuncia cinco concertos no Capitólio em Lisboa, entre 27 e 31 de janeiro, com cenografia de Ana Mesquita e um cartaz de artistas portugueses.
  • Gil chama a estes concertos um 'assalto ao Capitólio' — uma declaração de que a música portuguesa está a encontrar, com determinação, o caminho de volta aos palcos.

Quando os palcos emudeceram, João Gil transformou uma garagem em tribuna de afeto — e durante dez semanas, a música portuguesa encontrou abrigo num estúdio caseiro. O encerramento do ciclo com Tim dos Xutos & Pontapés não é apenas o fim de um projeto pandémico, mas o testemunho de como a criatividade humana recusa a rendição diante do silêncio imposto.

Quando a pandemia fechou as portas dos teatros, João Gil não ficou parado. O músico de 65 anos transformou o estúdio anexo à sua casa — uma simples garagem — num espaço de transmissão semanal, dando vida ao projeto 'João Gil 20´21´´ by MEO'. Cada episódio durava exatamente vinte minutos e vinte e um segundos: algumas canções, um pouco de conversa, e a intenção de levar boa energia até quem estava do outro lado do ecrã.

Durante dez semanas, o formato funcionou como um híbrido entre talk show e concerto íntimo. Gil recebeu nomes como Bárbara Tinoco, António Zambujo, Dino d'Santiago e Frankie Chavez. O último episódio, transmitido a 13 de janeiro, teve Tim, baixista e vocalista dos Xutos & Pontapés, como convidado de honra. Gil descreveu-o como um visionário e a conversa entre os dois como de 'grande cumplicidade'.

Por detrás do projeto estava também Ana Mesquita, artista plástica e companheira de Gil há quinze anos. Foi ela quem criou o ambiente do estúdio, usando objetos pessoais para construir aquilo que Gil chamou de 'um ninho onde todos nos sentíssemos bem'. Mesquita viu na pandemia uma oportunidade de reinvenção: em vez de saírem, transformaram a casa num ponto de encontro para os amantes da música portuguesa.

O encerramento da série não significa o fim dos palcos. Entre 27 e 31 de janeiro, Gil estava agendado para cinco concertos no Capitólio, em Lisboa, com cenografia de Ana Mesquita e convidados como Jorge Palma, Ana Bacalhau e Elida Almeida. O músico descreveu estes concertos como um 'assalto ao Capitólio' — cinco dias para decretar 'o regime da liberdade, da felicidade e de esperança no futuro'.

João Gil encerrou uma série de dez episódios que nasceu da impossibilidade de fazer o que sempre fez: estar num palco, ao vivo, diante de um público. Quando a pandemia fechou as portas dos teatros e salas de concerto, o músico de 65 anos transformou o seu estúdio — uma garagem anexa à casa — num espaço de transmissão semanal. Cada episódio do "João Gil 20´21´´ by MEO" durava exatamente vinte minutos e vinte e um segundos: três ou quatro canções, um pouco de conversa, e a tentativa de levar boa energia até quem estava do outro lado da tela.

O projeto começou em novembro e funcionou como um híbrido entre talk show e concerto íntimo. Gil recebia convidados — Bárbara Tinoco, António Zambujo, Dino d'Santiago, Frankie Chavez — e conversava com eles enquanto tocava. O último episódio, transmitido a 13 de janeiro, trouxe Tim, baixista e vocalista dos Xutos & Pontapés, para encerrar o ciclo. Gil descreveu a participação de Tim com uma mistura de orgulho e emoção: chamou-o de visionário, alguém que tem construído universos que tornam a música portuguesa "um local mais aprazível". A conversa entre os dois foi, nas palavras de Gil, "de grande cumplicidade".

Mas o projeto não era apenas dele. Ao seu lado, durante os quinze anos que partilham a vida, estava Ana Mesquita, artista plástica. Ela criou o ambiente onde tudo acontecia — usou objetos pessoais, coisas de uma vida inteira, para construir o que Gil chamou de "um ninho onde todos nos sentíssemos bem". Mesquita, por sua vez, falou sobre a reinvenção que a pandemia forçou: em vez de poderem sair, transformaram a casa num ponto de encontro para quem apreciava música portuguesa. Ela confiava na energia de Gil e admirava a sua capacidade de se adaptar. "O João apostou muito bem neste conceito", disse.

O encerramento desta série não marca o fim das apresentações de Gil. Entre 27 e 31 de janeiro, ele estava agendado para dar cinco concertos no Capitólio, em Lisboa — um espaço que, diferentemente do estúdio caseiro, é um teatro de verdade, com público presencial. A cenografia seria novamente de Ana Mesquita. Os convidados incluíam António Zambujo, Tatanka, Ana Bacalhau, Jorge Palma e Elida Almeida. Gil descreveu estes concertos como um "assalto ao Capitólio", cinco dias em que pretendia "decretar o regime da liberdade, da felicidade e de esperança no futuro". Era uma forma de dizer que, mesmo com as limitações que a pandemia ainda impunha, a música portuguesa estava a encontrar caminhos para voltar aos palcos.

O Tim é um visionário que, sorrateiramente, tem vindo a construir vários universos que fazem da música portuguesa um local mais aprazível.
— João Gil sobre Tim dos Xutos & Pontapés
Confio na energia do João e admiro a sua capacidade de adaptação. Com a pandemia, reinventámo-nos, usámos a casa de onde não podíamos sair para ir ao encontro de quem aprecia música portuguesa.
— Ana Mesquita sobre o projeto
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