Em um momento em que a inteligência artificial redefine a fronteira entre o que se testa e o que se lança ao mundo, o Itaú Unibanco escolheu apostar em uma ideia que inverte a lógica tradicional do risco: simular o futuro antes de vivê-lo. O banco investiu na Simile, startup americana fundada em 2019 que constrói modelos capazes de prever como pessoas, organizações e mercados reagem a diferentes cenários, participando de uma rodada que avaliou a empresa em US$ 2 bilhões. Mais do que uma aposta financeira, o movimento revela um banco que já conhecia a tecnologia por dentro — e decidiu, então, t
Itaú investe em startup americana Simile de IA avaliada em US$ 2 bilhões
Simular cenários complexos antes de lançar produtos
Por que o Itaú investiu em uma empresa que já era cliente? Não seria mais simples apenas continuar usando o serviço?
Porque quando você encontra uma tecnologia que funciona e tem potencial de crescimento, investir é uma forma de garantir acesso privilegiado e influência no desenvolvimento futuro. O Itaú não quer apenas usar a Simile — quer ajudar a moldá-la.
Mas quanto o Itaú realmente investiu? O comunicado não divulga o valor. Sabemos que é parte de uma rodada de US$ 200 milhões, mas não sabemos se é US$ 1 milhão ou US$ 50 milhões.
Verdade. O tamanho do aporte não foi revelado, então não podemos medir o comprometimento real do banco em números.
E essa avaliação de US$ 2 bilhões — como a Simile chegou a isso? É uma empresa lucrativa?
A fonte não diz nada sobre receita, lucro ou trajetória financeira da Simile. Sabemos que ela foi criada em 2019 e levantou US$ 200 milhões, mas não temos contexto sobre o tamanho do negócio ou se ela está gerando receita.
O que sabemos é que o Itaú a escolheu como primeiro cliente na América Latina desde o início. Isso sugere que a tecnologia funciona, pelo menos o suficiente para um banco grande confiar nela.
Qual é o risco aqui? O Itaú está apostando em uma tecnologia que pode não decolar?
Ou em uma empresa que pode ser adquirida por um concorrente. Investir em uma startup é sempre uma aposta com múltiplos cenários possíveis.
Mas para o Itaú, o risco é mitigado pelo fato de já conhecer a tecnologia na prática. Eles não estão apostando no escuro.
Der Puls
- A corrida global por ferramentas de IA que reduzam a incerteza nos negócios chegou ao maior banco da América Latina: o Itaú entrou como investidor na Simile após já atuar como seu primeiro cliente na região.
- A startup levantou US$ 200 milhões em uma extensão de sua série B liderada pela Greenoaks, saindo da rodada avaliada em US$ 2 bilhões — sinal de que o mercado enxerga valor real na simulação comportamental em escala.
- O Itaú não apenas testou a tecnologia da Simile em diferentes áreas de seu negócio, mas funcionou como cocriador de soluções, transformando a relação cliente-fornecedor em algo mais próximo de uma parceria de desenvolvimento.
- O CTO do banco, Carlos Eduardo Mazzei, enquadrou o investimento como complemento estratégico à agenda de IA do Itaú, com potencial de acelerar a criação de produtos e experiências mais relevantes para seus clientes.
- O movimento consolida o Itaú Ventures — braço de corporate venture capital do banco criado em 2019 — como vetor ativo de inovação, conectando capital financeiro a tecnologias que já operam dentro da instituição.
Em um momento em que a inteligência artificial redefine a fronteira entre o que se testa e o que se lança ao mundo, o Itaú Unibanco escolheu apostar em uma ideia que inverte a lógica tradicional do risco: simular o futuro antes de vivê-lo. O banco investiu na Simile, startup americana fundada em 2019 que constrói modelos capazes de prever como pessoas, organizações e mercados reagem a diferentes cenários, participando de uma rodada que avaliou a empresa em US$ 2 bilhões. Mais do que uma aposta financeira, o movimento revela um banco que já conhecia a tecnologia por dentro — e decidiu, então, tornar-se parte dela.
O Itaú Unibanco investiu na Simile, startup americana que desenvolve modelos de inteligência artificial para simular como pessoas, organizações e mercados respondem a diferentes cenários. A lógica é poderosa: antes de lançar um produto, é possível testá-lo virtualmente, observando como distintos grupos de clientes provavelmente reagiriam. O banco não revelou o valor exato do aporte, mas ele integra uma extensão da série B da Simile, que levantou US$ 200 milhões em julho e saiu da rodada avaliada em US$ 2 bilhões, com participação de nomes como Greenoaks, Bain Capital Ventures e Index.
O que distingue este investimento é a profundidade da relação preexistente. O Itaú foi o primeiro cliente da Simile em toda a América Latina, acompanhando a startup desde seus estágios iniciais e atuando como cocriador de aplicações para suas próprias operações. Essa trajetória transformou o aporte em algo além de uma aposta financeira: é a formalização de uma confiança construída na prática.
O investimento foi realizado pelo Itaú Ventures, braço de corporate venture capital do banco criado em 2019, focado em startups nas áreas de serviços financeiros, infraestrutura, cibersegurança e IA aplicada. Carlos Eduardo Mazzei, CTO do Itaú, descreveu a tecnologia da Simile como capaz de complementar a agenda de inteligência artificial do banco e acelerar o desenvolvimento de experiências e produtos mais relevantes para seus clientes — sinalizando que a startup ocupa, agora, um lugar estratégico dentro da visão tecnológica da instituição.
O Itaú Unibanco acaba de colocar dinheiro na Simile, uma startup americana que constrói modelos de inteligência artificial capazes de simular como pessoas, organizações e mercados reagem a diferentes cenários. A ideia é simples e poderosa: antes de lançar um produto ou serviço, você pode testá-lo virtualmente, observando como diferentes grupos de usuários ou clientes provavelmente responderiam. O banco não divulgou o tamanho exato de seu aporte, mas o investimento faz parte de uma extensão da série B da Simile, que levantou US$ 200 milhões em julho e saiu dessa rodada avaliada em US$ 2 bilhões.
A rodada foi liderada pela gestora Greenoaks e contou com a participação de Index, Hanabi, Bain Capital Ventures, A*, Factory, Definition e CVS Health Ventures. O Itaú entrou por meio de seu braço de corporate venture capital, o Itaú Ventures, criado em 2019 para fazer investimentos minoritários em startups em fases iniciais e de crescimento. O fundo concentra seus aportes em áreas como serviços financeiros, infraestrutura, cibersegurança e inteligência artificial aplicada, normalmente focando em oportunidades no Brasil e na América Latina.
O que torna este investimento particularmente significativo é que o Itaú não é apenas um novo investidor na Simile — ele já era cliente da empresa. De fato, o banco foi o primeiro cliente da Simile em toda a América Latina, trabalhando com a startup desde os estágios iniciais de desenvolvimento da tecnologia. Durante esse tempo, o Itaú testou aplicações em diferentes áreas de seu negócio e funcionou como cocriador de soluções específicas para suas operações. Essa relação prévia transformou o investimento em algo mais do que uma aposta financeira: é uma validação de uma tecnologia que o banco já conhece e usa.
Carlos Eduardo Mazzei, CTO do Itaú Unibanco, explicou a lógica por trás da decisão. Segundo ele, a Simile desenvolveu uma abordagem inovadora para modelar o comportamento humano e simular cenários complexos, uma capacidade que tem grande potencial para complementar a agenda de inteligência artificial do banco e acelerar o desenvolvimento de experiências, produtos e serviços cada vez mais relevantes para seus clientes. A declaração sugere que o banco vê na tecnologia da Simile uma ferramenta estratégica para melhorar como ele constrói e oferece seus produtos financeiros.
A Simile foi criada em 2019 e já conquistou uma posição de destaque no mercado de IA generativa e modelagem comportamental. O fato de ter atraído investidores de peso como Greenoaks e Bain Capital Ventures, além de contar com o apoio de um banco do tamanho do Itaú, indica que a indústria vê valor real nessa abordagem de simulação de cenários. Para o Itaú, o investimento reforça sua aposta em tecnologia de ponta e sua disposição de colocar capital em empresas que já demonstraram capacidade de resolver problemas reais dentro de suas operações.
Bemerkenswerte Zitate
A Simile desenvolveu uma abordagem inovadora para modelar o comportamento humano e simular cenários complexos, uma capacidade com grande potencial para complementar nossa agenda de inteligência artificial— Carlos Eduardo Mazzei, CTO do Itaú Unibanco