Ícaro conquistou duas medalhas de prata e Thales uma de bronze e outra de honra ao mérito na SIMOC, uma das mais prestigiadas competições de exatas do mundo. Os irmãos já colecionam resultados em olimpíadas brasileiras de matemática e astronomia, e Ícaro também venceu competição internacional de física em janeiro nos EUA.
Irmãos baianos conquistam medalhas em Olimpíada Internacional de Matemática em Singapura
Ficamos muito orgulhosos. É um reconhecimento para eles brilharem
O que torna uma olimpíada internacional de matemática diferente de uma competição local?
A escala muda tudo. Quando você tem 2.500 estudantes de 40 países, você está vendo os melhores do mundo em um mesmo lugar. Não é só ganhar — é ganhar contra gente que já ganhou em seus próprios países.
Ícaro ganhou ouro em física nos EUA e prata em matemática em Singapura. Como um adolescente de 15 anos consegue estar no topo em duas disciplinas diferentes?
Provavelmente porque ele não vê essas áreas como separadas. Física e matemática conversam. Astronomia também. Quando você tem essa visão integrada das ciências exatas, você não está aprendendo fórmulas — está aprendendo a pensar.
Thales ainda não sabe que carreira quer seguir. Isso é preocupante?
Não. Ele tem 13 anos e já ganhou medalha em uma olimpíada internacional. Ele tem tempo. O que importa é que ele está explorando, testando, vendo onde suas habilidades o levam. A maioria dos adolescentes não tem essa oportunidade.
A mãe deles é pesquisadora da Fiocruz. Quanto disso é genética e quanto é ambiente?
Essa é a pergunta errada. Isadora criou um ambiente onde a curiosidade científica é normal, onde ganhar medalhas em olimpíadas é celebrado. Mas ela também reconheceu que seus filhos tinham algo especial — altas habilidades. Ela não criou isso. Ela apenas o alimentou.
O que vem depois de medalhas internacionais aos 13 e 15 anos?
Pressão. Expectativa. A chance de fazer algo realmente importante. Esses dois garotos estão em uma posição rara: têm talento comprovado, reconhecimento internacional e tempo pela frente. O que eles fazem com isso agora é o que realmente importa.
Il Polso
- Ícaro (15) conquistou duas medalhas de prata na SIMOC; Thales (13) ganhou uma de bronze e outra de honra ao mérito
- Competição reuniu 2.500 estudantes de 40 países em Singapura entre 17 e 22 de julho
- Ícaro também venceu ouro em física e astronomia na Rice University, Texas, em janeiro de 2026
Ícaro conquistou duas medalhas de prata e Thales uma de bronze e outra de honra ao mérito na SIMOC, uma das mais prestigiadas competições de exatas do mundo. Os irmãos já colecionam resultados em olimpíadas brasileiras de matemática e astronomia, e Ícaro também venceu competição internacional de física em janeiro nos EUA.
Dois irmãos de Salvador, Ícaro (15) e Thales (13), ganharam medalhas na Singapore International Math Olympiad Challenge, competição que reuniu 2.500 estudantes de 40 países em julho.
Quando Ícaro e Thales Siqueira Maciel desembarcaram em Salvador vindo de Singapura em julho, suas malas traziam mais que souvenirs de viagem. Os dois irmãos, com 15 e 13 anos respectivamente, voltavam para casa carregando medalhas conquistadas em uma das competições de matemática mais respeitadas do planeta.
A Singapore International Math Olympiad Challenge reuniu 2.500 estudantes de 40 países entre os dias 17 e 22 de julho. Ícaro conquistou duas medalhas de prata na disputa, enquanto Thales trouxe uma de bronze e outra de honra ao mérito. O caminho até o pódio internacional não foi direto: os dois passaram primeiro pela SingaMath, realizada na escola onde estudam em Salvador, depois pela etapa online do Singapore Math Challenge Global Final, ganhando reconhecimento em cada uma delas antes de chegar à competição internacional.
A SIMOC funciona em três modalidades diferentes — Individual, Maths Warriors e Math Master Mind — e cada participante pode sair com até três medalhas. Thales ainda tinha 12 anos quando competiu, completando 13 depois. Ambos já carregam histórico sólido em olimpíadas brasileiras, especialmente em matemática e astronomia. São filhos de Isadora Siqueira, médica e pesquisadora da Fiocruz, e possuem o que educadores chamam de altas habilidades.
"É uma felicidade muito grande. Ficamos muito orgulhosos", disse Isadora ao comentar sobre o desempenho dos filhos. "É um reconhecimento para eles brilharem em um evento internacional, porque eles já costumam ganhar medalhas nas olimpíadas brasileiras de matemática e astronomia." Para a mãe, o resultado internacional valida o que ela já observava no desenvolvimento acadêmico dos dois.
O futuro profissional dos irmãos ainda está em construção, mas as pistas já apontam uma direção. Ícaro, aos 15 anos, tem uma trajetória consolidada com astronomia e física, áreas que deve aprofundar. Thales ainda explora suas opções, mas a bússola parece apontar para as ciências exatas de forma geral. Nenhum dos dois fechou portas, mas ambos demonstram inclinação clara para carreiras nas áreas de exatas.
O destaque de Ícaro em 2026 vai além da matemática. Em janeiro, o estudante conquistou medalha de ouro na etapa final da Copernicus International Competition of Physics and Astronomy, realizada na Rice University, no Texas. Na ocasião, acertou 17 das 20 questões da prova e venceu a Categoria II, destinada a alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e 1ª série do Ensino Médio. Entre os 27 brasileiros classificados para aquela etapa internacional, Ícaro foi o único representante da Bahia. Dois prêmios internacionais em um mesmo ano consolidam o jovem como uma promessa das ciências exatas brasileiras.
Citazioni salienti
É uma felicidade muito grande. Ficamos muito orgulhosos. É um reconhecimento para eles brilharem em um evento internacional, porque eles já costumam ganhar medalhas nas olimpíadas brasileiras de matemática e astronomia.— Isadora Siqueira, mãe dos irmãos e pesquisadora da Fiocruz