Um verdadeiro patriota americano que fará muita falta
Graham morreu após doença repentina; serviço de emergência atendeu chamado de parada cardíaca em seu endereço em Washington D.C. Lei estadual permite ao governador escolher suplente em caso de morte; Nordone será primeira mulher a representar Carolina do Sul no Senado.
- Lindsey Graham morreu aos 71 anos após doença súbita; serviço de emergência atendeu chamado de parada cardíaca em Washington D.C.
- Darline Graham Nordone, irmã do senador, foi nomeada pelo governador Henry McMaster para ocupar o assento até janeiro
- Nordone será a primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado dos EUA
- Graham foi eleito para o Senado em 2002 e construiu carreira de mais de três décadas na política americana
- Graham era aliado próximo de Trump e defensor de política externa intervencionista; estava em delegação na Ucrânia uma semana antes de sua morte
Darline Graham Nordone, irmã do senador Lindsey Graham que morreu no sábado aos 71 anos, foi nomeada pelo governador da Carolina do Sul para ocupar temporariamente seu assento no Senado até janeiro.
Lindsey Graham, senador republicano da Carolina do Sul que moldou a política externa americana durante mais de três décadas, morreu no sábado aos 71 anos após uma doença súbita e breve. O serviço de emergência atendeu a um chamado de parada cardíaca em seu endereço em Washington D.C., conforme informou a rede NBC, embora a causa oficial ainda não tenha sido confirmada. Sua morte deixa vago um assento no Senado que será preenchido, temporariamente, por sua irmã Darline Graham Nordone, nomeada na segunda-feira pelo governador da Carolina do Sul, Henry McMaster.
A lei estadual confere ao governador o poder de escolher um substituto em caso de morte de um senador, sem obrigação de indicar alguém do mesmo partido. McMaster, também republicano, optou por Nordone, que tomará posse na quarta-feira e permanecerá no cargo até 3 de janeiro, quando o mandato de Graham se encerraria. Ela será a primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado dos EUA. Nordone era a pessoa viva mais próxima de Graham, que nunca se casou e não tinha filhos. Os dois perderam os pais quando jovens, e Graham ajudou a criá-la.
Graham construiu uma carreira política que começou em 1992 como deputado estadual, após trabalhar como advogado militar. Nascido em uma família de classe média baixa na cidade de Central, na Carolina do Sul, ele se formou em Direito antes de ingressar na vida pública. Sua projeção nacional veio em 1999, quando integrou a comissão da Câmara que aprovou o impeachment do presidente Bill Clinton. Em 2002, foi eleito para o Senado, onde se tornou conhecido como defensor de uma política externa intervencionista e como aliado próximo de Donald Trump nos últimos anos.
A relação entre Graham e Trump começou de forma tensa. O senador chegou a chamar Trump de inapto para o cargo e usou linguagem forte para criticá-lo após comentários depreciativos sobre John McCain, melhor amigo de Graham no Senado e veterano da Guerra do Vietnã. Os dois faziam parte de um grupo conhecido como os "Três Amigos", junto com o ex-senador Joe Lieberman, que viajavam pelo mundo defendendo uma política externa mais agressiva. Mas Graham mudou significativamente após a vitória de Trump em 2016. Tornou-se um dos principais aliados do presidente, passou a falar com ele frequentemente e se tornou presença constante em partidas de golfe, enquanto McCain permanecia crítico. Em entrevista de 2018, Graham explicou a mudança dizendo que McCain lhe ensinou que o país precisa seguir em frente após as eleições, o que significava ajudar o presidente.
Graham chegou a romper com Trump após a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, declarando "Estou fora. Já chega." Mas pouco tempo depois voltou a se aproximar e permaneceu como aliado durante o segundo mandato de Trump. Na semana anterior à sua morte, Graham fez parte de uma delegação na Ucrânia e havia anunciado um acordo para avançar em um pacote de maiores sanções dos EUA à Rússia. Estava escalado para participar do programa "Meet the Press" da NBC no domingo.
Sua morte gerou reações de líderes mundiais. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou estar profundamente entristecido e descreveu Graham como um verdadeiro defensor da liberdade. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o chamou de grande amigo de Israel. Trump publicou na rede Truth Social que Graham era uma das melhores pessoas, sempre trabalhando e um verdadeiro patriota americano. John Thune, líder da maioria no Senado, destacou os anos de dedicação de Graham à Força Aérea e ao Congresso.
Recentemente, Graham presidia a Comissão de Orçamento do Senado e integrava as comissões de Apropriações, Judiciária e de Meio Ambiente e Obras Públicas. Sua morte ocorre em um momento de preocupação com a falta de transparência sobre a saúde de parlamentares americanos. O deputado Tom Kean Jr. ficou meses afastado sem explicação antes de revelar depressão, e o senador Mitch McConnell foi hospitalizado semanas antes por motivos de saúde não divulgados. A breve nota do gabinete de Graham não explicou a causa da morte, alimentando essa preocupação mais ampla.
Notable Quotes
Ele estava sempre trabalhando e era um verdadeiro patriota americano. Lindsey fará muita falta!!!— Presidente Donald Trump, em publicação na rede Truth Social
Um verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam o nosso mundo mais seguro— Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky, sobre Graham
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que a morte de um senador americano importa tanto para líderes internacionais como Zelensky e Netanyahu?
Graham não era apenas um legislador doméstico. Ele era um dos principais conselheiros de Trump em política externa e um defensor consistente de uma postura americana mais agressiva no mundo. Para a Ucrânia, ele era um aliado crucial nas sanções contra a Rússia. Para Israel, um apoiador confiável.
Mas ele não começou assim com Trump, certo?
Não. Graham o chamou de inapto para o cargo. Mas depois que Trump venceu em 2016, Graham mudou completamente. Alguns veem isso como pragmatismo político; outros como oportunismo. O próprio Graham disse que aprendeu com McCain que você precisa ajudar o presidente após as eleições.
E sua irmã, que agora ocupa seu assento — ela tem experiência política?
A fonte não fornece detalhes sobre o histórico político de Nordone. Sabemos que ela é a primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado, e que será uma substituta temporária até janeiro. Mas seus antecedentes não estão claros.
Isso é incomum — um governador nomeando um membro da família?
Não é proibido. A lei da Carolina do Sul simplesmente diz que o governador escolhe o substituto. Não há restrição quanto a laços familiares. McMaster, sendo republicano como Graham, escolheu alguém próxima.
Graham rompeu com Trump uma vez, em janeiro de 2021. Por quê?
Pela invasão do Capitólio. Graham disse "Estou fora. Já chega." Mas voltou pouco depois. Isso mostra como sua lealdade a Trump era condicional, mas no fim prevaleceu.
E quanto à falta de transparência sobre sua morte?
A nota do gabinete foi muito breve e não explicou a causa. Isso ocorre em um contexto mais amplo de falta de transparência sobre a saúde de parlamentares americanos — outros casos recentes de afastamentos sem explicação ou hospitalizações sem detalhes públicos.