Inverno aumenta risco de crises de asma; apenas 12% dos pacientes têm doença controlada

Aproximadamente 20 milhões de brasileiros com asma enfrentam risco aumentado de crises graves durante o inverno, com 63% de aumento em hospitalizações entre 2020 e 2025.
Apenas 12% dos pacientes têm a asma bem controlada
Um estudo publicado no Journal of Asthma revela que a maioria dos asmáticos brasileiros convive com a doença descompensada.
Mark

Por que o inverno é tão perigoso para quem tem asma?

Mimi

O ar frio e seco contrai os brônquios já inflamados, dificultando a respiração. Mas não é só isso — as pessoas ficam mais tempo dentro de casa, onde ácaros e fungos se acumulam, e as infecções respiratórias sazonais descompensam a doença.

Mark

Se a asma pode ser controlada, por que apenas 12% dos pacientes conseguem?

Mimi

Porque o controle exige disciplina diária. Muitos interrompem o tratamento quando se sentem bem, achando que não precisam mais. Mas a asma é crônica — precisa de medicação contínua, não apenas quando há crise.

Mark

O crescimento de 63% nas internações entre 2020 e 2025 é surpreendente. O que mudou?

Mimi

Provavelmente uma combinação de fatores: mais pessoas com asma descompensada, menos adesão ao tratamento contínuo, e talvez maior conscientização levando a mais diagnósticos. Mas o fato é que a maioria dos pacientes não tem acesso ou não segue o tratamento adequado.

Mark

As medidas de prevenção parecem simples. Por que não funcionam?

Mimi

Funcionam, mas só se forem mantidas. Umidificar o ar, ventilar ambientes, evitar mudanças bruscas de temperatura — tudo isso ajuda. O problema é que exigem consistência, e muitas pessoas só se lembram quando a crise chega.

Mark

E o acesso aos medicamentos? É realmente gratuito para todos?

Mimi

Sim, pela Farmácia Popular do SUS. Mas nem todos sabem disso, e nem todos têm facilidade de acesso. A disponibilidade existe, mas a barreira é informação e logística.

Mark

Qual é o maior risco se a asma não for controlada?

Mimi

Internações cada vez mais frequentes, deterioração da função pulmonar ao longo do tempo, e em casos graves, risco de morte. Mas a maioria das complicações é evitável com tratamento contínuo.

  • Apenas 12% dos asmáticos têm a doença bem controlada, enquanto mais da metade vive com sintomas descompensados que poderiam ser evitados.
  • As hospitalizações por asma saltaram 63% entre 2020 e 2025, transformando o inverno em uma emergência de saúde pública silenciosa.
  • O ar frio contrai os brônquios, ambientes fechados acumulam ácaros e fungos, e as viroses sazonais inflamam ainda mais vias aéreas já vulneráveis.
  • Médicos alertam que o erro mais comum é abandonar o tratamento quando os sintomas somem — exatamente o comportamento que alimenta o ciclo de internações.
  • O SUS oferece medicamentos gratuitos pela Farmácia Popular, mas o acesso ao remédio ainda não se converteu em adesão real ao tratamento contínuo.

A cada inverno, cerca de 20 milhões de brasileiros com asma enfrentam uma estação que transforma o simples ato de respirar em esforço. O ar frio, os ambientes fechados e as infecções sazonais conspiram contra vias aéreas já fragilizadas — e os dados revelam que a maioria dos pacientes ainda não conseguiu transformar o tratamento contínuo em hábito. Com internações crescendo 63% em cinco anos, o inverno de 2026 convida a uma reflexão urgente sobre a diferença entre tratar crises e cuidar da saúde.

O inverno brasileiro carrega uma ameaça invisível para 20 milhões de pessoas que convivem com asma. A doença, que inflama cronicamente as vias aéreas e provoca falta de ar, chiado e aperto no peito, não tem cura — mas pode ser controlada. O problema é que quase ninguém consegue manter esse controle: apenas 12% dos pacientes têm a asma bem gerenciada, e mais da metade vive com a doença descompensada. O resultado aparece nos hospitais: as internações cresceram 63% entre 2020 e 2025.

O frio age como gatilho direto. Ao entrar em contato com vias aéreas já inflamadas, o ar frio e seco provoca contração dos brônquios e aumento de secreção, dificultando a respiração. A isso se somam os ambientes fechados do inverno, que favorecem o acúmulo de ácaros e fungos, e o aumento de gripes e viroses que desestabilizam ainda mais a doença.

Medidas simples ajudam: ventilar os ambientes, controlar a umidade, evitar mudanças bruscas de temperatura, manter hidratação e atualizar as vacinas contra gripe e covid-19. A lavagem nasal com soro fisiológico também contribui para limpar as vias aéreas.

Mas especialistas apontam o erro mais comum e mais perigoso: interromper o tratamento quando os sintomas desaparecem. A asma exige controle diário, com corticoides inalatórios e medicamentos de alívio para emergências. No Brasil, esses medicamentos estão disponíveis gratuitamente pela Farmácia Popular do SUS — o desafio é convencer os pacientes de que a asma não é uma doença de crise, mas de cuidado permanente.

O inverno chega e com ele vem uma ameaça silenciosa para milhões de brasileiros: a asma. Cerca de 20 milhões de pessoas no país convivem com essa inflamação crônica das vias aéreas que provoca falta de ar, chiado, tosse e aperto no peito. A doença não tem cura, mas pode ser controlada. O problema é que quase ninguém consegue fazer isso direito.

Um estudo publicado no Journal of Asthma revelou um cenário preocupante: apenas 12% dos pacientes asmáticos têm a doença bem controlada. Mais da metade — 51% — convive com a asma descompensada, sem o controle adequado que poderia evitar complicações. Os números de internação refletem essa realidade. Entre 2020 e 2025, as hospitalizações por asma cresceram 63%, e a doença permanece entre as principais causas de internação por problemas respiratórios no país.

O inverno é particularmente perigoso para quem tem asma. O ar frio e seco funciona como um gatilho direto: quando entra em contato com as vias aéreas já inflamadas, os brônquios reagem de forma exagerada, contraem-se e produzem mais secreção, dificultando a passagem de ar e desencadeando os sintomas. Mas o frio é apenas parte do problema. Ficar mais tempo dentro de casa durante a estação reduz a circulação de ar e permite o acúmulo de poeira, fungos e ácaros — estes últimos sendo um dos principais desencadeadores da asma alérgica. Além disso, o inverno traz consigo um aumento nas infecções respiratórias: gripes, resfriados e viroses que inflamam as vias aéreas e podem descompensar a doença, tornando as crises mais frequentes e intensas.

Existem medidas simples que reduzem a exposição a esses fatores. Manter os ambientes bem ventilados, controlar a umidade do ar com umidificadores ou bacias com água, evitar mudanças bruscas de temperatura e manter boa hidratação ajudam a preservar a saúde respiratória. A lavagem nasal com soro fisiológico limpa as vias aéreas. Hábitos saudáveis — não fumar, alimentação equilibrada, atividade física conforme orientação médica e vacinação contra gripe e covid-19 atualizada — diminuem o risco de infecções e complicações.

Mas a prevenção ambiental não é suficiente. Especialistas alertam que um dos erros mais comuns é interromper o tratamento quando os sintomas desaparecem ou procurar atendimento apenas durante as crises. A asma é uma doença inflamatória crônica que exige controle contínuo. O tratamento varia conforme a gravidade e é definido de forma individualizada, mas geralmente inclui medicamentos de controle — usados diariamente para prevenir crises — e medicamentos de alívio para situações de emergência. Os corticoides inalatórios são considerados fundamentais para controlar a inflamação das vias aéreas. Reduzir a exposição aos fatores desencadeadores também faz parte do tratamento.

No Brasil, pacientes têm acesso gratuito aos medicamentos para asma por meio da Farmácia Popular do Sistema Único de Saúde, ampliando as possibilidades de manter a doença sob controle ao longo de todo o ano. O desafio agora é fazer com que as pessoas entendam que a asma não é uma doença de crise — é uma doença de controle contínuo. Sem isso, os números de internação continuarão subindo.

A asma é uma doença inflamatória crônica que exige controle contínuo para reduzir a frequência das crises, evitar internações e preservar a função pulmonar
— Especialistas em saúde respiratória
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