No Beira-Rio, Eduardo Baptista iniciou sua jornada à frente do Internacional com a urgência que o momento exigia: uma vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians que afastou, ao menos por ora, o espectro do rebaixamento. O jogo revelou um time capaz de resistir sob pressão intensa, ainda que nem sempre com elegância — qualidade rara, mas essencial, quando a sobrevivência está em jogo. A vitória não encerra a crise, mas abre uma janela de esperança antes do Gre-Nal que se aproxima.
Inter vence Corinthians na estreia de Eduardo Baptista e respira na luta contra rebaixamento
Quando o Inter era mais pressionado, ampliou o placar
Como um técnico novo consegue construir confiança em uma situação tão desesperada? Baptista teve apenas 90 minutos.
Exatamente. Ele não precisava de um jogo perfeito — precisava de um resultado. O Inter sofreu, levou três bolas na trave, mas manteve a vitória. Isso é o que importa quando você está perto do rebaixamento.
Mas quanto dessa vitória foi mérito tático e quanto foi sorte? Três bolas na trave é muita sorte. Depay livre na cara do gol, Yuri Alberto duas vezes... o Corinthians criou mais.
Verdade. Mas o Inter também criou — Vitinho aos 45 segundos, Thiago Maia aos 28. E no final, quando mais pressionado, conseguiu roubar a bola e marcar com Alan Patrick.
Então a vitória foi mais sobre resistência do que sobre qualidade?
Sim. Baptista montou um time recuado, cedeu espaços, mas não cedeu gols até o momento certo. Isso é inteligência tática, não sorte.
Mas será que isso funciona contra o Grêmio? O Gre-Nal é um jogo diferente. Pressão diferente, dinâmica diferente.
Verdade. Este foi um teste. O próximo será a prova real.
El Pulso
- Vitinho marcou aos 45 segundos do primeiro tempo, o gol mais rápido do Brasileirão, sinalizando que o Inter chegou ao jogo com intenção ofensiva clara.
- O Corinthians respondeu com pressão crescente e acertou três bolas na trave, deixando o Inter à beira do empate por várias vezes ao longo da partida.
- No segundo tempo, o Inter recuou taticamente e sobreviveu a uma série de defesas decisivas de Anthoni e intervenções providenciais de Bruno Gomes.
- Alan Patrick ampliou o placar aos 33 minutos após roubo de bola de Villagra, mas André diminuiu logo em seguida, mantendo a tensão até o apito final.
- Com a vitória, Eduardo Baptista já mira o Gre-Nal de domingo na Arena — um clássico que pode consolidar a recuperação ou expor as fragilidades que o jogo deixou à mostra.
No Beira-Rio, Eduardo Baptista iniciou sua jornada à frente do Internacional com a urgência que o momento exigia: uma vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians que afastou, ao menos por ora, o espectro do rebaixamento. O jogo revelou um time capaz de resistir sob pressão intensa, ainda que nem sempre com elegância — qualidade rara, mas essencial, quando a sobrevivência está em jogo. A vitória não encerra a crise, mas abre uma janela de esperança antes do Gre-Nal que se aproxima.
Eduardo Baptista estreou no comando do Inter em um Beira-Rio carregado de urgência. Diante de um Corinthians igualmente desesperado por pontos, o time colorado precisava vencer — e venceu, por 2 a 1, em uma partida que ofereceu alívio real na luta contra o rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
O Inter surpreendeu logo de saída. Aos 45 segundos, uma jogada rápida envolvendo Thiago Maia, Alerrandro e Alan Patrick terminou com Vitinho marcando o gol mais rápido do Brasileirão até então. A vantagem, porém, não trouxe tranquilidade. O Corinthians avançou em busca do empate e, ainda no primeiro tempo, acertou duas traves em sequência — uma finalização de Matheuzinho e outra de Yuri Alberto —, enquanto o goleiro Anthoni se desdobrava para manter o placar.
No segundo tempo, o Inter recuou ainda mais e o Corinthians dominou territorialmente. Depay chegou a finalizar livre na cara do gol, mas acertou a trave pela terceira vez na partida. Anthoni fez defesas decisivas e Bruno Gomes apareceu no momento certo para evitar o gol dentro da pequena área. O time paulista pressionava, mas o Inter resistia.
A definição veio aos 33 minutos: Villagra roubou a bola na saída do Corinthians, Bruno Henrique serviu e Alan Patrick marcou o segundo. André diminuiu de cabeça um minuto depois, levando emoção até o apito final. O placar de 2 a 1 se manteve diante de 27.566 torcedores.
Baptista não terá tempo para respirar. O Gre-Nal deste domingo na Arena já se aproxima — e com ele, a chance de consolidar uma recuperação que ainda está longe de ser garantida.
Eduardo Baptista estreou no comando do Inter em circunstâncias que exigiam resultado imediato. No Beira-Rio, diante de um Corinthians igualmente desesperado por pontos, o time colorado conseguiu o que precisava: uma vitória por 2 a 1 que oferecia alívio real na luta contra o rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O jogo não foi tranquilo — longe disso. Mas a vitória, conquistada sob pressão constante, sinalizava que talvez houvesse caminho adiante.
O Inter abriu o placar com uma velocidade que surpreendeu. Aos 45 segundos, Thiago Maia iniciou uma jogada rápida que envolveu Alerrandro e Alan Patrick, terminando com Vitinho marcando. Era o gol mais rápido do Brasileirão até aquele momento, um sinal de que o time colorado tinha intenção de atacar. Mas a tranquilidade não durou. O Corinthians, precisando tanto quanto o Inter de uma vitória, começou a avançar em busca do empate, enquanto os donos da casa apostavam em contra-ataques para ampliar a vantagem.
A pressão paulista cresceu conforme o primeiro tempo avançava. Aos 28 minutos, Alerrandro encontrou Thiago Maia, que chutou forte mas esbarrou na defesa de Hugo Souza. Dez minutos depois, Matheuzinho arriscou no canto e Anthoni desviou a bola para a trave. No minuto seguinte, Yuri Alberto recebeu na meia-lua e finalizou novamente no poste. O goleiro colorado tocou na bola antes dela acertar a trave, evitando o empate por pouco. O Corinthians criava oportunidades reais, e o Inter sobrevivia mais pela sorte do que pela segurança.
No segundo tempo, o quadro se inverteu taticamente. O Inter voltou ainda mais recuado, cedendo espaços para o Corinthians pressionar ainda mais. Aos 13 minutos, Depay recebeu livre na cara do gol e finalizou na trave — a terceira do time paulista na partida. O Corinthians seguiu criando perigo. Aos 22 minutos, Bruno Gomes apareceu no momento certo para impedir a finalização de Depay dentro da pequena área. Dois minutos depois, Anthoni fez grande defesa e evitou o gol de Yuri Alberto. O time paulista estava dominando, mas o Inter continuava vivo.
Quando a pressão atingiu seu pico, o Inter ampliou o placar. Aos 33 minutos, o time pressionou a saída de bola do Corinthians, Villagra roubou a posse, Bruno Henrique serviu e Alan Patrick marcou o gol da vitória no Beira-Rio. O resultado parecia definido, mas André diminuiu aos 34 minutos de cabeça, levando emoção até o apito final. O placar permaneceu 2 a 1 para o Inter.
A vitória oferecia respiro imediato na classificação, mas Baptista não teria tempo para descansar. Ele já se preparava para o Gre-Nal deste domingo na Arena, o clássico que poderia consolidar a recuperação ou expor as fragilidades que o jogo contra o Corinthians havia deixado à mostra. O público de 27.566 torcedores, com 24.784 pagantes, havia visto um Inter que sofreu mas resistiu — nem sempre a forma mais bonita de vencer, mas a que importa quando o rebaixamento está à espreita.
Citas Notables
Se era a esperança que o Inter precisava, Eduardo Baptista começou a construí-la— Contexto da estreia do técnico