Eduardo Baptista faz sua estreia como técnico do Inter com promessas de mudanças táticas e postura mais combativa, incluindo a presença de um centroavante no ataque. Ambos os times enfrentam situação delicada: Inter busca fôlego na luta contra o Z-4, enquanto Corinthians não vence há seis rodadas e também sofre pressão sobre seu técnico.
Inter tenta transformar esperança em reação contra o Corinthians na estreia de Baptista
O torcedor quer ver o time brigando e correndo
Por que essa partida é tão decisiva se ainda faltam dez rodadas?
Porque quando você está perto do rebaixamento, cada ponto vira moeda de ouro. Uma vitória não apenas soma três pontos, como também afasta o adversário direto da zona de descenso. Uma derrota aprofunda a crise.
Mas o Corinthians tem quatro pontos a mais. Isso significa que o Inter está em posição pior, certo?
Exatamente. O Inter está mais perto do Z-4 que o Corinthians. Por isso o confronto é direto — quem perde fica mais exposto.
E Baptista, que chega agora, consegue mudar algo em duas semanas?
Ele promete mudanças táticas e de postura. Quer colocar cada jogador em sua posição real, sem improvisações. E insiste que a atitude em campo vai falar mais que qualquer ajuste.
Mas mudança de postura é coisa que se vê em campo, não em entrevista. Ele teve duas semanas — é tempo suficiente para conhecer o elenco, mas implementar uma mentalidade diferente é mais longo.
O público vai fazer diferença?
Baptista acredita que sim. Mais de vinte mil torcedores já confirmaram presença, e ele sabe que o Beira-Rio é um estádio difícil. Quer resgatar aquela força.
Vinte mil é um bom número, mas não sabemos se será o suficiente para compensar uma sequência de resultados ruins. O público ajuda, mas não ganha jogo sozinho.
E o Corinthians, como chega?
Tão frágil quanto o Inter. Não vence há seis rodadas, e o técnico Fernando Diniz está sob pressão. Yuri Alberto pode voltar, o que é positivo.
Mas seis rodadas sem vitória é um buraco fundo. Ambos os times estão em crise — quem conseguir sair dela primeiro leva a noite.
O Pulso
- Eduardo Baptista faz sua estreia como técnico do Inter nesta quarta-feira contra o Corinthians
- Restam dez rodadas para o fim do Brasileirão, com ambos os times em luta contra o rebaixamento
- Mais de vinte mil torcedores já confirmaram presença no Beira-Rio com ingressos gratuitos para associados
- Corinthians não vence há seis rodadas e tem quatro pontos a mais que o Inter na classificação
Eduardo Baptista faz sua estreia como técnico do Inter com promessas de mudanças táticas e postura mais combativa, incluindo a presença de um centroavante no ataque. Ambos os times enfrentam situação delicada: Inter busca fôlego na luta contra o Z-4, enquanto Corinthians não vence há seis rodadas e também sofre pressão sobre seu técnico.
O Inter enfrenta o Corinthians nesta quarta-feira no Beira-Rio sob comando de Eduardo Baptista, em partida decisiva na luta contra o rebaixamento do Brasileirão com dez rodadas restantes.
O Inter chega a quarta-feira com os dedos crispados na esperança. Restam dez rodadas para o fim do Brasileirão, e cada ponto agora pesa como sentença. Nesta noite, no Beira-Rio, o time enfrenta o Corinthians em um duelo que pode devolver fôlego ou aprofundar ainda mais a crise — uma vitória aproxima o adversário da zona de rebaixamento e resgata alguma confiança colorada; uma derrota torna a situação dramaticamente mais frágil.
Eduardo Baptista faz sua estreia à frente do Inter após a saída de Paulo Pezzolano. Teve duas semanas para conhecer o elenco e desenhar suas ideias. A estrutura tática mantém os três zagueiros, mas com reajustes significativos na forma como o time se comportará em campo. A mudança mais visível será a presença de um centroavante de verdade no ataque — promessa que o técnico já havia feito. "O que fiz nesse primeiro momento foi entender como cada um gosta de jogar para buscar colocá-los na posição real deles, sem procurar improvisações", explicou Baptista. Ele quer que os jogadores se sintam confortáveis, que joguem onde de fato pertencem.
Mas tática é apenas metade da conversa. Baptista insiste que a mudança real virá da atitude, não de discursos bonitos. "A mudança não é com discurso bonito. A atitude nossa em início de jogo e durante a partida vai dizer muito. É a luta, a entrega, trocar uma caneta por um carrinho. O torcedor quer ver o time brigando e correndo", afirmou. Ele conhece a força do Beira-Rio — conversas diárias com Abel Ferreira o convenceram disso — e sabe que precisam resgatar aquela energia que torna o estádio um reduto difícil para qualquer visitante.
A direção colorada liberou ingressos gratuitos para associados, e mais de vinte mil torcedores já haviam confirmado presença até a tarde de terça-feira. O público será denso, será barulhento. No campo, Bruno Gomes atuará como zagueiro pela direita, com Aguirre como ala. Bernabei entra pela esquerda. A dúvida defensiva fica entre Juninho e Maripán para a lateral esquerda — um é canhoto, o outro destro e precisaria se adaptar. No ataque, Alerrandro ganha a oportunidade como centroavante.
O Corinthians chega em situação tão precária quanto a do Inter. Não vence há seis rodadas e tem apenas quatro pontos a mais na classificação. Fernando Diniz, seu técnico, sente a pressão do cargo ameaçado. A notícia positiva para o time paulista é o provável retorno de Yuri Alberto, recuperado de lesão. Com Memphis Depay no ataque, o Corinthians tem potencial ofensivo, mas a sequência de resultados ruins mina qualquer confiança.
Para o Inter, esta é uma noite de transformação — esperança em reação, como promete o novo comando. Dez rodadas restam. Cada uma delas é agora uma questão de sobrevivência.
Citações Notáveis
O que fiz nesse primeiro momento foi entender como cada um gosta de jogar para buscar colocá-los na posição real deles, sem procurar improvisações— Eduardo Baptista, técnico do Inter
A mudança não é com discurso bonito. A atitude nossa em início de jogo e durante a partida vai dizer muito. É a luta, a entrega, trocar uma caneta por um carrinho— Eduardo Baptista