Há décadas, trabalhadores brasileiros do setor privado e público acumularam cotas em um fundo criado nos anos 1970 para integrá-los ao desenvolvimento econômico do país. Hoje, aqueles que completaram 60 anos — ou que se aposentaram, adoeceram gravemente ou perderam sua capacidade laboral — têm o direito legal de resgatar esses valores esquecidos. O Fundo PIS-PASEP, gerido pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, representa uma promessa antiga do Estado ao trabalhador, ainda que sua forma de acesso tenha se transformado com a migração para o FGTS em 2020.
Idosos acima de 60 anos podem sacar cotas do PIS e rendimentos
Quem trabalhou entre 1971 e 1988 pode ter dinheiro esperando
Por que um programa de 1970 ainda importa para pessoas em 2021?
Porque milhões de trabalhadores contribuíram para esse fundo durante quase duas décadas. O dinheiro deles está lá, acumulado com rendimentos. Quando você completa 60 anos, finalmente pode acessá-lo.
Mas quanto tempo as pessoas esperam? O programa parou de receber contribuições em 1988. Estamos falando de 33 anos de espera para alguns.
Então qualquer pessoa com 60 anos pode sacar?
Não. Você precisa ter trabalhado na iniciativa privada ou no setor público entre 1971 e outubro de 1988 e estar cadastrado no programa. Depois, sim, a idade é um dos motivos legais.
E quanto àqueles que não sabem que têm dinheiro lá? Quantas pessoas nunca foram informadas?
O que mudou em 2020?
Os pagamentos foram suspensos para transferir o fundo para o FGTS. É uma reorganização administrativa.
Suspensos é uma palavra forte. As pessoas conseguem sacar agora ou não?
Tecnicamente, a migração estava em andamento. A situação atual depende de como a Caixa finalizou essa transferência.
Quais são os outros motivos para sacar além da idade?
Aposentadoria, invalidez, doenças graves como câncer e AIDS, e se o participante morrer, os dependentes recebem. Também há situações de deficiência com benefício continuado.
Esses critérios médicos — quem verifica? Quem prova que alguém tem câncer ou AIDS?
A lei exige comprovação, mas o texto não detalha o processo. Provavelmente documentos médicos.
Como alguém saca esse dinheiro?
Pode ser transferência bancária, caixa eletrônico com o Cartão do Cidadão, ou presencialmente na Caixa. Precisa de um documento de identidade válido.
E se a pessoa não tem conta na Caixa ou nunca teve? Qual é o procedimento?
O texto menciona crédito em conta se houver saldo positivo e movimentação recente. Para quem não tem, provavelmente precisa ir a uma agência.
El Pulso
- Milhões de brasileiros que trabalharam entre 1971 e outubro de 1988 podem ter dinheiro parado há décadas sem saber.
- A lei permite o saque por múltiplos motivos — idade, aposentadoria, invalidez, doenças graves como câncer e AIDS, ou morte do titular —, mas o acesso não acontece de forma automática.
- Em maio de 2020, os pagamentos foram suspensos abruptamente devido à migração do Fundo PIS-PASEP para o FGTS, deixando beneficiários sem clareza sobre como e quando poderão receber.
- A reorganização administrativa ainda está em andamento, exigindo que os trabalhadores acompanhem ativamente as datas de saque divulgadas pela Caixa Econômica Federal.
- Para quem já se enquadra nos critérios legais, o caminho passa por reunir documentação válida e escolher entre agências, caixas eletrônicos, correspondentes Caixa Aqui ou casas lotéricas.
Há décadas, trabalhadores brasileiros do setor privado e público acumularam cotas em um fundo criado nos anos 1970 para integrá-los ao desenvolvimento econômico do país. Hoje, aqueles que completaram 60 anos — ou que se aposentaram, adoeceram gravemente ou perderam sua capacidade laboral — têm o direito legal de resgatar esses valores esquecidos. O Fundo PIS-PASEP, gerido pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, representa uma promessa antiga do Estado ao trabalhador, ainda que sua forma de acesso tenha se transformado com a migração para o FGTS em 2020.
Quem trabalhou na iniciativa privada entre 1971 e outubro de 1988 e já completou 60 anos pode ter uma quantia guardada há décadas esperando por resgate. Trata-se das cotas do Fundo PIS-PASEP, programa criado no início dos anos 1970 para vincular o trabalhador ao desenvolvimento das empresas onde atuava.
O Programa de Integração Social (PIS) foi instituído em 1970 para empregados do setor privado, com contribuições das empresas depositadas em um fundo e distribuídas proporcionalmente ao salário e ao tempo de serviço. Para servidores públicos, funcionava o PASEP, de estrutura semelhante. Em 1975, os dois foram unificados. A partir de 1988, com a nova Constituição, o fundo deixou de receber contribuições individuais, e os recursos passaram a alimentar o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O saque não é automático. Além da idade de 60 anos, a lei permite o resgate em casos de aposentadoria, invalidez, diagnóstico de doenças graves como câncer e AIDS, ou morte do participante — quando o saldo vai a dependentes ou sucessores. A Lei 13.932 de 2019 ampliou o acesso, enquanto antigas possibilidades, como saque para casamento ou reforma de moradia, foram extintas.
Além das cotas, o trabalhador tem direito aos rendimentos gerados pelo fundo. O recebimento pode ser feito por crédito em conta na Caixa, em caixas eletrônicos, correspondentes ou casas lotéricas com o Cartão do Cidadão, ou presencialmente em agências — sempre com documento de identificação válido.
Um ponto de atenção: em maio de 2020, os pagamentos foram suspensos para viabilizar a migração do Fundo PIS-PASEP para o FGTS. Essa transição ainda está em andamento, e quem se enquadra nos critérios legais deve acompanhar as datas de saque divulgadas pela Caixa Econômica Federal e reunir a documentação necessária com antecedência.
Quem trabalhou na iniciativa privada entre 1971 e outubro de 1988 e completou 60 anos agora tem direito a uma quantia que pode estar esperando há décadas. Trata-se das cotas do Fundo PIS-PASEP, um programa de integração social criado no início dos anos 1970 para vincular o trabalhador ao desenvolvimento das empresas onde atuava.
O Programa de Integração Social, instituído pela Lei Complementar nº 7 de 1970, funcionava de forma simples: as empresas faziam contribuições que eram depositadas em um fundo, o qual depois distribuía valores aos empregados na forma de cotas proporcionais ao salário e ao tempo de serviço. Paralelamente, surgiu o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), criado pela Lei Complementar nº 8 do mesmo ano, que operava de maneira semelhante para servidores públicos federais, estaduais e municipais. A Caixa Econômica Federal gerencia os pagamentos do PIS, enquanto o Banco do Brasil cuida do PASEP.
Em 1975, os dois programas foram unificados em um único fundo — o Fundo PIS-PASEP — por meio da Lei Complementar nº 26. Essa estrutura permaneceu até 1988, quando a Constituição Federal redirecionou os recursos. A partir daquele ano, o fundo deixou de receber novas contribuições para contas individuais. Os valores que entravam passaram a ser alocados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), destinado ao seguro-desemprego, abono salarial e financiamento de programas de desenvolvimento econômico pelo BNDES.
O acesso às cotas não é automático. A lei estabelece uma série de motivos que permitem o saque. Além da idade igual ou superior a 60 anos, o trabalhador pode sacar se estiver aposentado, se sofrer invalidez, se tiver sido diagnosticado com câncer, AIDS ou outras doenças listadas em portaria interministerial, ou em caso de morte do participante, quando o saldo vai para dependentes ou sucessores. A Lei 13.932 de 2019 expandiu o direito, permitindo que todos os beneficiários do programa possam acessar suas cotas. Dois motivos que antes permitiam saque — construção ou reforma de moradia e casamento — foram extintos ao longo dos anos.
Além das cotas, o trabalhador cadastrado até outubro de 1988 tem direito aos rendimentos gerados pelo fundo. Se não houver saque, esse rendimento é incorporado ao saldo de cotas. O recebimento pode ser feito de três formas: por crédito direto em conta na Caixa, se o trabalhador tiver uma conta ativa com movimentação recente; nos caixas eletrônicos da Caixa, em correspondentes Caixa Aqui ou casas lotéricas, usando o Cartão do Cidadão; ou presencialmente em uma agência da Caixa. Para qualquer uma dessas operações, é necessário apresentar documento de identificação válido.
Um detalhe importante marca uma mudança significativa no acesso a esses recursos. Em maio de 2020, conforme a Resolução CD PIS-PASEP nº 01 de abril daquele ano, os pagamentos de cotas e rendimentos foram suspensos. O motivo foi a migração do Fundo PIS-PASEP para o FGTS, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Essa transição alterou a forma como os beneficiários acessam seus direitos e representa uma reorganização administrativa que ainda está em andamento. Para quem atingiu 60 anos ou se enquadra em outro motivo legal, o próximo passo é verificar a data de saque divulgada pela Caixa e reunir a documentação necessária.
Citas Notables
O Fundo PIS-PASEP é resultante da unificação dos fundos constituídos com recursos do Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público— Regulamentação do Decreto nº 4.751 de 2003