Identificadas vítimas de acidente aéreo em Belo Horizonte; aeronave operava irregularmente

Dois mortos (piloto e médico-veterinário) e três feridos com múltiplas fraturas e quadros graves de saúde.
A estrutura da aeronave ficou alojada na escada, sem atingir os apartamentos
O tenente dos bombeiros descreveu como o impacto ocorreu entre o terceiro e quarto andar do prédio residencial.
Mark

Como uma aeronave sem autorização para táxi aéreo conseguiu estar operando dessa forma?

Mimi

A Anac registra que o avião não tinha permissão para transporte comercial de passageiros. Mas como e por quanto tempo isso ocorria, ainda não está claro nos relatos iniciais.

Luke

Exatamente — sabemos que era irregular, mas não sabemos se era operação ocasional ou sistemática, ou se os passageiros pagavam ou se era compartilhamento entre sócios. A investigação vai precisar esclarecer isso.

Mark

O piloto reportou dificuldades na decolagem. Isso foi um aviso de que algo estava errado?

Mimi

Ele comunicou à torre que tinha dificuldades no procedimento de decolagem, e mesmo assim decolou. Menos de dez minutos depois perdeu o controle.

Luke

Mas não sabemos ainda se essas dificuldades foram o fator determinante ou se algo mais grave aconteceu depois. O CENIPA vai investigar a sequência de eventos.

Mark

Ninguém no prédio foi atingido. Foi sorte ou design?

Mimi

O tenente dos bombeiros disse que se tivesse batido nas laterais, teria atingido apartamentos ocupados. A caixa de escada foi onde colidiu.

Luke

Sim, mas isso não quer dizer que foi planejado — foi coincidência de trajetória. Poderia ter sido muito pior.

  • Um avião de pequeno porte caiu sobre um prédio residencial em Belo Horizonte, matando dois ocupantes e deixando três em estado grave com múltiplas fraturas.
  • O piloto havia alertado a torre de controle sobre dificuldades na decolagem momentos antes de perder o controle da aeronave, fabricada em 1979.
  • A aeronave não possuía autorização da Anac para operar como táxi aéreo, tornando o voo uma violação direta das regulamentações de aviação civil brasileira.
  • Por uma margem estreita, o impacto ocorreu na caixa de escada do edifício — e não nas laterais com apartamentos ocupados —, evitando um número ainda maior de vítimas.
  • CENIPA, SERIPA III e Polícia Civil de Minas Gerais abriram investigações paralelas para determinar as causas técnicas e legais do acidente.

Na tarde de uma segunda-feira em Belo Horizonte, uma pequena aeronave perdeu o controle ao decolar do Aeroporto da Pampulha e colidiu com um edifício residencial, ceifando duas vidas e ferindo gravemente outras três. O piloto Wellinton Pereira e o médico-veterinário Fernando Moreira Souto — filho de um prefeito do interior mineiro — não sobreviveram ao impacto, enquanto a estrutura do avião se alojou na caixa de escada do prédio, poupando por pouco os moradores. A tragédia carrega um peso adicional: a aeronave operava sem autorização legal para o transporte de passageiros, revelando a fragilidade entre a confiança depositada em uma viagem rotineira e as exigências silenciosas da segurança.

Na tarde de 4 de maio, um avião modelo EMB-721C decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino a São Paulo. Menos de dez minutos após a decolagem, a aeronave perdeu o controle e colidiu com um edifício residencial próximo à Avenida Cristiano Machado. O piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, e o médico-veterinário Fernando Moreira Souto, de 36 anos — filho do prefeito de Jequitinhonha —, morreram no impacto. Os outros três ocupantes, sócios da empresa de tecnologia Uaitag, foram resgatados com ferimentos graves e encaminhados ao Hospital João XXIII.

O voo havia partido de Teófilo Otoni naquela manhã, com escala na Pampulha. Momentos antes de decolar rumo a São Paulo, o piloto reportou dificuldades à torre de controle — um sinal que não foi suficiente para evitar o desastre. A aeronave atingiu o prédio entre o terceiro e o quarto andar, alojando-se na caixa de escada. Segundo o Corpo de Bombeiros, se o impacto tivesse ocorrido nas laterais do edifício, teria atingido apartamentos ocupados. Nenhum morador foi ferido, e o prédio foi completamente evacuado.

A gravidade do acidente se aprofunda diante de um detalhe regulatório: a aeronave não tinha autorização da Anac para operar como táxi aéreo, operando portanto em violação à legislação de aviação civil. O CENIPA, o SERIPA III e a Polícia Civil de Minas Gerais conduzem investigações para esclarecer tanto as causas técnicas da perda de controle quanto as circunstâncias legais do voo.

Na segunda-feira, 4 de maio, um avião pequeno perdeu o controle durante a decolagem do Aeroporto da Pampulha em Belo Horizonte e colidiu com um prédio residencial. Duas pessoas morreram no impacto: o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, e Fernando Moreira Souto, médico-veterinário de 36 anos que ocupava o banco do copiloto. Souto era filho de Nilo Souto, prefeito de Jequitinhonha em Minas Gerais. Três outras pessoas a bordo sobreviveram — Leonardo Berganholi, de 50 anos, seu filho Arthur, de 25, e Hemerson Almeida Souza, de 53 anos — todos resgatados com múltiplas fraturas e quadros de saúde graves e levados ao Hospital João XXIII.

O voo havia começado em Teófilo Otoni naquela manhã, com parada programada na Pampulha onde dois passageiros desembarcaram e Hemerson Souza embarcou. Às 12h16, a aeronave decolou com destino a São Paulo. Menos de dez minutos depois, o piloto perdeu o controle. Momentos antes da decolagem, Pereira havia reportado à torre de controle que enfrentava dificuldades no procedimento. A aeronave desceu em direção a uma rua paralela à Avenida Cristiano Machado, uma das principais vias da capital mineira, e atingiu um edifício residencial.

O impacto ocorreu entre o terceiro e quarto andar, na caixa de escada do prédio. Segundo o tenente Raul, do Corpo de Bombeiros, a estrutura da aeronave ficou alojada dentro da escada, sem atingir os apartamentos adjacentes. O tenente observou que se a colisão tivesse ocorrido nas laterais do edifício, teria atingido unidades residenciais que estavam ocupadas. Ninguém dentro do prédio foi ferido. O Corpo de Bombeiros evacuou completamente o edifício pouco antes das 14h.

Os cinco ocupantes da aeronave — Pereira, Souto, Berganholi pai e filho, e Souza — eram sócios da empresa Uaitag, que atua no setor de tecnologia e cartões. O avião era um modelo EMB-721C, fabricado em 1979, conhecido popularmente como "sertanejo". Segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave tinha capacidade para cinco passageiros além do piloto e peso máximo de decolagem de 1.633 quilos.

O que torna o acidente ainda mais grave é que a aeronave não possuía autorização da Anac para operar como táxi aéreo — ou seja, não estava legalmente autorizada a transportar passageiros ou cargas mediante pagamento. Isso significa que o voo operava em violação das regulamentações de aviação civil brasileira. A investigação sobre as causas do acidente está sendo conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), vinculado à Força Aérea Brasileira, com apoio do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III). Equipes estiveram no local para coletar dados e preservar elementos que possam esclarecer o que levou à perda de controle. A Polícia Civil de Minas Gerais também abriu investigação para apurar as circunstâncias do acidente.

Se tivesse batido nas laterais, poderia ter atingido alguma residência. O que visualizamos foi a estrutura dessa aeronave projetada dentro da caixa da escada, sem atingir outros apartamentos
— Tenente Raul, Corpo de Bombeiros
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