Quando a inteligência artificial chegou às salas de edição e estúdios audiovisuais, prometia transformar radicalmente a equação econômica da produção. Aline Sordili observa, porém, que a métrica central do setor permanece inalterada: o custo continua sendo medido em hora-homem, revelando que a automação não substitui o julgamento humano, mas o reorganiza em novas camadas de responsabilidade. A tecnologia acelerou processos e eliminou tarefas repetitivas, mas criou, ao mesmo tempo, novas funções de supervisão, revisão e refinamento que mantêm o profissional qualificado no centro da produção. É