Num mercado onde a inovação e o preço raramente caminham juntos, a Huawei avança com um smartphone dobrável pensado para ser mais acessível do que a concorrência direta da Samsung — um movimento que revela não apenas ambição comercial, mas uma leitura atenta do que realmente leva os consumidores a adotar tecnologias emergentes. A produção em massa, confirmada indiretamente através da fornecedora Zhaoli Technology, sinaliza que os dobráveis estão a deixar de ser um símbolo de exclusividade para se tornarem uma categoria em democratização.
Huawei inicia produção em massa de smartphone dobrável mais barato que Z Flip 3
Quando algo se esgota em segundos, há mais procura que oferta
Porque é que a Huawei está a apressar-se com este lançamento ainda em 2021?
Porque o Mate X2 Collector's Edition provou que existe apetite real pelo produto. Quando algo se esgota em segundos, a mensagem é clara: há mais pessoas interessadas do que dispositivos disponíveis.
Mas o que torna este novo modelo diferente?
O preço. Todos os dobráveis têm sido caros. O Z Flip 3 da Samsung vendeu um milhão de unidades porque foi mais barato que as gerações anteriores. A Huawei está a fazer o mesmo cálculo — reduzir o preço, expandir o mercado.
A Zhaoli Technology não confirmou que é para a Huawei. Como é que sabem?
Não há muitos fabricantes a fazer dobráveis. Quando uma empresa de componentes anuncia uma nova dobradiça e já se sabe que a Huawei quer lançar um modelo este ano, a matemática é simples.
E os outros fabricantes? Estão a ficar para trás?
Não. Samsung, Xiaomi e OPPO têm todos modelos a caminho. Mas a Huawei está a tentar ganhar tempo, lançar primeiro, estabelecer presença antes da concorrência se intensificar em 2022.
Estes números de 100 milhões de unidades até 2025 — parecem realistas?
Parecem. Se o preço continuar a descer e mais marcas entrarem no mercado, sim. Os dobráveis deixam de ser exóticos e tornam-se normais. É o ciclo de qualquer tecnologia nova.
Le Pouls
- A Huawei iniciou produção em massa de um novo dobrável sem anunciar oficialmente o produto — a confirmação veio de uma reunião de investidores com a sua fornecedora de dobradiças, a Zhaoli Technology.
- O modelo mira diretamente o Samsung Galaxy Z Flip 3, mas com um preço mais baixo, numa aposta clara de que o custo acessível é o principal obstáculo à adoção em massa dos dobráveis.
- O precedente é claro: o Galaxy Z Flip 3 vendeu mais de um milhão de unidades em 40 dias precisamente por ser mais barato do que as gerações anteriores — a Huawei quer replicar esse efeito.
- O setor aquece rapidamente: OPPO, Samsung e Xiaomi também preparam dobráveis para 2021 e 2022, transformando o que era um nicho numa corrida de múltiplos fabricantes.
- As projeções da DigiTimes Research apontam para mais de 100 milhões de unidades vendidas até 2025 — números que sugerem que os dobráveis estão a caminho de se tornarem categoria mainstream.
Num mercado onde a inovação e o preço raramente caminham juntos, a Huawei avança com um smartphone dobrável pensado para ser mais acessível do que a concorrência direta da Samsung — um movimento que revela não apenas ambição comercial, mas uma leitura atenta do que realmente leva os consumidores a adotar tecnologias emergentes. A produção em massa, confirmada indiretamente através da fornecedora Zhaoli Technology, sinaliza que os dobráveis estão a deixar de ser um símbolo de exclusividade para se tornarem uma categoria em democratização.
A Huawei está em fase de produção em massa de um novo smartphone dobrável, segundo informações que emergiram de uma reunião de investidores com a Zhaoli Technology, fornecedora responsável pela fabricação de uma nova dobradiça para dispositivos móveis. Embora o cliente não tenha sido identificado publicamente, o contexto aponta fortemente para a fabricante chinesa, que já havia sinalizado planos de lançar um novo dobrável ainda em 2021.
O modelo deverá chegar ao mercado a um preço inferior ao do Samsung Galaxy Z Flip 3, posicionando-se como alternativa mais acessível num segmento que tem crescido à medida que os preços baixam. O sucesso do próprio Z Flip 3 — mais de um milhão de unidades vendidas em 40 dias — demonstrou que existe procura real por dobráveis quando o custo deixa de ser um obstáculo. A Huawei parece ter absorvido essa lição na sua estratégia de precificação.
O mercado aquece em várias frentes: a OPPO também deverá apresentar um dobrável antes do final de 2021, enquanto Samsung e Xiaomi reservam 2022 para os seus respetivos lançamentos nesta categoria. A Samsung prepara o Galaxy Z Fold 4 e o Z Flip 4 para o verão de 2022, e a Xiaomi confirmou um modelo dobrável para o mesmo ano, sem revelar detalhes.
As projeções de mercado reforçam a aposta: segundo a DigiTimes Research, as remessas globais de dobráveis deverão ultrapassar 100 milhões de unidades até 2025 e 150 milhões em 2026. Para a Huawei — que já esgotou o Mate X2 Collector's Edition em segundos após o lançamento — um modelo mais acessível pode ser o passo que transforma admiração em compra efetiva.
A Huawei entrou em fase de produção em massa de um novo smartphone dobrável, segundo informações que surgiram de uma reunião de investidores com a Zhaoli Technology. A empresa fornecedora anunciou que começou a fabricar uma nova dobradiça para dispositivos móveis, e fontes da indústria acreditam que se trata do componente destinado ao próximo modelo dobrável da fabricante chinesa. Embora a Zhaoli Technology não tenha identificado publicamente o cliente, o timing e a natureza do produto apontam fortemente para a Huawei — não há muitos fabricantes a trabalhar com este tipo de tecnologia, e reportagens anteriores já indicavam que a empresa planeava lançar um novo dobrável ainda em 2021.
O novo modelo deverá chegar ao mercado antes do final deste ano, posicionando-se como concorrente direto do Samsung Galaxy Z Flip 3. A grande diferença, segundo analistas da indústria, será o preço: o dobrável da Huawei deverá custar menos do que o equivalente da Samsung. As especificações técnicas ainda não foram reveladas, mas a estratégia de precificação sugere que a Huawei quer capturar uma fatia maior do mercado de dobráveis, que até agora tem sido dominado por um número reduzido de fabricantes.
O sucesso do Galaxy Z Flip 3 oferece um precedente interessante. O modelo da Samsung vendeu mais de um milhão de unidades em apenas 40 dias, em grande parte porque foi lançado a um preço mais acessível do que gerações anteriores de dobráveis. Este facto demonstra que existe procura real por estes dispositivos, desde que o custo não seja proibitivo. A Huawei parece estar a aprender essa lição e a ajustar a sua estratégia em conformidade.
O mercado de smartphones dobráveis está a ganhar momentum. Além da Huawei, a OPPO também deverá apresentar um modelo dobrável antes do final de 2021. Já a Samsung e a Xiaomi reservaram 2022 para os seus lançamentos nesta categoria. A Samsung deverá revelar o Galaxy Z Fold 4 e o Galaxy Z Flip 4 durante o verão de 2022, seguindo o padrão dos anos anteriores. A Xiaomi confirmou que lançará um modelo dobrável em 2022, embora os detalhes específicos e a data exata permaneçam em segredo.
O crescimento esperado é substancial. Segundo a DigiTimes Research, as remessas globais de smartphones dobráveis deverão ultrapassar 100 milhões de unidades até 2025, e atingir mais de 150 milhões em 2026. Estes números refletem a confiança da indústria de que os dobráveis deixarão de ser um nicho e se tornarão uma categoria mainstream. A Huawei, que já teve sucesso com o Mate X2 Collector's Edition — que se esgotou em segundos após o lançamento — está bem posicionada para capitalizar esta tendência. O novo modelo mais acessível poderá ampliar ainda mais o seu alcance, atraindo consumidores que admiram a tecnologia mas hesitavam perante os preços anteriores.
Citations marquantes
O sucesso do Galaxy Z Flip 3 pode ter resultado do preço mais competitivo com que foi colocado no mercado— Análise da indústria