Homem morre após sofrer queimaduras ao usar álcool para cozinhar

Stive Daves Alves dos Santos, 33 anos, faleceu após sofrer queimaduras em 50% do corpo; família perdeu todos os móveis, roupas e eletrodomésticos no incêndio.
Estavam improvisando quando faltava o essencial
A família não tinha dinheiro para comprar gás após a mudança recente e recorreu ao álcool para cozinhar.
Mark

Por que a família estava em situação tão precária? Isso era algo recente ou crônico?

Mimi

Eles tinham acabado de se mudar uma semana antes. Chirlene precisou vender o cilindro de gás para pagar o frete da mudança. Depois disso, não tinham dinheiro para comprar outro. Ela trabalha como autônoma, o marido estava desempregado.

Luke

Então não sabemos exatamente qual era a renda dela, ou há quanto tempo ele estava sem trabalho. Sabemos que era apertado o suficiente para que vender o gás fosse necessário.

Mark

E o álcool — era algo que eles tinham em casa por acaso, ou compraram especificamente para cozinhar?

Mimi

A reportagem não deixa claro. Mas ela menciona que "estavam improvisando", o que sugere que era uma solução de emergência, não um plano.

Luke

Exato. Não sabemos se tinham álcool estocado ou se compraram. Sabemos que usaram porque não tinham gás.

Mark

As queimaduras em 50% do corpo — isso era sobrevivível em teoria?

Mimi

Ele foi internado na UTI do Hugol, que é um hospital de urgências. Os médicos o receberam. Mas durante um procedimento de raspagem, sofreu uma parada cardíaca.

Luke

A reportagem atribui a parada cardíaca à família, não aos médicos. Não sabemos se foi complicação do procedimento, do trauma, ou algo mais. Sabemos que ele morreu.

Mark

E Chirlene? Como ela segue agora?

Mimi

Sozinha, sem os bens que perderam no incêndio, e o marido falecido. A reportagem menciona que ela procurou ajuda.

Luke

Mas não diz se recebeu. Não sabemos qual foi o desfecho para ela além da morte dele.

  • Uma família recém-mudada, sem dinheiro para gás e sem rede de apoio, recorreu ao álcool para preparar uma refeição simples — e o improviso virou tragédia em segundos.
  • O incêndio consumiu não apenas o corpo de Stive, mas tudo o que o casal possuía: móveis, roupas, eletrodomésticos — a vida material inteira reduzida a cinzas em uma tarde.
  • Socorrido pelo Corpo de Bombeiros com queimaduras em 50% do corpo, Stive lutou por dias na UTI do Hugol antes de sofrer uma parada cardíaca durante um procedimento e não resistir.
  • Chirlene, viúva, desempregada e sem bens, enfrenta agora o luto e a reconstrução do zero — símbolo vivo de uma vulnerabilidade que não é exceção nas periferias brasileiras.

Stive Daves Alves dos Santos tinha 33 anos e não tinha gás de cozinha quando decidiu improvisar com álcool numa tarde de julho em Goiânia. O que se seguiu — o fogo, as queimaduras em metade do corpo, a UTI, a morte — não foi um acidente nascido da imprudência, mas da pobreza. O caso inscreve-se numa longa e dolorosa tradição de vidas ceifadas não por falta de cuidado, mas por falta de escolha.

Stive Daves Alves dos Santos tinha 33 anos e estava desempregado quando ele e a companheira Chirlene, de 50 anos, se mudaram para o Setor Jardim Bela Vista, em Goiânia. A mudança havia custado caro: Chirlene precisou vender o cilindro de gás para pagar o frete. Sem dinheiro para repor o botijão, a família improvisava com álcool na cozinha.

Na tarde de 2 de julho, enquanto Chirlene estava fora, Stive terminava de preparar o almoço quando o álcool inflamou. Um vizinho alertou Chirlene sobre a fumaça. Quando ela voltou, encontrou o marido em choque e tudo destruído — móveis, roupas e eletrodomésticos consumidos pelo fogo.

O Corpo de Bombeiros resgatou Stive e o levou ao Hugol, onde os médicos constataram queimaduras em 50% do corpo, nos braços, rosto e tórax. Internado na UTI, ele sofreu uma parada cardíaca durante um procedimento de raspagem das feridas e morreu na noite de 5 de julho.

Dias depois, ainda em luto, Chirlene relatou ao G1 a sequência de privações que antecedeu a tragédia. Ela descreveu não negligência, mas ausência de opção: o álcool estava ao alcance; o gás, não. O caso ilumina uma realidade recorrente nas periferias do Brasil, onde a falta de recursos básicos empurra famílias para riscos que nunca deveriam existir.

Stive Daves Alves dos Santos tinha 33 anos quando decidiu usar álcool para acender o fogo na cozinha. Ele e a companheira, Chirlene Correia da Silva, de 50 anos, não tinham dinheiro para comprar gás de cozinha. A família havia se mudado para uma casa no Setor Jardim Bela Vista em Goiânia apenas uma semana antes, e Chirlene havia precisado vender o cilindro de gás para pagar o frete da mudança. Quando o dinheiro não chegava — ela trabalhava como autônoma, ele estava desempregado — improvisavam como podiam.

Na tarde de sexta-feira, 2 de julho, Stive estava terminando de preparar o almoço quando o álcool inflamou. Chirlene havia saído de casa. Um vizinho a avisou que havia fumaça saindo pela janela. Quando ela voltou, encontrou tudo destruído: móveis queimados, roupas reduzidas a cinzas, a vida material do casal consumida pelo fogo. Stive tremendo, incapaz de explicar o que havia acontecido.

O Corpo de Bombeiros o resgatou e o levou ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, o Hugol. Os médicos constataram queimaduras em 50% do corpo — nos braços, rosto e tórax. Ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva. Durante um procedimento de raspagem das feridas, segundo relato da família, Stive sofreu uma parada cardíaca. Não resistiu. Morreu na noite de segunda-feira, 5 de julho.

Chirlene contou sua história ao Portal G1 dias depois, quando o luto ainda era recente. Ela descreveu os dias anteriores ao acidente como um período de improviso constante, quando a família já estava em dificuldade antes mesmo da tragédia. Agora enfrentava não apenas a morte do marido, mas também a perda total dos móveis e eletrodomésticos que haviam sido incendiados. Precisava de ajuda para reconstruir o que o fogo havia levado.

O caso expõe uma realidade que não é rara nas periferias brasileiras: famílias em situação de vulnerabilidade econômica recorrem a práticas perigosas quando faltam recursos básicos. Não era negligência ou desconhecimento do risco — era a falta de opção. O álcool era o que estava ao alcance. O gás era um luxo que não caberia no orçamento naquele momento. A escolha entre cozinhar com segurança ou cozinhar com o que se tinha disponível não era realmente uma escolha.

Nós havíamos mudado para essa casa há uma semana e eu acabei tendo que vender o gás para pagar o frete da mudança. Há uns dias a gente estava improvisando.
— Chirlene Correia da Silva, esposa de Stive
Quando eu cheguei em casa já estava tudo destruído, os móveis queimados, nossas roupas destruídas, perdemos tudo.
— Chirlene Correia da Silva
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