Em Magé, na Baixada Fluminense, um homem com 17 passagens pela polícia foi preso em flagrante por tentar matar a companheira a mordidas no rosto — um ato de brutalidade que a deixou em choque e internada. O casal vivia junto há apenas dois meses. O episódio se inscreve num momento sombrio da história brasileira: o primeiro trimestre de 2026 registrou o maior número de feminicídios desde que os dados começaram a ser coletados, revelando que a violência contra mulheres não é uma exceção, mas uma constante que o país ainda não conseguiu deter.
Homem é preso após tentar matar mulher a mordidas em Magé
Quatro mulheres assassinadas por dia em contextos de violência doméstica
Por que esse caso específico importa? Parece uma prisão como tantas outras.
Porque mostra a velocidade e a brutalidade. Ele tentou matar alguém com os dentes. Arrancou pedaços de pele. E isso acontece enquanto o país registra o maior número de feminicídios em onze anos.
Mas precisamos ser claros: ele foi preso por tentativa. A vítima está viva, internada, em choque. Não sabemos ainda o que ela dirá quando conseguir falar.
Verdade. E o fato de eles terem vivido junto há apenas dois meses torna tudo mais perturbador. Não havia tempo para construir uma relação, mas havia tempo para isso.
A ficha criminal dele — 17 anotações — isso significa que ele já tinha histórico de violência?
A reportagem não especifica o tipo de anotações. Podem ser crimes diversos. Não podemos assumir que eram todos violentos.
Mas o padrão é claro. Um homem com histórico criminal extenso, uma mulher em estado de choque, e um sistema que registra quatro mortes por dia.
E a polícia conseguiu prendê-lo rápido?
Sim, horas após o ataque. Ele tentou fugir, mas foi localizado. A resposta foi ágil.
O que ainda não sabemos é como ele será processado, se há antecedentes específicos de violência doméstica, ou qual será o desfecho legal.
El Pulso
- Uma mulher teve pedaços de pele arrancados pelo próprio companheiro a mordidas, chegando ao hospital em estado de choque e incapaz de narrar o que havia sofrido.
- O agressor, com 17 anotações criminais, tentou fugir após o ataque, mas foi capturado horas depois por policiais civis e militares em Piabetá.
- A prisão em flagrante por tentativa de feminicídio representa uma resposta rápida das autoridades, mas não apaga a gravidade das lesões nem o padrão que o caso representa.
- O Brasil registrou 399 feminicídios no primeiro trimestre de 2026 — alta de 7,5% em relação a 2025 e o pior índice da série histórica de onze anos.
- A média de quatro mulheres assassinadas por dia em contextos de violência doméstica revela que cada prisão é apenas um ponto num mapa de violência que continua a se expandir.
Em Magé, na Baixada Fluminense, um homem com 17 passagens pela polícia foi preso em flagrante por tentar matar a companheira a mordidas no rosto — um ato de brutalidade que a deixou em choque e internada. O casal vivia junto há apenas dois meses. O episódio se inscreve num momento sombrio da história brasileira: o primeiro trimestre de 2026 registrou o maior número de feminicídios desde que os dados começaram a ser coletados, revelando que a violência contra mulheres não é uma exceção, mas uma constante que o país ainda não conseguiu deter.
No domingo 13 de setembro, policiais civis e militares prenderam em flagrante um homem acusado de tentar matar a companheira a mordidas no rosto, em Piabetá, distrito de Magé, na Baixada Fluminense. O suspeito carrega um histórico de 17 anotações criminais.
A violência foi de extrema brutalidade: o agressor não apenas mordeu a vítima, mas arrancou pedaços de sua pele. Ela chegou ao hospital em estado de choque, ainda incapaz de relatar o ocorrido, e precisou ser internada com urgência. O casal havia se unido há apenas dois meses.
Após tentar fugir, o homem foi localizado e conduzido à 66ª Delegacia de Polícia, onde foi autuado por tentativa de feminicídio. A ação conjunta entre a delegacia e o 34º Batalhão de Polícia Militar resultou na captura horas após o ataque.
O caso acontece num momento em que o Brasil bate recordes negativos: entre janeiro e março de 2026, foram registradas 399 vítimas de feminicídio — aumento de 7,5% em relação ao mesmo período de 2025 e o maior número para um primeiro trimestre em onze anos de série histórica. Em média, quatro mulheres são assassinadas por dia no país em contextos de violência doméstica. A prisão em Magé, embora célere, é apenas um fragmento de um padrão que continua a crescer.
No domingo 13 de setembro, policiais civis e militares prenderam em flagrante um homem acusado de tentar matar a companheira a mordidas no rosto. A prisão aconteceu em Piabetá, distrito de Magé, na Baixada Fluminense, poucas horas após o ataque. O suspeito, cujo nome não foi divulgado, possui um histórico criminal extenso: 17 anotações em seu registro.
A vítima sofreu ferimentos graves no rosto. O agressor não apenas mordeu, mas arrancou pedaços de sua pele. O estado dela era tão crítico que precisou de atendimento médico de emergência e foi internada em um hospital da região. Quando chegou à polícia, encontrava-se em choque e ainda não conseguia relatar o que havia acontecido.
O homem tentou fugir após o ataque, mas foi localizado horas depois. Policiais da 66ª Delegacia de Polícia, sediada em Piabetá, e do 34º Batalhão de Polícia Militar o capturaram e o levaram à delegacia, onde foi autuado por tentativa de feminicídio. Segundo as investigações, o casal vivia junto há apenas dois meses.
O caso ocorre em um momento em que o Brasil enfrenta uma escalada de violência contra mulheres. No primeiro trimestre de 2026, foram registradas 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março, um aumento de 7,5% comparado ao mesmo período de 2025, quando havia 371 casos. É o maior número para um primeiro trimestre em toda a série histórica dos últimos onze anos, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Esses números traduzem-se em uma realidade brutal: em média, quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil em contextos de violência doméstica, familiar ou motivada por desprezo ou discriminação à condição feminina. A prisão em Magé, embora represente uma ação rápida da polícia, é apenas um episódio em um padrão muito mais amplo de violência que continua a crescer.
Citas Notables
É o maior número para um primeiro trimestre em toda a série histórica dos últimos 11 anos— Ministério da Justiça e Segurança Pública