Homem na lista de procurados do ES é preso com cocaína em Aracati

Percorreu dois mil quilômetros para desaparecer, mas a polícia o reconheceu em uma rua pequena
Charles Paulino Batista fugiu do Espírito Santo para Aracati, mas foi identificado durante operação de rotina.

Por cinco anos, um homem acusado de homicídio no Espírito Santo acreditou que dois mil quilômetros de distância seriam suficientes para apagar seu passado. Em março de 2021, a Polícia Militar do Ceará o encontrou em Aracati — não pelo peso de sua história, mas pelo rastro do presente: uma saída de apartamento, uma motocicleta à espera, e drogas guardadas dentro de casa. A fuga longa terminou numa cidade pequena, provando que a distância geográfica raramente é igual ao esquecimento.

  • Charles Paulino Batista vivia foragido há cinco anos, carregando um mandado de prisão por homicídio enquanto tentava se refazer a mais de dois mil quilômetros de casa.
  • A abordagem policial em plena rua revelou não apenas o fugitivo, mas também um apartamento equipado como ponto de tráfico — balança, embalagens, cocaína em pó e em pasta base.
  • Seu comparsa foi levado a um segundo endereço, onde 350 maços de cigarros contrabandeados expuseram uma segunda frente de atividade ilícita operando em paralelo.
  • Charles inicialmente negou sua identidade, mas cedeu diante da insistência dos policiais e acabou entregando ele mesmo o endereço onde guardava as drogas.
  • Ambos foram autuados e encaminhados à Delegacia Regional de Aracati; as autoridades capixabas foram notificadas, e Charles agora enfrenta acusações em dois estados.

Charles Paulino Batista tinha 25 anos e um mandado de prisão por homicídio expedido no Espírito Santo desde 2016. Para escapar, percorreu mais de dois mil quilômetros até Aracati, no litoral do Ceará, onde tentou reconstruir uma vida às margens da lei. A Polícia Militar local, monitorando movimentações ligadas ao tráfico na cidade, reconheceu seu rosto numa tarde comum — ele saía de um apartamento na rua Beni Carvalho quando foi abordado junto a outro homem que o aguardava numa motocicleta.

Num primeiro momento, Charles negou ser o procurado. Mas diante da insistência dos policiais, confessou — e foi além: admitiu guardar drogas no apartamento. Os militares foram ao endereço e encontraram cocaína em pó e em pasta base, sacos plásticos, uma balança de precisão e dinheiro em espécie. O local funcionava como ponto de distribuição.

O comparsa, Kayro César Galdino de Sousa, 30 anos, levou os policiais até sua própria residência, onde foram apreendidos 350 maços de cigarros importados sem documentação e materiais para montagem de cigarros. Em poucas horas, duas frentes de atividade ilícita haviam sido desmanteladas.

Charles foi autuado por tráfico de drogas e teve o mandado de prisão preventiva por homicídio cumprido; as autoridades capixabas foram comunicadas. Kayro responderá por descaminho. A fuga de cinco anos chegou ao fim numa cidade que ele provavelmente julgou pequena demais para ser vigiada.

Charles Paulino Batista tinha 25 anos e estava foragido há cinco. Desde 2016, seu nome figurava na lista dos mais procurados do Espírito Santo por homicídio. Ele havia percorrido mais de dois mil quilômetros — da cidade de Itapemirim, no interior capixaba, até Aracati, no litoral cearense — na esperança de desaparecer. Na tarde em que foi capturado, a Polícia Militar do Ceará o encontrou saindo de um apartamento na rua Beni Carvalho, prestes a encontrar-se com outro homem que o esperava em uma motocicleta. Os policiais do Comando de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas abordaram ambos.

Em um primeiro momento, Charles negou ser o procurado. Mas diante da insistência dos militares, confessou. Admitiu também que guardava cocaína em casa. Os policiais se dirigiram ao endereço que ele indicou e encontraram uma porção da droga em pó, outra em pasta base, sacos plásticos para embalagem, uma balança de precisão e dinheiro. O apartamento era um ponto de distribuição.

Seu comparsa, Kayro César Galdino de Sousa, 30 anos, foi levado a outro endereço onde morava. Ali os policiais encontraram 350 maços de cigarros importados sem qualquer documentação legal, além de caixas contendo papéis de seda usados para montar cigarros. A operação havia desmantelado duas frentes de atividade ilícita em poucas horas.

Os dois foram conduzidos à Delegacia Regional de Aracati com todo o material apreendido. Charles foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. O mandado de prisão preventiva pelo homicídio cometido no Espírito Santo foi cumprido, e as autoridades capixabas foram informadas de sua captura. Kayro responderá pelo crime de descaminho — a posse de mercadoria estrangeira sem documentação legal.

A prisão encerrou uma fuga de cinco anos. Charles havia deixado para trás um estado inteiro de investigadores, mas não conseguiu desaparecer em uma cidade pequena do Ceará. A polícia local, trabalhando com informações sobre movimentação de tráfico em Aracati, reconheceu o rosto que procuravam. Agora ele enfrenta acusações em dois estados.

Charles negou inicialmente ser o procurado, mas confessou envolvimento no crime quando confrontado
— Polícia Militar do Ceará
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que um homem procurado por homicídio no Espírito Santo acabou em Aracati, tão longe?

Model

Ele estava fugindo. Dois mil quilômetros é uma distância que oferece anonimato — quanto mais longe, mais difícil de ser rastreado. Aracati é uma cidade pequena, mas ainda assim oferecia a ilusão de desaparecimento.

Inventor

Como a polícia o identificou?

Model

Tinham informações sobre movimento de tráfico no local. Quando viram um homem saindo de um apartamento para encontrar alguém em uma motocicleta, reconheceram o padrão. Às vezes é assim — não é um grande trabalho de investigação, é observação de rotina que bate com um rosto na lista.

Inventor

E o outro homem, o Kayro, era traficante também?

Model

Não exatamente. Ele estava envolvido em contrabando de cigarros — 350 maços é quantidade comercial, não pessoal. Provavelmente eram parceiros em atividades ilícitas, mas em negócios diferentes. Charles vendia cocaína; Kayro movimentava mercadoria importada.

Inventor

Qual era o risco real que Charles representava?

Model

Ele era homicida foragido. Cinco anos na lista dos mais procurados significa que matou alguém e desapareceu. Agora estava envolvido em tráfico também. Não era apenas um criminoso — era um criminoso que já havia cruzado a linha da violência.

Inventor

O que acontece com ele agora?

Model

Enfrenta acusações em dois estados. Tráfico de drogas no Ceará, homicídio no Espírito Santo. A prisão preventiva pelo homicídio já estava em vigor. Ele não sai tão cedo.

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