Homem com 47 passagens mata ex-mulher com 16 tiros na Lapa, Rio

Mulher de 24 anos morta com 16 tiros; deixa dois filhos pequenos (bebê de 2 meses e menino de 4 anos) órfãos de mãe.
Cadeia é pouco para ele, disse a mãe da vítima
Beatriz, mãe de Sarah, expressou a impotência de ter alertado repetidamente sobre o perigo que o ex-marido representava.
Mark

Como é possível que alguém com dez ordens de prisão em aberto estivesse solto na cidade?

Mimi

Essa é a pergunta que fica. Silva estava foragido desde 2016 — mais de seis anos. A polícia não o localizou, ou não conseguiu localizá-lo.

Luke

Mas precisamos ser cuidadosos aqui. O texto não explica se houve buscas ativas, se ele estava em alguma lista de prioridades, ou se simplesmente desapareceu nos registros.

Mark

E quanto às agressões anteriores? A mãe sabia que ele era perigoso.

Mimi

Sabia, e tentou avisar. Mas Sarah não denunciou nem mesmo a facada no pescoço — foi internada, mas não registrou queixa formal.

Luke

Isso é importante: sem denúncia, não há registro oficial que pudesse ter acionado proteções legais ou medidas de restrição.

Mark

Então a família estava sozinha nessa proteção?

Mimi

Parece que sim. A mãe via o perigo, mas não havia mecanismo institucional respondendo.

Luke

E ainda assim, no momento do crime, a irmã estava lá e as crianças estavam em outro cômodo. Poderia ter sido muito pior.

Mark

Isso muda algo?

Mimi

Muda o que poderia ter acontecido, mas não muda o que aconteceu. Sarah está morta. Dois filhos perderam a mãe.

Luke

O que o texto não nos diz é se havia alguma medida de proteção em vigor, se havia algum tipo de monitoramento, ou se Silva simplesmente desapareceu do radar completamente.

  • Um homem foragido desde 2016, com dez ordens de prisão ignoradas, circulava livremente pela cidade enquanto ameaçava matar a ex-mulher — e ninguém o deteve.
  • A mãe da vítima havia alertado repetidamente sobre as agressões, incluindo uma facada no pescoço e ameaças explícitas de morte em videochamada, mas sentiu que seus avisos caíram no vazio.
  • Na madrugada do crime, o agressor saiu de sua casa no Morro dos Prazeres, chegou ao prédio da ex-mulher atirando e invadiu o apartamento, deixando dois filhos — um bebê de dois meses e um menino de quatro anos — órfãos de mãe.
  • Preso cerca de sete horas depois do crime, o acusado confessou o assassinato e indicou onde havia descartado a arma — mas a captura tardia não apaga a pergunta que persiste: por que ele ainda estava solto?
  • O caso expõe uma falha sistêmica grave: mandados de prisão acumulados sem cumprimento, denúncias familiares sem resposta e uma vítima que pagou com a vida a ineficiência do Estado.

Na madrugada de 26 de julho, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, uma jovem de 24 anos foi assassinada pelo ex-companheiro com 16 tiros dentro do próprio apartamento, diante da irmã e perto dos dois filhos pequenos. O autor do crime tinha 47 passagens pela polícia, dez mandados de prisão em aberto e vivia foragido há seis anos — uma trajetória que a família da vítima havia alertado às autoridades sem ser ouvida. O caso não é apenas um feminicídio: é o retrato de um sistema que, ao falhar em conter o perigo anunciado, tornou-se cúmplice silencioso da tragédia.

Queven da Silva e Silva tinha 26 anos e um histórico criminal que incluía 47 passagens pela polícia — por homicídio, roubo e tráfico — além de dez mandados de prisão em aberto. Estava foragido desde 2016. Na madrugada de 26 de julho, saiu do Morro dos Prazeres e foi até o apartamento de Sarah Pereira, sua ex-mulher de 24 anos, no bairro da Lapa, região central do Rio de Janeiro. Chegou atirando na frente do prédio, invadiu o imóvel e disparou 16 vezes contra ela. Sarah morreu no local, por volta das 4h20.

A irmã de Sarah presenciou os disparos e saiu ilesa. Os dois filhos do casal — uma bebê de dois meses e um menino de quatro anos — estavam em outro cômodo e não foram atingidos. A mãe de Sarah, Beatriz, não estava em casa no momento do ataque.

O histórico de violência era conhecido e documentado pela família. Silva havia agredido a ex-mulher diversas vezes, chegando a esfaqueá-la no pescoço em uma das ocasiões. Sarah foi hospitalizada, mas não registrou boletim de ocorrência. Dias antes do assassinato, durante uma videochamada, ele teria dito explicitamente que a mataria. Beatriz afirmou ter alertado repetidamente sobre o perigo, sem ser ouvida.

Silva foi capturado pela Polícia Militar cerca de sete horas após o crime, na Rua Almirante Alexandrino, em Santa Teresa. Confessou o assassinato e informou que havia chegado ao local de mototáxi e descartado a arma em um valão no Rio Comprido. Foi encaminhado à Delegacia de Homicídios do Rio.

"Ela tinha terminado, não queria mais nada com ele", disse Beatriz, expressando tanto a dor pela perda da filha quanto a indignação diante de um sistema que permitiu que um homem com múltiplos mandados de prisão permanecesse solto — até que fosse tarde demais.

Queven da Silva e Silva tinha 26 anos, 47 passagens pela polícia e dez mandados de prisão em aberto quando invadiu o apartamento de sua ex-mulher na madrugada de terça-feira, 26 de julho. Sarah Pereira, 24 anos, foi morta com 16 tiros no bairro da Lapa, região central do Rio de Janeiro, por volta das 4h20. Ele foi capturado pela Polícia Militar cerca de sete horas depois, na Rua Almirante Alexandrino em Santa Teresa, a aproximadamente quatro quilômetros do local do crime.

Silva e Pereira haviam terminado o relacionamento, mas compartilhavam dois filhos pequenos — uma bebê de dois meses e um menino de quatro anos. Sarah vivia com a mãe, Beatriz, uma irmã e as duas crianças em um prédio na esquina das ruas Riachuelo e Tadeu Kosciusco. No momento do ataque, a mãe não estava em casa. A irmã de Sarah presenciou os disparos mas saiu ilesa; as crianças estavam em outro cômodo e também não foram atingidas.

O histórico de violência entre os dois era conhecido pela família. Beatriz relatou que Silva havia agredido e ameaçado a ex-mulher repetidas vezes. Na agressão mais recente, ele a esfaqueou no pescoço. Sarah foi internada para tratamento, mas não registrou denúncia contra ele na polícia. Dias antes do homicídio, durante uma videochamada, Silva teria dito explicitamente que mataria a ex-mulher.

Na madrugada do crime, Silva saiu de sua casa no Morro dos Prazeres e chegou ao prédio de Pereira já disparando na frente do imóvel. Invadiu o apartamento, atirou contra ela e fugiu. Sarah morreu no local. De acordo com a Polícia Militar, Silva confessou o crime e informou que havia chegado de mototáxi. Ao deixar o local, jogou a arma em um valão no bairro do Rio Comprido.

O histórico criminal de Silva era extenso. Além das 47 passagens pela polícia, ele tinha registros por homicídio, roubo e tráfico de drogas. Estava foragido desde 2016 quando o crime foi cometido. Ele foi levado à Delegacia de Homicídios do Rio, responsável pela investigação do caso.

Beatriz, mãe de Sarah, expressou a sensação de impotência que precedeu a tragédia. Ela disse ter alertado repetidamente sobre o perigo que o ex-marido representava, mas sentiu que ninguém a ouviu. "Ela tinha terminado, não queria mais nada com ele. Cadeia é pouco para ele", disse, referindo-se tanto ao fim do relacionamento quanto à inadequação da punição que imaginava para o crime. O caso deixa dois filhos pequenos órfãos de mãe e expõe as fraturas no sistema de segurança pública que permitiram que um homem com múltiplos mandados de prisão em aberto permanecesse circulando pela cidade.

Ela tinha terminado, não queria mais nada com ele. Cadeia é pouco para ele.
— Beatriz, mãe de Sarah Pereira
Eu sempre falava, mas hoje em dia ninguém escuta ninguém.
— Beatriz, mãe de Sarah Pereira
Contattaci Domande frequenti