Halsey faz estreia teatral no palco Mundo do Rock in Rio sob chuva

Amo ver mulheres sendo sensuais e livres
Halsey se dirigiu ao público durante o show, expressando sua admiração pelas mulheres presentes.
Mark

Por que um show de Halsey no último dia do Rock in Rio merecia cobertura? Não é só mais um artista passando pelo festival?

Mimi

Porque ela fez algo que poucos fazem naquele palco — transformou a apresentação em um manifesto visual e sonoro. Não era apenas cantar hits. Era teatro, era política, era arte.

Luke

Mas quantas pessoas estavam lá? A reportagem diz que o público era menor do que o de outros artistas naquele dia. Isso importa para a história?

Mimi

Importa, sim. Significa que nem todos foram, mas os que foram saíram vidrados. A qualidade da experiência não é medida só por números.

Mark

Ela fez algo específico que marcou o show? Algo que as pessoas vão lembrar?

Mimi

Vários momentos. Em "Dog Years", apareceu com uma corrente no pescoço, presa a padrões, e depois se soltava. Em "Gasoline", estava em meio a chamas. Cada canção tinha uma encenação.

Luke

Essas são interpretações da reportagem ou ela explicou o significado desses elementos?

Mimi

A reportagem interpreta. Halsey não aparece explicando. Mas a intenção dela de fazer da arte um manifesto está clara nas falas que ela deu.

Mark

E quanto à música em si? Ela tocou bem?

Mimi

Mostrou versatilidade. Transitou entre rock, pop, synthpop, eletrônico. Tocou guitarra em uma música. A voz foi o destaque — drives de rock, falsetes de pop.

Luke

A reportagem diz que ela "mostrou o poder da sua voz", mas não dá exemplos técnicos. Como sabemos que foi realmente bom?

Mimi

Pela reação do público. Quando desceu para cantar com os fãs, foram abraçados e cantaram junto. Isso fala.

Mark

Qual foi o momento mais forte do show?

Mimi

Provavelmente o encerramento. "Lonely is the Muse", com o rosto simulando sangue no nariz, comparando sua dor à de Jesus. O público respondeu vibrando e cantando alto.

  • A chuva persistente na Barra da Tijuca não esvaziou o palco Mundo: o público menor do que o habitual permaneceu completamente absorvido durante 1h15 de apresentação.
  • Halsey abriu com sua fase mais roqueira e foi expandindo o território — rock, pop alternativo, synthpop e experimentalismo — sem deixar o fio narrativo escapar.
  • O show ultrapassou a música: projeções, correntes, chamas e um rosto simulando sangue transformaram cada canção em cena de um manifesto visual sobre liberdade e dor.
  • Ao descer para o meio do público e declarar seu amor por mulheres, a artista converteu o espaço do festival em algo próximo de um ato político e afetivo.
  • O encerramento com 'Lonely is the Muse' — rosto ensanguentado, alusão à cruz — selou a noite como uma provocação artística que o público respondeu cantando em uníssono sob a chuva.

Na noite de encerramento do Rock in Rio, sob uma chuva que não arrefeceu o ânimo do público, Halsey transformou o palco Mundo em um espaço de manifesto artístico e pessoal. A cantora norte-americana Ashley Frangipane, conhecida por transitar entre gêneros e identidades, confirmou naquele domingo molhado na Barra da Tijuca que a arte ao vivo ainda é capaz de unir vulnerabilidade e espetáculo em um único gesto. Sua estreia no festival foi menos um show e mais uma declaração sobre o que significa persistir — na música, no corpo e no mundo.

A chuva caía sobre a Barra da Tijuca quando Halsey subiu ao palco Mundo, às 21h35 do domingo de encerramento do Rock in Rio. Ashley Nicolette Frangipane — nome oficial da artista revelada em 2015 com 'Badlands' — chegava para sua estreia no festival com um show que duraria até as 22h50 e que, desde os primeiros acordes, deixou claro que não se trataria de uma apresentação convencional.

O setlist percorreu fases distintas de sua carreira sem se prender a nenhuma delas. De 'Castle' e 'I'm not a woman, I'm a god' ao pop mais suave de 'You should be sad', passando por momentos eletrônicos e experimentais, Halsey demonstrou a versatilidade que lhe rendeu uma indicação ao Grammy. Em 'You asked for this', pegou uma guitarra e tocou, reafirmando sua condição de multiartista.

Mas o que diferenciou a noite foi o uso do palco como espaço de manifesto. Em 'Dog Years', uma projeção de igreja acompanhou a imagem dela acorrentada — e sua libertação ao fim da faixa arrancou reação imediata do público. O álbum 'The Great Impersonator', de 2024, deu substância conceitual à cenografia, e 'The End' trouxe à tona sua luta pessoal pela saúde com uma intensidade que já havia marcado o lançamento do disco.

Quando desceu para cantar entre os fãs, Halsey declarou seu amor por mulheres com palavras diretas e afetivas, transformando o momento em algo entre confissão e manifesto. O encerramento, com 'Gasoline' em meio a chamas e 'Lonely is the Muse' com o rosto simulando sangue — uma alusão à dor de Jesus na cruz —, fechou a noite como uma provocação que o público, sob a chuva persistente, respondeu cantando em alto e bom som.

A chuva caía sobre a Barra da Tijuca quando Halsey subiu ao palco Mundo do Rock in Rio na noite de encerramento do festival. Eram 21h35 de um domingo molhado na zona sudoeste do Rio, e a cantora norte-americana começava sua estreia naquele espaço com uma apresentação que misturava irreverência e controle absoluto do palco. O show se estenderia até as 22h50, com um público menor do que o de outros artistas daquele último dia, mas completamente absorvido pelo que via.

Ashley Nicolette Frangipane — nome oficial da artista — ganhou projeção em 2015 com o álbum "Badlands", que lhe rendeu uma indicação ao Grammy. Desde então, lançou "Hopeless Fountain Kingdom", "Manic", "If I Can't Have Love, I Want Power" e "The Great Impersonator", cada um marcando uma fase distinta de sua trajetória. Naquela noite, ela não se prendeu a um único estilo. Transitou entre rock, pop alternativo, synthpop, eletrônico e experimentalismo, mostrando uma versatilidade que justificava sua indicação ao prêmio da Academia.

O setlist começou com "Castle" e "I'm not a woman, I'm a god", estabelecendo logo de saída sua fase roqueira. Depois veio "You should be sad", onde ela revelou seu lado pop com uma sonoridade mais suave, apostando em falsetes e drives típicos do rock. Mas o show não era apenas música. Halsey transformou o palco em um espaço de manifesto visual. Em "Dog Years", uma projeção mostrou a imagem de uma igreja no telão enquanto ela aparecia com uma corrente no pescoço, como se estivesse presa a padrões sociais. Ao final da faixa, se soltava, e o público vibrava em consonância com a performance. Em "You asked for this", pegou uma guitarra e tocou, reafirmando sua condição de multiartista.

O álbum "The Great Impersonator", lançado em 2024, trouxe um conceito em que Halsey assumia referências visuais e sonoras de diferentes artistas históricos — um momento de profunda reflexão pessoal que nasceu de uma fase experimental. Naquela noite, essa abordagem conceitual ganhou corpo através dos elementos cenográficos que pontuavam toda a apresentação. A canção "The End" explorava sua luta pela vida e pela saúde, mostrando um lado mais pessoal que havia gerado bastante repercussão quando do lançamento.

Quando desceu para cantar com os fãs, Halsey se misturou à multidão, que a abraçou e cantou junto. A interação foi intensa. "Preciso contar uma coisa: é uma coisa boa eu estar aqui, porque algumas das mulheres mais bonitas que eu já vi na minha porra de vida estão aqui agora", disse ela. "Vocês sabem o que eu amo mais do que qualquer coisa no mundo inteiro? Mulheres. Eu amo mulheres. Amo observar mulheres, amo ver mulheres tendo sucesso, amo ver mulheres se divertindo. Amo ver mulheres sendo sensuais e livres." A declaração ecoou entre os presentes.

Nas últimas músicas, cantou "Hurricane" seguida de "Lie". Depois veio "Gasoline", onde apareceu em meio a chamas no palco, fazendo a multidão ficar vidrada durante a encenação. Para fechar, escolheu "Lonely is the Muse". Com o rosto simulando o nariz sangrando, comparava sua dor na indústria da música à dor de Jesus na cruz. O público vibrou e cantou em alto e bom som, respondendo à provocação artística com a energia que ela havia construído ao longo de uma hora e quinze minutos sob a chuva persistente.

Preciso contar uma coisa: é uma coisa boa eu estar aqui, porque algumas das mulheres mais bonitas que eu já vi na minha porra de vida estão aqui agora. Vocês sabem o que eu amo mais do que qualquer coisa no mundo inteiro? Mulheres. Eu amo mulheres.
— Halsey, durante o show
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