No Salão do Automóvel de Pequim, a montadora chinesa GWM revelou ao mundo uma combinação tecnológica inédita: um motor híbrido plug-in capaz de rodar com etanol, instalado no robusto Tank 300 que chega ao Brasil por R$ 342 mil. A decisão de descontinuar a versão a gasolina não é apenas uma atualização de linha — é um sinal de que a eletrificação deixou de ser promessa e passou a ser o presente da marca em solo brasileiro. Num mercado onde flex e eletrificação raramente se encontram, a GWM escolheu o Tank 300 como palco para essa convergência histórica.
GWM Tank 300 chega ao Brasil com motor híbrido plug-in flex por R$ 342 mil
Todos os carros do estoque já são flex
Por que a GWM escolheu descontinuar completamente a versão a gasolina do Tank 300? Parece uma decisão arriscada para um mercado que ainda não está totalmente convencido de híbridos.
Não é tanto risco quanto reconhecimento de onde o mercado está indo. A empresa já tinha desenvolvido essa tecnologia desde 2024, então não é improviso. E R$ 3 mil de diferença de preço é praticamente nada — mostra que a tecnologia já está madura o suficiente para não custar caro.
Mas por que o Tank 300 e não o Haval H6, que era o plano original?
Complexidade. O H6 tem várias versões de híbrido — plug-in e híbrido pleno em diferentes configurações. Migrar tudo isso de uma vez seria um pesadelo logístico. O Tank 300 é simples: uma configuração, uma motorização. Perfeito para testar a tecnologia em escala.
Esse motor 2.0 turbo flex com 75 quilômetros de autonomia elétrica — é suficiente para o uso real das pessoas?
Para a maioria dos trajetos urbanos, sim. A maioria das pessoas não dirige 75 quilômetros todos os dias. Mas o ponto é que você não fica preso se precisar sair da cidade. O motor a gasolina está lá. É o melhor dos dois mundos, pelo menos por enquanto.
O design do Tank 300 parece estar olhando para trás — Jeep Wrangler, Land Rover Defender. Por que essa nostalgia?
Porque funciona. Esses carros têm décadas de história e reconhecimento. As pessoas sabem o que esperar de um 4x4 com essa linguagem visual. A GWM está dizendo: somos robustos, somos capazes, somos confiáveis. Não é nostalgia, é comunicação clara.
E os recursos off-road — bloqueio central, diferenciais traváveis, piloto automático adaptativo — isso é realmente necessário em um carro que vai rodar principalmente em cidade?
Provavelmente não para a maioria dos donos. Mas é o que diferencia um 4x4 de verdade de um SUV que apenas parece robusto. E no Brasil, onde você tem desde asfalto perfeito até ruas completamente destruídas, esses recursos fazem diferença real. Além disso, é marketing — mostra que o carro foi pensado de verdade.
The Pulse
- O Tank 300 torna-se o primeiro veículo do mundo a combinar motor híbrido plug-in com tecnologia flex, unindo dois mundos que raramente se cruzam na indústria automotiva.
- A versão a gasolina foi silenciosamente aposentada: não há mais estoque do modelo convencional, e todos os exemplares agora saem da fábrica com a nova motorização.
- A escolha pelo Tank 300 como veículo pioneiro — e não pelo Haval H6, como havia sido anunciado — revela os bastidores de uma transição calculada para evitar complexidade produtiva.
- Com até 75 km de autonomia elétrica pura e motor 2.0 turbo como respaldo, o SUV oferece uma proposta pragmática para quem precisa de versatilidade urbana sem abrir mão do alcance em viagens longas.
- A eletrificação da linha GWM no Brasil deixa de ser uma promessa de 2024 e se materializa como realidade comercial a R$ 342 mil — apenas R$ 3 mil acima do modelo que substitui.
No Salão do Automóvel de Pequim, a montadora chinesa GWM revelou ao mundo uma combinação tecnológica inédita: um motor híbrido plug-in capaz de rodar com etanol, instalado no robusto Tank 300 que chega ao Brasil por R$ 342 mil. A decisão de descontinuar a versão a gasolina não é apenas uma atualização de linha — é um sinal de que a eletrificação deixou de ser promessa e passou a ser o presente da marca em solo brasileiro. Num mercado onde flex e eletrificação raramente se encontram, a GWM escolheu o Tank 300 como palco para essa convergência histórica.
Durante o Salão do Automóvel de Pequim, a GWM apresentou uma versão inédita do Tank 300 equipada com motor híbrido plug-in flex — a primeira combinação desse tipo já vista num automóvel de série. O veículo chega ao Brasil por R$ 342 mil, apenas R$ 3 mil acima da versão anterior a gasolina, que foi descontinuada. Não existe mais estoque do modelo convencional: a transição é total.
A estreia dessa tecnologia no Tank 300, e não no Haval H6 como havia sido anunciado em 2024, foi uma escolha deliberada. Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais da GWM Brasil, explicou que o H6 possui múltiplas configurações híbridas, o que tornaria a migração muito mais complexa. O Tank 300, vendido em configuração única no país, permitiu uma transição mais direta.
Mecanicamente, o conjunto une um motor 2.0 turbo a gasolina a um sistema elétrico com até 75 km de autonomia pura — suficiente para a maioria dos trajetos urbanos, com o motor a combustão disponível para viagens mais longas. A proposta não é radical: é pragmática.
O SUV mantém sua identidade robusta, construído sobre chassi e carroceria separados, com tração 4x4, bloqueios de diferencial dianteiro e traseiro, piloto automático adaptativo para off-road e uma central multimídia que exibe inclinômetro, bússola, altitude e ângulos de inclinação. O design dialoga abertamente com ícones do segmento — Jeep Wrangler, Land Rover Defender e até o Ford Bronco aparecem como referências visuais.
Com 22,2 cm de altura livre do solo, entrada de ar elevada e suspensão calibrada para terrenos irregulares, o Tank 300 híbrido flex fecha um ciclo que a GWM havia anunciado há dois anos. A eletrificação da marca no Brasil não é mais uma direção futura — é o modelo que está nas concessionárias agora.
A GWM apresentou neste sábado, durante o Salão do Automóvel de Pequim, uma versão inédita do Tank 300 equipada com motor híbrido plug-in flex — a primeira combinação desse tipo no mundo. O veículo chega ao mercado brasileiro por R$ 342 mil, apenas R$ 3 mil acima da versão anterior movida exclusivamente a gasolina, que custava R$ 339 mil. A mudança marca um ponto de inflexão na estratégia da montadora chinesa: não há mais estoque do Tank 300 com motor convencional. Todos os exemplares agora saem da fábrica com a nova tecnologia.
A decisão de estrear essa motorização no Tank 300, e não no Haval H6 como havia sido anunciado em 2024, reflete cálculos práticos sobre complexidade produtiva. Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais e governamentais da GWM Brasil, explicou que o H6 oferece múltiplas configurações de híbridos — tanto plug-in quanto híbrido pleno — o que tornaria a transição muito mais intrincada. O Tank 300, vendido em uma única configuração no Brasil, permitiu uma migração mais limpa para a nova tecnologia.
O conjunto mecânico combina um motor 2.0 turbo a gasolina com um sistema elétrico capaz de rodar até 75 quilômetros em modo totalmente elétrico, sem consumir combustível. Essa autonomia elétrica pura oferece flexibilidade para trajetos urbanos curtos, enquanto o motor a combustão garante alcance para viagens mais longas. A proposta é pragmática: não é um carro puramente elétrico, mas também não depende exclusivamente de gasolina.
O Tank 300 mantém sua identidade visual robusta, construído sobre chassi e carroceria separados — uma configuração que torna o conjunto mais firme e resistente, especialmente em terrenos acidentados. O design referencia modelos clássicos do segmento: o estepe traseiro sem cobertura remete ao Jeep Wrangler, as lanternas traseiras lembram o Land Rover Defender 90, enquanto os faróis redondos e os parabarros buscam inspiração em aventureiros da Jeep e Mercedes Classe G. Até os faróis, embora circulares, trazem listras iluminadas que ecoam o Ford Bronco.
No uso fora de estrada, o Tank 300 oferece recursos sofisticados para seu segmento. Um bloqueio central distribui a força do motor para as rodas traseiras, e é possível travar os diferenciais dianteiro e traseiro para reforçar o desempenho 4x4 em terrenos difíceis. O veículo conta com piloto automático adaptativo desenvolvido especificamente para off-road e uma interface na central multimídia que exibe dados como inclinômetro, bússola, pressão atmosférica, altitude, ângulo de esterço e inclinação longitudinal e lateral.
A altura livre do solo de 22,2 centímetros e a suspensão calibrada para absorver solavancos — tanto em trilhas quanto em asfalto irregular — completam o pacote. A entrada de ar do motor é elevada, ideal para enfrentar ruas alagadas. Tudo isso sem sacrificar a estabilidade, mesmo em superfícies acidentadas.
A chegada dessa motorização não surpreende quem acompanha a GWM. Desde 2024, a empresa havia anunciado o desenvolvimento de seu primeiro motor híbrido flex, sinalizando a direção que pretendia seguir. Agora, com o Tank 300 recebendo essa tecnologia e a versão convencional saindo de linha, fica claro que a eletrificação não é mais uma promessa futura — é a realidade presente da marca no Brasil.
Notable Quotes
No H6 você tem híbrido plug-in e híbrido pleno em mais de uma configuração, o que aumenta a complexidade da transição do modelo— Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais e governamentais da GWM Brasil
Todos os carros do estoque já são flex— Ricardo Bastos, GWM Brasil