Numa Europa que acelera a sua transição energética, a portuguesa Greenvolt assegurou 218 milhões de euros junto do UniCredit para construir dois dos maiores sistemas de armazenamento em baterias da Polónia. Os projetos de Ełk e Turośń Kościelna, com uma capacidade combinada de 400 MW e 1,6 GWh, representam não apenas infraestrutura técnica, mas uma aposta coletiva na estabilidade e soberania energética de um continente em transformação. O financiamento, que combina linhas-ponte e garantias, é também um sinal de que o capital institucional reconhece o armazenamento de energia como alicerce inco
Greenvolt assegura 218 milhões em financiamento para baterias na Polónia
O armazenamento deixou de ser apenas tecnologia emergente
Porque é que este financiamento importa agora, neste momento específico?
Porque a Polónia está a tentar descarbonizar a sua rede elétrica rapidamente, e as baterias são a peça que faltava. Sem armazenamento, a energia renovável é instável. Com 400 MW de capacidade, estes dois projetos mudam a equação.
Mas quanto deste financiamento já estava comprometido antes? Isto é novo dinheiro ou é a formalização de algo que já estava acordado?
Os projetos já estão em construção — um foi inaugurado em julho. Porque é que o financiamento chega agora?
Porque a construção é uma coisa, mas depois precisa de dinheiro para operar, para manutenção, para escalar. O UniCredit está a dizer: confiamos que isto vai funcionar e vai gerar retorno.
E o UniCredit tem experiência em projetos de energia na Europa Central? Ou é um salto de fé?
A Greenvolt é uma empresa portuguesa. Porque é que está a investir tudo isto na Polónia?
Porque a Polónia tem espaço, tem rede elétrica que precisa de modernização, e tem regulação que permite este tipo de projetos. É um mercado em desenvolvimento para armazenamento.
E quanto à concorrência? Há outras empresas a fazer o mesmo na Polónia, ou a Greenvolt é praticamente sozinha nisto?
Qual é o tamanho real destes projetos no contexto europeu?
400 MW é significativo. Não é o maior do mundo, mas para a Polónia é transformador. Coloca a Greenvolt numa posição estratégica na Europa Central.
Mas o comunicado diz que são "entre os maiores" da Polónia. Quantos projetos de armazenamento em baterias existem lá? Qual é o ranking real?
Le Pouls
- A Europa Central e de Leste enfrenta uma pressão crescente para integrar renováveis sem comprometer a estabilidade das redes elétricas — e a Polónia é um dos palcos mais exigentes dessa tensão.
- A Greenvolt responde com dois projetos BESS de escala industrial no nordeste polaco, cada um com 200 MW e 800 MWh, que figuram entre os maiores do país.
- O UniCredit mobilizou 218 milhões de euros — 153 milhões em linhas-ponte e 65 milhões em garantias — para transformar esses projetos em ativos operacionais concretos.
- Turośń Kościelna foi inaugurado em julho de 2026; Ełk deverá entrar em operação comercial ainda no quarto trimestre, aproximando a Greenvolt do estatuto de referência europeia em infraestrutura verde.
- O financiamento é lido pela liderança da empresa e do banco como prova de que o armazenamento de energia deixou de ser tecnologia emergente para se tornar pilar estratégico da descarbonização europeia.
Numa Europa que acelera a sua transição energética, a portuguesa Greenvolt assegurou 218 milhões de euros junto do UniCredit para construir dois dos maiores sistemas de armazenamento em baterias da Polónia. Os projetos de Ełk e Turośń Kościelna, com uma capacidade combinada de 400 MW e 1,6 GWh, representam não apenas infraestrutura técnica, mas uma aposta coletiva na estabilidade e soberania energética de um continente em transformação. O financiamento, que combina linhas-ponte e garantias, é também um sinal de que o capital institucional reconhece o armazenamento de energia como alicerce incontornável do futuro renovável.
A Greenvolt fechou um acordo de 218 milhões de euros com o UniCredit para financiar dois grandes projetos de armazenamento em baterias no nordeste da Polónia. O pacote divide-se em 153 milhões em linhas-ponte e 65 milhões em garantias — uma estrutura que reflete a confiança do mercado financeiro na solidez da empresa e na relevância dos projetos.
As instalações de Ełk e Turośń Kościelna terão, em conjunto, 400 MW de potência e 1,6 GWh de capacidade de armazenamento, colocando-as entre as maiores do género no país. Turośń Kościelna foi inaugurada em julho de 2026; Ełk deverá seguir-se no último trimestre do ano. Quando ambas estiverem operacionais, contribuirão para flexibilizar a rede elétrica polaca e facilitar a absorção de energia renovável.
João Manso Neto, CEO da Greenvolt, sublinhou que o acesso a parceiros financeiros robustos é decisivo para converter projetos em ativos que gerem valor duradouro. Do lado do UniCredit, Lazar Nikolic enquadrou a operação num compromisso mais amplo com a transição energética na Europa Central e de Leste, afirmando que o armazenamento de energia é hoje um pilar da descarbonização e não apenas uma promessa tecnológica.
A Greenvolt fechou um acordo de financiamento de 218 milhões de euros com o UniCredit para dois dos maiores projetos de armazenamento em baterias da Polónia. O pacote inclui 153 milhões em linhas de financiamento-ponte e 65 milhões em garantias, um sinal de confiança das instituições financeiras nas capacidades da empresa e na qualidade dos projetos que desenvolve.
Os dois projetos, localizados no nordeste polaco, chamam-se Ełk e Turośń Kościelna. Juntos, terão uma capacidade combinada de 400 MW de potência e 1,6 GWh de armazenamento. Cada instalação individual contará com 200 MW de potência e 800 MWh de capacidade. Estes números colocam os projetos entre os maiores sistemas de armazenamento em baterias do país.
O projeto de Turośń Kościelna foi oficialmente inaugurado em julho de 2026. Ełk deverá entrar em operação comercial no quarto trimestre deste ano. Quando ambos estiverem a funcionar, deverão contribuir significativamente para aumentar a flexibilidade da rede elétrica polaca, facilitar a integração de fontes de energia renovável e reforçar a segurança energética nacional.
João Manso Neto, CEO do Grupo Greenvolt, descreveu o financiamento como reflexo da confiança que as principais instituições financeiras depositam na empresa. Sublinhou que o acesso a parceiros financeiros sólidos é essencial para transformar a carteira de projetos em ativos operacionais que criem valor a longo prazo, enquanto a Greenvolt continua a concretizar um dos maiores projetos de armazenamento de energia em baterias da Europa.
Lazar Nikolic, Managing Director e Head of Infrastructure & Export Finance CEE do UniCredit, posicionou o armazenamento de energia como um pilar fundamental da descarbonização europeia e da estabilidade da rede, deixando de ser apenas uma tecnologia emergente. Nikolic destacou que a operação evidencia a parceria entre UniCredit e Greenvolt em toda a Europa e reforça o compromisso estratégico do banco com o financiamento de infraestruturas verdes essenciais e com a aceleração da transição energética, não apenas na Polónia, mas em toda a Europa Central e de Leste.
Citations marquantes
O acesso a parceiros financeiros sólidos é essencial para transformar esta carteira de projetos em ativos operacionais que criem valor a longo prazo— João Manso Neto, CEO do Grupo Greenvolt
O armazenamento de energia já não é apenas uma tecnologia emergente – é um pilar fundamental da descarbonização da Europa e da estabilidade da rede— Lazar Nikolic, UniCredit