Granizo causa destelhamentos em cerca de 300 casas em Seberi

Uma família (duas pessoas) em Frederico Westphalen ficou desalojada e está na residência de familiares; até o momento não há registro de feridos.
Passamos a noite distribuindo lonas enquanto contávamos os danos
O coordenador de Defesa Civil de Seberi descreve as horas imediatamente após o granizo.
Mark

Por que Seberi foi tão mais afetada que as outras cidades?

Mimi

O coordenador não explicita isso no relato, mas a diferença é clara — 300 casas contra 12 em Frederico Westphalen e 8 em Coronel Bicaco. Pode ser geografia, pode ser que os dois episódios de granizo tenham atingido a cidade de forma mais concentrada.

Luke

Exatamente. Sabemos que houve dois episódios, mas não sabemos se ambos atingiram Seberi com a mesma intensidade ou se um foi muito mais severo que o outro. A projeção de 300 casas também é uma estimativa — o levantamento ainda estava em andamento.

Mark

E quanto aos desabrigados? Só uma família em Frederico Westphalen?

Mimi

Até o momento do relato, sim. Mas é importante notar que em Seberi não havia desabrigados registrados até as 8h — as pessoas estavam usando lonas para proteger suas casas e permanecer nelas. Isso é diferente de estar sem teto.

Luke

Verdade, mas também é um cenário frágil. Se chover novamente, se o telhado ceder mais, a situação muda rapidamente. O relato é um retrato de um momento específico.

Mark

Qual é o próximo passo para Seberi?

Mimi

O decreto de emergência que Sbiacheski acredita ser necessário. Isso abre caminho para ajuda estadual ou federal, para conseguir as 15 mil telhas que ele projeta serem necessárias.

Luke

Projeta é a palavra certa. Ele ainda estava fazendo o levantamento. Pode ser mais, pode ser menos. E o decreto de emergência não é automático — depende de aprovação política.

  • Duas ondas de granizo em uma única noite destruíram cerca de 300 telhados em Seberi, deixando famílias a cobrir suas casas com lonas sob a chuva de gelo.
  • A escala dos danos supera a capacidade de resposta local: o coordenador da Defesa Civil estima a necessidade de 15 mil telhas e considera inevitável o decreto de situação de emergência.
  • Cidades vizinhas — Frederico Westphalen, Coronel Bicaco e Palmeira das Missões — também registraram destelhamentos e perdas em lavouras de trigo e milho, ampliando o raio de impacto da tempestade.
  • Uma família desalojada em Frederico Westphalen encontrou abrigo na casa de parentes; até a manhã seguinte, nenhum ferido havia sido registrado em toda a região.
  • A Defesa Civil de Seberi distribuiu lonas no saguão da prefeitura e orientou moradores a buscar atendimento, enquanto o levantamento completo dos danos ainda estava em curso.

Na noite de quinta-feira e madrugada de sexta-feira, duas ondas de granizo varreram o Norte do Rio Grande do Sul, lembrando às comunidades da região como a natureza pode, em minutos, desfazer o que levou anos para ser construído. Seberi concentrou os danos mais graves — cerca de 300 telhados destruídos, 15 mil telhas necessárias e a iminência de um decreto de emergência —, enquanto cidades vizinhas como Frederico Westphalen, Coronel Bicaco e Palmeira das Missões também contabilizavam perdas, cada uma a seu modo. Nenhuma vida foi perdida, mas a vulnerabilidade das famílias diante da força do clima ficou exposta com clareza.

Duas ondas de granizo varreram o Norte do Rio Grande do Sul na noite de quinta-feira e na madrugada de sexta-feira, deixando telhados destruídos e famílias correndo para proteger suas casas com lonas antes que o gelo voltasse a cair. Em Seberi, o impacto foi o mais severo: a Defesa Civil municipal estima que cerca de 300 residências foram atingidas pelos dois episódios — o primeiro por volta das 21h30min e o segundo às 2h da manhã.

Gilmar Sbiacheski, coordenador municipal de Defesa Civil, passou a noite distribuindo lonas e mapeando os danos. As localidades de Linha Nova, Progresso e Chico Domingos foram as mais afetadas, mas bairros como Santo Antônio, Independente e Cohab também registraram destelhamentos expressivos. Até as 8h da manhã, não havia feridos, desabrigados ou desalojados — as pessoas permaneceram em suas casas, protegidas pelas lonas. A distribuição continuou pela manhã no saguão da prefeitura. Sbiacheski acredita que o município precisará decretar situação de emergência e estima a necessidade de cerca de 15 mil telhas para cobrir os danos imediatos.

O granizo não poupou a região. Em Frederico Westphalen, 12 residências foram danificadas e uma família de duas pessoas no bairro São Cristóvão ficou desalojada, encontrando abrigo na casa de parentes. O coordenador local observou que as casas mais atingidas estavam nos bairros mais carentes. Em Coronel Bicaco, pelo menos oito residências foram afetadas, com o distrito de Campo Santo sendo o mais atingido. Já em Palmeira das Missões, o granizo foi breve — cerca de cinco minutos —, causou poucos danos às casas, mas deixou perdas significativas nas lavouras de trigo e milho da zona rural. Em Passo Fundo, dois episódios foram registrados durante a noite, sem danos estruturais às residências.

Enquanto Seberi se prepara para um possível decreto de emergência e negocia a reposição de milhares de telhas, as cidades vizinhas seguem avaliando seus próprios prejuízos — todas diante da mesma realidade: o granizo destruiu em minutos o que levou anos para ser construído.

Duas ondas de granizo varreram cidades do Norte do Rio Grande do Sul na noite de quinta-feira e na madrugada de sexta-feira, deixando um rastro de telhados destruídos e famílias apressadas para cobrir suas casas com lonas antes que a chuva de gelo voltasse. Em Seberi, o impacto foi particularmente severo: a Defesa Civil municipal projeta que cerca de 300 casas tiveram seus telhados danificados pelos dois episódios — o primeiro por volta das 21h30min e o segundo às 2h da manhã.

Gilmar Sbiacheski, coordenador municipal de Defesa Civil de Seberi, passou a noite distribuindo lonas enquanto tentava mapear a extensão dos danos. As localidades de Linha Nova, Progresso e Chico Domingos foram as mais atingidas, mas os bairros Santo Antônio, Independente e Cohab também registraram destelhamentos significativos. Até as 8h da manhã, não havia relatos de feridos, desabrigados ou desalojados — as pessoas permaneceram em suas casas e usaram as lonas para proteger telhados e móveis. A distribuição de lonas continuou pela manhã no saguão da prefeitura, e Sbiacheski orientou os afetados a procurarem o local ou ligarem para a Defesa Civil no número (55) 997343581.

O coordenador acredita que o município precisará decretar situação de emergência para conseguir ajuda adequada. Sua estimativa é de que serão necessárias cerca de 15 mil telhas apenas para cobrir os danos imediatos. A escala do evento — mais de 300 casas atingidas em uma única noite — coloca Seberi em uma posição de vulnerabilidade que vai além da capacidade de resposta local.

O granizo não poupou outras cidades da região. Em Frederico Westphalen, dois episódios de granizo entre quinta-feira à noite e sexta-feira de madrugada danificaram cerca de 12 residências, conforme levantamento da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros até as 9h. Robson Brizola, coordenador da Defesa Civil local, observou que as casas mais afetadas estavam nos bairros mais carentes. Uma família de duas pessoas no bairro São Cristóvão ficou desalojada e precisou se abrigar na casa de parentes.

Em Coronel Bicaco, o granizo danificou o telhado de pelo menos oito residências, com o distrito de Campo Santo sendo a região mais atingida. A Defesa Civil municipal distribuiu lonas e continuava levantando os estragos. Em Palmeira das Missões, a chuva de granizo foi intensa mas breve — cerca de cinco minutos — e ocorreu principalmente na zona rural, nas localidades de Esquina Scherer e Bom Retiro, na divisa com Condor. Vergilio Matias, coordenador municipal de Defesa Civil, relatou que as pedras eram pequenas e não causaram grandes danos às residências, mas as lavouras de trigo e milho sofreram perdas significativas.

Em Passo Fundo, dois episódios de queda de granizo foram registrados — um por volta das 23h no bairro São José, com curta duração, e outro por volta das 2h30min que atingiu diversas regiões do município. A Defesa Civil de Passo Fundo não registrou danos estruturais em residências. Enquanto Seberi se prepara para um possível decreto de emergência e negocia a reposição de milhares de telhas, as cidades vizinhas continuam avaliando seus próprios prejuízos, cada uma enfrentando a mesma pergunta: como recuperar o que o granizo destruiu em minutos.

Ainda estamos realizando o levantamento, mas passamos por dois episódios de granizo. O primeiro por volta das 21h30min e o segundo às 2h
— Gilmar Sbiacheski, coordenador municipal de Defesa Civil de Seberi
Tivemos um número elevado de casas afetadas e para ajudá-los precisamos de cerca de 15 mil telhas
— Gilmar Sbiacheski
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