Na 30ª rodada do Brasileirão, o Vasco não passou de um empate diante do Remo, numa noite em que a posse de bola abundante não se traduziu em efetividade. O confronto revelou as limitações de um elenco dividido entre o campeonato nacional e a ambição continental — com o técnico Pedro Emanuel já de olho na semifinal da Sul-Americana contra o Boca. Quando a bola não entra, as escolhas táticas e os erros individuais ganham um peso que nenhuma estatística de posse consegue aliviar.
Gómez e Thiago Mendes têm piores atuações em empate fraco do Vasco contra Remo
Desconcentrado em campo, não conseguiu aparecer e influenciar o jogo
Por que o Vasco não conseguiu vencer um time que estava tão fechado defensivamente? Tinha a bola, tinha chances.
Porque o Remo fez exatamente o que precisava fazer — fechou bem e o Vasco não tinha criatividade suficiente para quebrar aquele bloqueio. Quando tinha a bola, não sabia o que fazer com ela.
Mas espera — o técnico rodou o elenco pensando no Boca. Então talvez não fosse para vencer mesmo. Isso muda a leitura do jogo.
Verdade. Pedro Emanuel claramente priorizou a Sul-Americana. Mas mesmo assim, Gómez e Thiago Mendes tiveram chances reais e não aproveitaram.
Gómez perdeu a chance nos acréscimos. Thiago Mendes tentou cavar pênalti. Parecem decisões ruins, não só falta de técnica.
Exatamente. Gómez prendeu demais a bola, conduzindo desnecessariamente. Thiago Mendes estava desconcentrado o tempo todo. Não era só falta de oportunidade.
Mas quantas chances o Vasco realmente criou? Porque se foram só essas duas, talvez o problema seja mais coletivo que individual.
David desperdiçou duas. Piton desperdiçou uma em escanteio. Colidio criou passes bons mas errou domínios. Havia chances, sim.
E a defesa do Vasco? Porque se o Remo só atacava, a defesa deve ter tido trabalho.
Léo Jardim foi seguro. Robert Renan foi bem. Saldivia cometeu uma furada no primeiro tempo mas se recuperou. No geral, a defesa funcionou.
Então o problema foi mesmo o ataque não ser eficiente. Não era falta de oportunidade, era execução ruim nos momentos que importavam.
Isso. E com o Boca vindo na terça, o Vasco vai precisar estar muito mais afiado.
Der Puls
- O Vasco dominou a bola mas não soube o que fazer com ela — a defesa compacta do Remo resistiu a tudo que a equipe tentou.
- Gómez e Thiago Mendes, os dois mais esperados para resolver, foram justamente os que mais desperdiçaram, carregando as notas mais baixas da partida.
- Pedro Emanuel rodou o elenco de olho no Boca, e as substituições não trouxeram a criatividade que o time precisava para desbloquear o placar.
- O empate deixa o Vasco com uma conta em aberto: recuperar o desempenho ofensivo antes de encarar um adversário de peso continental na terça-feira.
Na 30ª rodada do Brasileirão, o Vasco não passou de um empate diante do Remo, numa noite em que a posse de bola abundante não se traduziu em efetividade. O confronto revelou as limitações de um elenco dividido entre o campeonato nacional e a ambição continental — com o técnico Pedro Emanuel já de olho na semifinal da Sul-Americana contra o Boca. Quando a bola não entra, as escolhas táticas e os erros individuais ganham um peso que nenhuma estatística de posse consegue aliviar.
O Vasco encerrou a 30ª rodada do Brasileirão com um empate frustrante diante do Remo — resultado que refletiu uma atuação coletiva morna e duas performances individuais particularmente decepcionantes. Apesar de ter a posse de bola durante boa parte do jogo, a equipe não conseguiu furar o bloqueio defensivo adversário, esbarrando repetidamente na compacidade do Remo.
Os maiores responsáveis pelas oportunidades desperdiçadas foram Andrés Gómez e Thiago Mendes, ambos com nota 4.5. Gómez forçou demais as jogadas pela ponta direita, tomando decisões questionáveis, e desperdiçou a melhor chance do Vasco nos acréscimos. Thiago Mendes, desconcentrado, perdeu uma cabeçada no primeiro tempo e tentou cavar pênalti na etapa final — atitude que resumiu bem sua noite: buscando atalhos em vez de influenciar o jogo naturalmente.
O técnico Pedro Emanuel claramente priorizou o confronto contra o Boca pela semifinal da Sul-Americana, na terça-feira, rodando o elenco e poupando peças. As substituições no segundo tempo não melhoraram a criatividade ofensiva. Entre os destaques positivos, Robert Renan foi seguro na defesa e acionou bem os atacantes. David movimentou-se bastante, mas desperdiçou duas boas chances. Colidio entrou bem no jogo antes de se lesionar e sair cedo.
No meio-campo, Jair foi novidade e saiu bem da pressão com dribles curtos, enquanto Lescano melhorou ao atuar de forma mais apoiada. Lucas Piton desperdiçou uma das melhores chances do primeiro tempo em lance ensaiado de escanteio. O empate deixa o Vasco com a tarefa urgente de reencontrar a efetividade antes do desafio continental que se aproxima.
O Vasco saiu do campo sem vitória na 30ª rodada do Brasileirão, empatando contra o Remo em um jogo que deixou pouco a comemorar. A equipe teve a posse de bola durante boa parte do confronto, mas esbarrou repetidamente na defesa compacta do adversário, incapaz de criar o suficiente para quebrar o bloqueio. O resultado refletiu uma atuação coletiva morna, mas dois nomes em particular carregam o peso das oportunidades perdidas: Andrés Gómez e Thiago Mendes, ambos com nota 4.5, a mais baixa do time.
Gómez entrou em campo forçando as jogadas no ataque, prendendo demais a bola e conduzindo-a de forma desnecessária pela ponta direita, às vezes até quase o lado oposto, antes de tentar finalizar. Incomodou a defesa adversária em momentos, mas suas decisões foram questionáveis. Nos acréscimos, recebeu a melhor chance do Vasco — um passe de Ramon Rique — e não conseguiu aproveitar, desperdiçando a oportunidade mais clara de marcar.
Thiago Mendes, por sua vez, mostrou-se desconcentrado durante toda a partida. No primeiro tempo, teve uma boa chance de cabeça e não concretizou. Já na etapa final, tentou cavar pênalti ao invadir a área, atitude que resumiu bem seu desempenho: buscando soluções fáceis em vez de aparecer naturalmente no jogo. Diante de uma defesa bem fechada, não conseguiu influenciar o confronto como habitualmente faz, deixando o meio-campo vascaíno sem criatividade.
O técnico Pedro Emanuel optou por rodar o elenco, claramente pensando no compromisso mais importante que se aproximava: o jogo contra o Boca pela semifinal da Sul-Americana, marcado para a terça-feira. As substituições realizadas no segundo tempo não trouxeram melhora significativa na criatividade ofensiva. Léo Jardim, no gol, foi seguro quando exigido, mas forçou demais na reposição de bola, dando chutões sem necessidade. Na defesa, Robert Renan foi o destaque, acionando bem os atacantes e mantendo segurança nas contenções.
No ataque, David movimentou-se bastante e desorganizou a defesa do Remo em alguns momentos, mas desperdiçou duas boas chances e errou cabeçadas decisivas. Colidio começou bem marcado, demorou a entrar no jogo, mas quando conseguiu se desvencilhar nas movimentações, criou oportunidades — ainda que tenha errado domínios fáceis. Lesionou-se no segundo tempo e saiu cedo. Nuno Moreira foi uma arma pela esquerda, dando bons passes e movimentando-se, mas caiu de produção nos minutos finais.
No meio-campo, Jair foi novidade na escalação e saiu bem da pressão do Remo com dribles curtos e passes, embora tivesse dificuldade na defesa quando obrigado a correr para trás. Lescano começou forçando lançamentos, mas melhorou quando passou a atuar de forma mais apoiada, criando uma ótima chance para Piton em escanteio. Ramon Rique entrou mal, errando lances simples, mas foi dele o passe que gerou a melhor oportunidade do Vasco nos acréscimos.
Lucas Piton desperdiçou uma das melhores chances do primeiro tempo em lance ensaiado de escanteio, tendo duas oportunidades para marcar e não concretizando nenhuma. Cuiabano entrou com energia mas exagerou na força, cometendo faltas desnecessárias e não contribuindo na criatividade. Saldivia cometeu uma furada bizarra no primeiro tempo ao tentar afastar um lançamento, mas se recuperou, sendo bem no mano a mano com Gabriel Taliari e no trabalho aéreo do segundo tempo. Puma Rodríguez sofreu defensivamente no começo, com o Remo atacando praticamente só em suas costas, mas recuperou-se ao não avançar tanto ao ataque.
O empate deixa o Vasco com a tarefa de recuperar o desempenho antes do confronto decisivo contra o Boca. A falta de efetividade ofensiva e as decisões questionáveis de seus principais atacantes no momento crítico resumem uma noite frustrante, onde a posse de bola não se converteu em resultado.
Bemerkenswerte Zitate
Desconcentrado em campo, desperdiçou boa chance em cabeçada no primeiro tempo e tentou cavar pênalti no início da etapa final— Avaliação de Thiago Mendes
Forçou algumas jogadas no campo de ataque e prendeu demais a bola, perdendo a chance de marcar nos acréscimos— Avaliação de Andrés Gómez