No Brasil, uma onda silenciosa de mensagens falsas usa o nome dos Correios para convencer cidadãos de que suas encomendas estão retidas — e que um pequeno pagamento as libertará. O esquema, confirmado pela própria estatal, não escolhe vítimas: qualquer número de telefone pode ser alvo, tenha ou não o destinatário algo a receber. É o velho artifício da urgência fabricada, agora vestido com a aparência legítima de uma instituição pública de confiança.
Golpe dos Correios via SMS distribui links falsos para cobrar taxa de liberação
Qualquer pessoa no Brasil pode se tornar alvo, independente se há entrega a caminho
Como é que um golpista consegue fazer uma página que parece tão idêntica à dos Correios?
Eles copiam o design, a estrutura, as cores e o layout do site oficial. É relativamente fácil fazer isso com ferramentas disponíveis na internet. O que torna convincente é que a vítima já está esperando uma mensagem dos Correios, então a página falsa confirma o que ela teme.
Mas aí fica a pergunta: por que os Correios não conseguem bloquear esses domínios falsos mais rapidamente? Quantos domínios diferentes estão sendo usados?
A reportagem menciona que os links "possuem diversas variações", mas não especifica um número exato. Isso sugere que há muitos domínios diferentes, o que torna o bloqueio mais complexo.
E quanto às pessoas que realmente têm encomendas internacionais? Como elas distinguem uma mensagem real de uma falsa?
Os Correios deixam claro que usam apenas dois domínios: correios.com.br e minhasimportacoes.correios.com.br. Se o link vier de qualquer outro domínio, é falso. Além disso, a pessoa pode sempre verificar o rastreamento diretamente no site oficial.
Mas isso assume que a vítima vai parar para analisar o link antes de clicar. A maioria das pessoas não faz isso, especialmente se recebe a mensagem no celular e está com pressa.
Verdade. Por isso o especialista recomenda que as pessoas avisem seus familiares para nunca clicar em links que chegam por SMS, porque SMS legítimo normalmente é só um aviso.
Se alguém já pagou a taxa falsa, qual é o primeiro passo?
Recolher todas as provas: mensagens, extratos bancários, tudo que comprove a fraude. Depois registrar um boletim de ocorrência, que pode ser feito online. E avisar o banco para trocar senhas.
A reportagem menciona que a advogada recomenda isso, mas não deixa claro se o dinheiro pode ser recuperado. Isso é possível?
A reportagem não aborda isso. O boletim oficializa o incidente e ajuda em investigações futuras, mas não há garantia de recuperação do valor.
Qual é o valor típico que os golpistas cobram?
Varia de acordo com a página acessada, mas não ultrapassa R$ 100, segundo os relatos. Um usuário mencionou R$ 88, outro não especificou o valor exato.
Então é um golpe de pequeno valor, mas em larga escala. Se eles conseguem enganar mesmo que 1% das pessoas que recebem a mensagem, o lucro é significativo.
Il Polso
- Mensagens SMS falsas em nome dos Correios estão chegando a celulares em todo o Brasil, criando uma sensação de urgência ao afirmar que encomendas foram retidas na alfândega.
- As páginas fraudulentas imitam com precisão o portal oficial dos Correios e exigem pagamentos de até R$ 100 via Pix ou boleto — valores pequenos o suficiente para não levantar suspeitas imediatas.
- O golpe atinge qualquer pessoa aleatoriamente, inclusive quem não tem nenhuma importação em andamento, o que amplia dramaticamente o alcance da fraude.
- Os Correios confirmaram o esquema e alertam que suas comunicações legítimas se limitam a apenas dois domínios oficiais — qualquer outro link deve ser descartado imediatamente.
- Especialistas orientam a nunca clicar em links recebidos por SMS e a registrar boletim de ocorrência caso o pagamento já tenha sido realizado, reunindo todas as provas disponíveis.
No Brasil, uma onda silenciosa de mensagens falsas usa o nome dos Correios para convencer cidadãos de que suas encomendas estão retidas — e que um pequeno pagamento as libertará. O esquema, confirmado pela própria estatal, não escolhe vítimas: qualquer número de telefone pode ser alvo, tenha ou não o destinatário algo a receber. É o velho artifício da urgência fabricada, agora vestido com a aparência legítima de uma instituição pública de confiança.
Uma onda de SMS fraudulentos está circulando pelo Brasil usando o nome dos Correios para enganar cidadãos. As mensagens informam que uma encomenda foi retida ou taxada pela alfândega e incluem um link para "liberar" a entrega. A estatal confirmou o esquema ao Canaltech em julho de 2024, após relatos se multiplicarem nas redes sociais.
O funcionamento é direto: ao clicar no link, a vítima é levada a uma página que imita o portal oficial dos Correios, onde se exige o pagamento de uma taxa — geralmente entre R$ 50 e R$ 100 — via Pix ou boleto. Usuários como @jotaceer e @ops_ariel relataram ter recebido exatamente esse tipo de mensagem, ambos desconfiando por não terem nenhuma importação em andamento.
O que torna o golpe especialmente perigoso é sua abrangência: os criminosos disparam mensagens para números aleatórios, sem distinção entre quem aguarda ou não uma entrega. Os domínios dos links variam, dificultando a identificação imediata da fraude.
Os Correios reforçam que utilizam apenas dois domínios legítimos em suas notificações: www.correios.com.br e minhasimportacoes.correios.com.br. A empresa não entra em contato por WhatsApp e recomenda sempre verificar informações diretamente no site oficial. Fernando de Falchi, da Check Point Software Brasil, aconselha descartar qualquer SMS com link, alertar familiares e confirmar rastreamentos apenas pela plataforma oficial.
Para quem já foi vítima e efetuou o pagamento, a advogada Antonielle Freitas orienta reunir todas as provas — mensagens, extratos e documentos — e registrar um boletim de ocorrência, presencialmente ou pela delegacia eletrônica. Também é recomendável contatar a instituição financeira e trocar senhas caso dados sensíveis tenham sido inseridos na página falsa. Os Correios disponibilizam canais de denúncia pelo telefone e pelo site faleconosco.correios.com.br.
Uma onda de mensagens de texto falsas está circulando pelo Brasil, usando o nome dos Correios para enganar pessoas em todo o país. Os golpistas enviam SMS informando que uma encomenda foi retida ou taxada pela alfândega, direcionando o destinatário a clicar em um link para "liberar" a entrega. A estatal confirmou o esquema ao Canaltech na terça-feira, 23 de julho, após relatos em redes sociais de usuários que receberam essas mensagens fraudulentas.
O mecanismo é simples e direto. A vítima recebe um SMS dizendo que seu pacote foi "temporariamente retido", "barrado pela fiscalização alfandegária" ou simplesmente taxado. O texto inclui um link que supostamente levará a mais informações e permitirá o pagamento da taxa. Quando clicado, esse link abre uma página que imita perfeitamente o portal oficial dos Correios, completa com avisos sobre a necessidade de pagamento para liberar o envio. O valor cobrado varia conforme a página acessada, mas geralmente não ultrapassa R$ 100. O pagamento é solicitado via Pix ou boleto.
Um usuário do X (ex-Twitter) com o perfil @jotaceer relatou ter recebido exatamente esse tipo de mensagem, informando que uma compra havia sido taxada pelos Correios. Ele foi direcionado para uma página idêntica à oficial, onde lhe pediam para pagar uma taxa através de boleto. O que o deixou desconfiado foi o fato de não ter nenhuma importação em andamento. Outro usuário, @ops_ariel, descreveu experiência semelhante: recebeu um SMS dos "Correios" alegando que algo havia sido taxado na alfândega, abriu rapidamente e foi levado a um site falso que exigia o pagamento de R$ 88. Ambos compartilharam seus relatos como aviso para outros usuários.
O que torna esse golpe particularmente perigoso é sua abrangência. Os golpistas distribuem essas mensagens por diversos números de telefone de forma aleatória, o que significa que qualquer pessoa no Brasil pode ser alvo, independentemente de ter ou não uma entrega pendente. Os links variam em seus domínios falsos, todos mencionando rastreamento de encomendas ou a própria estatal, dificultando a identificação imediata da fraude.
Os Correios orientam os clientes a consultar o guia de segurança em seu site oficial para verificar quais tipos de mensagens são legítimas. A empresa alertou que não entra em contato com clientes via WhatsApp e recomenda sempre usar o site oficial dos Correios e seus perfis verificados nas redes sociais. Mais importante ainda: os Correios utilizam apenas dois domínios em suas notificações legítimas: www.correios.com.br e minhasimportacoes.correios.com.br. Qualquer link que venha de outro domínio é suspeito.
Fernando de Falchi, gerente de engenharia de segurança da Check Point Software Brasil, recomenda descartar a mensagem imediatamente se você não tem nenhuma encomenda ou correspondência em trânsito. Se estiver aguardando uma entrega, o ideal é confirmar os detalhes diretamente com quem enviou o pacote ou verificar o rastreamento no site oficial dos Correios. Falchi também enfatiza a importância de avisar familiares sobre esse tipo de golpe, pois muitos não estão familiarizados com essas práticas. A recomendação geral é nunca clicar em links, URLs ou baixar arquivos que chegam por SMS, já que mensagens de texto legítimas normalmente são apenas avisos e não contêm links para o usuário acessar.
Para quem já caiu no golpe e fez o pagamento da taxa falsa, Antonielle Freitas, advogada especialista em direito digital do escritório Viseu Advogados, aconselha recolher todas as provas possíveis: documentos, e-mails, mensagens e extratos bancários que comprovem a fraude. O próximo passo crucial é registrar um boletim de ocorrência, que pode ser feito na delegacia mais próxima ou pela delegacia eletrônica. Esse registro oficializa o incidente e auxilia em investigações futuras. Também é recomendável entrar em contato com a instituição financeira para relatar o ocorrido, solicitar a troca de senhas caso informações sensíveis tenham sido preenchidas na página falsa, e tomar medidas para proteger a conta.
Os Correios disponibilizam vários canais para quem tem dúvidas ou deseja denunciar: nas capitais e regiões metropolitanas, o número é 3003-0100; nas demais localidades, 0800 725 7282; e há também atendimento via internet em faleconosco.correios.com.br. A estatal mantém uma central de denúncias em seu próprio site, onde fraudes podem ser reportadas diretamente.
Citazioni salienti
Recebi esse link por SMS informando que uma compra minha foi taxada pelos Correios e fui direcionado para uma página idêntica à oficial, onde cobram a taxa através de um boleto— Usuário @jotaceer no X (ex-Twitter)
A recomendação é sempre avisar para os familiares para que não cliquem em nada que chega por SMS, porque SMS normalmente é só um aviso e não costuma conter um link— Fernando de Falchi, gerente de engenharia de segurança da Check Point Software Brasil