Galaxy Z Fold 2: Samsung avança na tecnologia dobrável, mas produto ainda não justifica preço

É um tablet dobrável, não um celular
A verdadeira natureza do Z Fold 2 fica clara quando você reconhece que seu uso principal é com a tela interna aberta.
Mark

Por que alguém compraria isso se é basicamente um tablet que não funciona bem como celular?

Mimi

Porque quando você abre, tem uma tela de 7,6 polegadas que funciona muito bem. É para quem quer portabilidade de tablet sem carregar um tablet separado.

Luke

Mas a tela externa é tão ruim que ninguém vai usar. Então você está pagando preço de celular premium por um tablet que você precisa abrir toda hora?

Mimi

Exatamente. É por isso que o preço ainda não se justifica. Samsung sabe disso — por isso chamam de prova de conceito.

Mark

E quanto à durabilidade? Parece que resolveram os problemas do primeiro?

Mimi

Muito melhor. A película protetora agora é praticamente irremovível, o mecanismo da dobradiça foi refinado, e não estamos ouvindo histórias de desastres como na primeira geração.

Luke

Mas ainda é frágil. Você precisa tratar como flor, conforme Samsung deixa claro na caixa. Isso não é normal para um celular de 2020.

Mimi

Verdade. Mas é um progresso real. O primeiro Fold era um desastre. Este é promissor.

Mark

As câmeras são boas?

Mimi

São competentes, mas inferiores ao Note 20 Ultra, que custa menos. O que é criativo é usar as câmeras traseiras para selfies através da tela externa.

Luke

Então você está pagando mais por um aparelho com câmeras piores? Isso não faz sentido.

Mimi

Não faz, não. Mas Samsung está apostando em longo prazo. Rumores falam em unir Fold com Note em 2021.

Mark

Isso significa que o Note vai desaparecer?

Mimi

Possivelmente. Se Samsung mantiver a evolução, pode ser que sim.

  • Tela interna de 7,6 polegadas com resolução acima de QuadHD+ e 120 Hz
  • Tela externa de 6,2 polegadas com resolução HD+ (2280×816) e taxa de 60 Hz
  • Três câmeras traseiras de 12 megapixels com zoom digital limitado a 10 vezes
  • Bateria combinada de 4.365 mAh em duas unidades
  • Processador Snapdragon 865 com 12 GB de RAM

O Z Fold 2 é essencialmente um tablet dobrável, não um celular convencional, com tela interna de 7,6 polegadas e painel externo estreito principalmente para conveniência. Samsung implementou melhorias significativas em durabilidade, incluindo película protetora praticamente irremovível e mecanismo de dobradiça refinado para evitar entrada de poeira.

Análise do Galaxy Z Fold 2 mostra que Samsung corrigiu falhas do modelo anterior, criando um tablet dobrável mais robusto e funcional, embora ainda não justifique seu preço premium.

O Galaxy Z Fold 2 chega ao mercado carregando uma promessa que a indústria de tecnologia vinha fazendo há anos: um aparelho que cabe no bolso mas se expande para oferecer a experiência de uma tela grande. A Samsung conseguiu entregar isso, mas a pergunta que importa é se o que ela criou justifica o preço que cobra.

Por uma década, painéis dobráveis foram lenda. Feiras de tecnologia como CES e MWC exibiam protótipos que pareciam saídos de ficção científica — celulares que se transformavam em tablets. Quando o Galaxy Fold finalmente chegou em 2019, a realidade foi decepcionante. As primeiras unidades enviadas para jornalistas apresentaram defeitos em escala sem precedentes. A Samsung precisou adiar o lançamento meses inteiros. Mesmo depois, o aparelho permanecia frágil, sua tela externa era minúscula e desproporcionada, e o painel interno tinha um recorte gigantesco para as câmeras. Era um fracasso que a companhia precisava corrigir.

Com o Z Fold 2, Samsung reconheceu os problemas e se propôs a resolvê-los. O resultado é um aparelho fundamentalmente diferente do seu antecessor, mas também diferente do que a maioria das pessoas espera de um celular. Quando fechado, o Z Fold 2 é espesso demais para ser confortável. A tela externa, embora muito maior que a do modelo anterior, permanece estreita — uma proporção de praticamente 25:9 — e sua resolução de 2280×816 fica abaixo do Full HD. Para quem tem mãos grandes, digitar nela é frustrante. A verdade é que este não é um celular no sentido tradicional. É um tablet dobrável. Seu propósito real só se revela quando você o abre.

A tela interna de 7,6 polegadas é onde o aparelho brilha. Com resolução acima de QuadHD+ e taxa de atualização de 120 Hz, ela oferece a experiência de um tablet premium — cores vibrantes, alto contraste, excelente legibilidade sob luz solar. Há um vinco permanente no meio do painel, resultado inevitável do mecanismo de dobra, que fica mais evidente em tons escuros. É um detalhe incômodo, mas quando você consegue ignorá-lo, a experiência é genuinamente boa. A tela grande funciona bem para vídeos e jogos, e Samsung implementou recursos inteligentes, como a capacidade de posicionar o aparelho dobrado a 90 graus sobre uma mesa e dividir a tela entre dois aplicativos — um mostrando vídeo, outro exibindo comentários ou descrição.

Samsung fez progressos reais em durabilidade. A película protetora que cobria o primeiro Fold e que jornalistas removiam com facilidade agora é praticamente impossível de tirar — as bordas do aparelho a prendem de forma inviável. O material da tela mudou de plástico para o que Samsung chama de "vidro ultrafino", que na prática ainda pega marcas e arranhões se não for tratado com cuidado, mas oferece uma sensação ao toque superior. O mecanismo da dobradiça foi refinado para ser mais robusto e para minimizar a entrada de poeira, um problema que danificou permanentemente muitas unidades do primeiro Fold. A Samsung deixa claro desde a caixa que o aparelho deve ser tratado como algo frágil — avisos sobre pressão excessiva, unhas e objetos pontiagudos aparecem na embalagem e novamente após a configuração inicial.

As câmeras são competentes mas não estão à altura dos irmãos topo de linha da Samsung. Três sensores traseiros de 12 megapixels — um principal com abertura f/1.8, um teleobjetivo com zoom 2x, e uma lente grande-angular de 123 graus — produzem boas fotos mesmo com pouca luz, embora Samsung tenda a exagerar no contraste. O zoom digital fica limitado a 10 vezes, bem abaixo dos 50 vezes do Galaxy Note 20 Ultra, que é mais barato. Mas o formato dobrável permite usos criativos: você pode usar as câmeras traseiras melhores para selfies, simplesmente usando a tela externa como visor. Há também um modo de enquadramento automático que, com o aparelho dobrado a 90 graus, usa inteligência artificial para manter você em foco enquanto se move.

O software revela um problema fundamental. Android não é ideal para tablets, e muitos aplicativos populares não se adaptam bem a telas grandes e proporções incomuns. Instagram, por exemplo, simplesmente não funciona direito na tela interna. Samsung oferece soluções inteligentes — continuidade entre apps quando você passa da tela externa para a interna, capacidade de rodar até três aplicativos simultaneamente na mesma tela — mas o problema persiste. Felizmente, o aparelho tem potência de sobra. Com 12 GB de RAM e Snapdragon 865, ele executa qualquer coisa que Android oferece. A bateria, na verdade duas baterias combinadas com capacidade de 4.365 mAh, aguenta um dia inteiro de uso sem dificuldade.

O Z Fold 2 é uma prova de conceito mais do que um produto pronto para o mercado. Samsung demonstrou que consegue inovar e liderar uma categoria nova, mas o que o aparelho oferece ainda não justifica seu preço. Comparado ao primeiro Fold, porém, é uma vitória clara — mais durável, menos frágil, mais funcional. A ausência dos relatos terríveis que cercaram a primeira geração é por si só uma demonstração de que Samsung está no caminho certo. Rumores sugerem que em 2021 a companhia pode unir a linha Fold com o Galaxy Note, adicionando a caneta S-Pen. Se Samsung mantiver esse ritmo de evolução, o Note talvez não faça falta. A aposta da companhia em tecnologia dobrável parece ser de longo prazo, e o Z Fold 2 é um passo significativo nessa jornada.

O Z Fold 2 é mais um tablet do que um celular, e isso é um problema
— Análise do revisor
Samsung deixa claro desde a caixa que o aparelho deve ser tratado como algo frágil
— Observação sobre instruções de manuseio
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