Futuros acionários americanos sobem levemente com dólar estável, refletindo cautela dos investidores antes de reunião de líderes EUA-China. Negociações lideradas por Scott Bessent e He Lifeng abordam comércio, investimentos, IA e guerra no Irã, com trégua comercial expirando em novembro.
Futuros de ações dos EUA avançam com negociações EUA-China em foco
Provavelmente não fará mais do que manter estável a relação frágil
Por que as negociações EUA-China importam tanto agora, se a trégua comercial só expira em novembro?
Porque ninguém sabe se será renovada. Se não for, voltamos a tarifas altas e restrições. Os mercados odeiam incerteza, então estão tentando ler os sinais desta semana.
Mas o Commonwealth Bank disse que a cúpula provavelmente não vai mudar nada. Então por que o mercado está subindo?
Porque subir 0,2% não é exatamente euforia. É mais alívio de que não piorou. Os investidores estão em modo espera.
E o Oriente Médio? O petróleo subiu, mas não muito.
A Arábia Saudita interceptou um míssil, os houthis atacaram. Mas o almirante Cooper diz que o Estreito de Ormuz está funcionando bem, com 1 bilhão de barris passando em dois meses.
Espera — ele disse que os embarques atingiram o maior nível em seis meses. Isso é bom ou significa que havia risco antes?
Provavelmente ambos. Havia risco real, agora está melhorando. Mas "melhorando" não significa "resolvido".
E a China com essa coisa de concorrência predatória de preços?
Estão tentando combater deflação. Se as empresas só competem cortando preços, ninguém investe em qualidade ou inovação.
Mas isso é uma ação regulatória interna. Como afeta os mercados globais?
Se a China conseguir estabilizar seus preços internos, talvez reduza a pressão deflacionária que exporta para o resto do mundo.
Il Polso
- Futuros do S&P 500 subiram 0,2% no início das negociações
- Negociações lideradas por Scott Bessent e He Lifeng em Nova York
- Trégua comercial EUA-China expira em novembro
- Petróleo Brent subiu 0,4%; WTI avançou 0,8% para US$ 101,08
- Aliados dos EUA transportaram mais de 1 bilhão de barris pelo Estreito de Ormuz em dois meses
Futuros acionários americanos sobem levemente com dólar estável, refletindo cautela dos investidores antes de reunião de líderes EUA-China. Negociações lideradas por Scott Bessent e He Lifeng abordam comércio, investimentos, IA e guerra no Irã, com trégua comercial expirando em novembro.
Futuros do S&P 500 avançam 0,2% enquanto investidores aguardam negociações entre EUA e China em Nova York, com discussões sobre comércio, IA e tensões no Oriente Médio.
Os futuros do S&P 500 abriram em alta modesta nesta segunda-feira, ganhando 0,2% nas primeiras horas de negociação, enquanto investidores mantinham os olhos fixos em Nova York, onde autoridades americanas e chinesas se reuniam para discutir questões que poderiam reconfigurar o comércio global. O índice à vista já havia avançado levemente na sexta-feira, e agora o mercado aguardava sinais concretos das conversas entre o secretário do Tesouro americano Scott Bessent e o vice-premiê chinês He Lifeng.
A pauta era extensa e tocava pontos sensíveis para ambas as potências. Comércio e investimentos ocupavam o centro das discussões, mas a conversa se estendia também para inteligência artificial, um campo onde a competição entre os dois países se intensifica, e para a guerra no Irã, conflito que já afetava os preços de energia globalmente. Havia ainda a questão prática e urgente: a trégua comercial que havia levado os dois lados a reduzirem tarifas e flexibilizarem restrições às exportações estava marcada para expirar em novembro, e ninguém sabia se seria renovada ou se voltaríamos a um cenário de escalada de tensões.
O dólar permanecia praticamente estável frente ao iene e ao yuan, movimento que refletia a cautela geral. A liquidez estava reduzida — o Japão estava em feriado de três dias — e isso amplificava até mesmo pequenos movimentos. O iene, que havia caído mais de 2% na semana anterior, se consolidava perto de 157 por dólar, enquanto especulações circulavam sobre possível intervenção do Banco do Japão para sustentar a moeda. Relatos de sexta-feira indicavam que autoridades japonesas haviam contatado participantes do mercado para verificar as taxas, sinal que poderia preceder uma ação de defesa da moeda.
Os analistas do Commonwealth Bank of Australia ofereciam uma perspectiva sóbria sobre o que esperar da cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para o fim da semana. Segundo Joseph Capurso e seus colegas, o encontro "provavelmente não fará mais do que manter estável a relação frágil entre os dois países". Esperavam que o Banco Popular da China continuasse conduzindo o yuan para uma valorização antes da reunião. Essa avaliação capturava bem o sentimento dos mercados: esperança contida, sem ilusões sobre mudanças transformadoras.
Na China, as autoridades também se movimentavam. A Administração Estatal de Regulação do Mercado prometeu, no domingo, intensificar a fiscalização da concorrência predatória de preços, incluindo investigações de custos e inspeções em empresas envolvidas nessas práticas. O objetivo declarado era deslocar a competição dos cortes de preços para a melhoria da qualidade dos produtos — uma tentativa de refrear a deflação que assombrava a segunda maior economia do mundo.
Nos mercados de commodities, o petróleo Brent subiu 0,4% após a Arábia Saudita anunciar que havia interceptado um míssil balístico com destino à capital e impedido ataques separados dos houthis contra locais civis, incluindo Yanbu, um importante porto de petróleo no Mar Vermelho. O petróleo WTI avançou 0,8%, chegando a 101,08 dólares por barril. Enquanto isso, o primeiro-ministro do Catar afirmava que mensagens estavam sendo trocadas entre EUA e Irã, enquanto os países do Golfo buscavam restaurar a estabilidade regional. Os traders acompanhariam de perto uma reunião dos países do Golfo Pérsico à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, em busca de sinais sobre os rumos do conflito.
O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, oferecia uma nota mais otimista sobre a situação no Estreito de Ormuz. Os embarques de petróleo e gás natural liquefeito atingiram o maior nível em seis meses nas duas últimas semanas, segundo ele, indicando que a proteção naval americana e os esforços para remover minas estavam "dando resultado". As principais rotas de trânsito estavam livres de minas, e os aliados dos EUA no Golfo Pérsico haviam transportado mais de 1 bilhão de barris de petróleo pela passagem nos últimos dois meses. "Claramente, o ritmo está ganhando força", afirmou Cooper no sábado.
Os mercados enfrentavam múltiplas fontes de volatilidade simultaneamente. Além das negociações EUA-China e das tensões no Oriente Médio, havia preocupações renovadas com inflação, gastos crescentes em inteligência artificial e a alta dos rendimentos dos títulos globais. O Fundo Monetário Internacional havia alertado que os governos precisavam agir com urgência para reduzir os déficits orçamentários, advertindo que juros mais altos tornariam mais difícil o serviço da dívida recorde. O rendimento do Treasury de 10 anos havia fechado pouco abaixo de 5% na sexta-feira, e as expectativas de novos aumentos dos juros pelo Federal Reserve levavam investidores a apostar em rendimentos ainda mais altos nos títulos de vencimento mais curto. A semana que se iniciava promete ser decisiva para o tom dos mercados nos próximos meses.
Citazioni salienti
Claramente, o ritmo está ganhando força— Almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, sobre fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz
Provavelmente não fará mais do que manter estável a relação frágil entre os dois países— Joseph Capurso e estrategistas do Commonwealth Bank of Australia sobre a cúpula Trump-Xi