Folha premia melhores da gastronomia paulista em cerimônia com celebridades

Reúne os próprios chefs no mesmo espaço, cria comunidade em torno da excelência
A cerimônia presencial transforma o reconhecimento em evento que legitima a importância cultural da gastronomia paulista.
Mark

Por que a Folha escolheu fazer uma cerimônia presencial para anunciar esses prêmios? Não seria mais simples publicar uma lista?

Mimi

Uma cerimônia transforma o reconhecimento em evento. Reúne os próprios chefs, bartenders e donos no mesmo espaço, cria uma comunidade em torno da ideia de excelência. Zeca Camargo e o secretário de Cultura ali não são apenas presenças decorativas — legitimam a importância cultural do que está sendo premiado.

Mark

Michelle Kallas é descrita como "ex-advogada". Por que essa informação importa?

Mimi

Porque muda a narrativa. Não é alguém que nasceu na confeitaria. É alguém que deixou uma carreira estabelecida para fazer chocolate. Isso diz algo sobre coragem e escolha.

Mark

O Make Hummus. Not War tem um nome político. Isso influenciou a escolha?

Mimi

O nome está lá no registro. Mas o prêmio foi pela qualidade da cozinha do Oriente Médio que oferecem. O que o nome revela é que essa gastronomia em São Paulo não é neutra — carrega identidade, posicionamento.

Mark

Qual é o verdadeiro impacto de um prêmio como esse para um restaurante pequeno?

Mimi

Visibilidade imediata. Leitores da Folha vão procurar esses lugares. Fornecedores vão querer trabalhar com eles. É validação de um jornal que ainda tem peso na cidade.

Mark

E para a Folha? O que ela ganha?

Mimi

Autoridade. Continua sendo o lugar onde você descobre onde comer bem em São Paulo. Mantém relevância cultural enquanto o mundo muda.

  • A cena gastronômica de São Paulo, vasta e fragmentada, encontrou por uma noite um ponto de convergência na Estação Motiva Cultural, anexo da Sala São Paulo.
  • Nomes como Zeca Camargo e o secretário municipal de Cultura Totó Parente emprestaram visibilidade pública a um setor que muitas vezes opera à margem do reconhecimento institucional.
  • Cada categoria premiada — do chocolate artesanal à coquetelaria, da culinária italiana à cozinha do Oriente Médio — revela tensões reais sobre representatividade e diversidade na mesa paulistana.
  • Os vencedores, como Michelle Kallas, Ale D'Agostino, o casal Renzetti e os Caffarena, carregam trajetórias distintas que convergem num mesmo desejo: elevar o padrão do que São Paulo oferece a quem come.
  • O prêmio posiciona a Folha não apenas como veículo de imprensa, mas como árbitro cultural de uma cidade que leva a gastronomia a sério.

Em uma cidade onde comer é também um ato cultural, a Folha de S.Paulo reuniu na Estação Motiva Cultural chefs, bartenders, doceiros e personalidades para celebrar o que há de mais expressivo na gastronomia paulistana de 2026. O gesto vai além do reconhecimento individual: é um mapeamento do gosto coletivo de uma metrópole que se reinventa continuamente à mesa. Premiar é, nesse sentido, uma forma de narrar quem somos — e o que escolhemos valorizar.

Na segunda-feira à noite, a Estação Motiva Cultural abriu suas portas para celebrar o que São Paulo tem de melhor à mesa. A cerimônia de anúncio dos vencedores do especial O Melhor de São Paulo Gastronomia 2026, promovido pela Folha de S.Paulo, reuniu figuras da cena culinária local ao lado de personalidades como o apresentador Zeca Camargo e Totó Parente, secretário municipal de Cultura.

Entre os premiados, Michelle Kallas — ex-advogada que trocou os tribunais pelo chocolate — viu sua marca Mica ser reconhecida como a melhor na categoria de guloseimas. No universo dos bares, o Coda, comandado pelo bartender Ale D'Agostino, levou o prêmio de coquetelaria. Já na culinária italiana, o restaurante Fame, conduzido pelo chef Marco Renzetti e pela sommelière Erika Renzetti, conquistou seu espaço entre os melhores da cidade.

A cozinha do Oriente Médio também marcou presença: Fred e Talita Caffarena, à frente do Make Hummus. Not War, foram reconhecidos como o melhor restaurante da categoria — um reflexo do crescimento dessa vertente na metrópole.

Ao reunir esses nomes sob o mesmo teto, a Folha reafirma seu papel como referência cultural e gastronômica de São Paulo, oferecendo aos leitores não apenas uma lista de vencedores, mas um retrato do que a cidade escolhe celebrar.

Na noite de segunda-feira, a Estação Motiva Cultural, anexo da Sala São Paulo, recebeu uma cerimônia que reuniu nomes conhecidos do mundo da gastronomia paulista e personalidades públicas para celebrar o melhor que a cidade oferece à mesa. O apresentador Zeca Camargo e Totó Parente, secretário municipal de Cultura de São Paulo, marcaram presença no evento de anúncio dos vencedores do especial O Melhor de São Paulo Gastronomia 2026, publicado pela Folha.

A noite serviu para reconhecer estabelecimentos e profissionais que se destacaram em diferentes segmentos da cena culinária local. Na categoria de guloseimas, a Mica, empresa da doceira e ex-advogada Michelle Kallas, conquistou o prêmio de melhor chocolate, consolidando a reputação da marca no mercado de confeitaria artesanal.

Entre os bares, o Coda levou o reconhecimento na categoria de coquetelaria, sob a liderança do empresário e bartender Ale D'Agostino, que construiu sua reputação na mixologia de alta qualidade. Na culinária italiana, o casal Marco Renzetti, chef, e Erika Renzetti, sommelière, venceu com o restaurante Fame, trazendo a expertise de ambos para a proposta do estabelecimento.

A cozinha do Oriente Médio também ganhou destaque na premiação. Fred Caffarena e Talita Silveira Caffarena, à frente do Make Hummus. Not War, foram reconhecidos como melhor restaurante da categoria, refletindo o crescimento e a consolidação dessa vertente gastronômica na cidade.

O evento reafirma o papel da Folha como referência na identificação e valorização dos espaços e profissionais que definem a identidade gastronômica de São Paulo, oferecendo aos leitores um mapa confiável dos melhores endereços para diferentes tipos de experiência culinária.

Michelle Kallas é doceira e ex-advogada, deixando carreira estabelecida para dedicar-se à confeitaria artesanal
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