Em novembro, o Parque Villa-Lobos receberá o primeiro festival gastronômico da Folha de S.Paulo — um gesto que reconhece, na mesa posta ao ar livre, um dos mais antigos rituais humanos de comunidade e identidade. Vinte restaurantes e produtores artesanais de charcutaria se reunirão sob curadoria cuidadosa, lembrando que comer bem é, antes de tudo, um ato cultural. O evento situa São Paulo no mapa das grandes celebrações gastronômicas, onde tradição e inovação dividem o mesmo prato.
Folha Gourmet Festival reúne produtores de charcutaria artesanal e melhores restaurantes de SP
Embutidos que levam até 190 dias para ficar prontos
Por que a Folha decidiu criar um festival gastronômico agora? Qual é a ideia por trás disso?
É uma forma de reunir em um único espaço aquilo que a publicação já faz há anos através do Guia Folha + Comida—conectar leitores com restaurantes e produtores de qualidade. O festival materializa essa curadoria.
Mas a gente sabe que é também um negócio. Os ingressos geram receita, e a promoção de assinatura da Folha está embutida no pacote. Não há nada de errado nisso, mas é importante nomear.
Entendi. E quanto aos produtores de charcutaria? Por que eles são o foco?
Porque é um segmento que cresceu em São Paulo. Marcas como Salumeria Mayer e Oriz Defumados representam um movimento de produção artesanal que antes era mais raro na cidade. A Pirineus, que existe desde 1958, mostra que há tradição também.
A gente tem números sobre quanto esse mercado cresceu? Quantos produtores artesanais de charcutaria existem em São Paulo agora?
A matéria não fornece esses dados. Sabemos que a Oriz chegou há pouco mais de um ano, o que sugere movimento, mas não temos escala.
E os restaurantes—como foram escolhidos?
A curadoria é de Marília Miragaia, editora do Guia Folha + Comida. Então são nomes que já passaram pela avaliação editorial da Folha. Vinte restaurantes entre os melhores da capital.
Mas qual é o critério? Melhor em quê? A matéria menciona que o Aiô foi eleito melhor asiático em 2026, o LosDos venceu na categoria bom e barato. Parecem critérios diferentes. Não fica claro se todos foram selecionados pelo mesmo padrão.
Justo. A curadoria parece heterogênea—há desde casas premiadas até estabelecimentos que se destacam em nichos específicos.
E quanto à experiência do visitante? O que ele vai encontrar além de comer?
Debates sobre gastronomia, apresentações musicais do Blue Note, espaços de vinho e cerveja, área infantil, piqueniques. É um evento pensado para diferentes públicos e interesses.
Mas a matéria não detalha esses debates. Quais são os temas? Quem vai falar? Isso importa para alguém decidir se vai ou não.
Der Puls
- A Folha de S.Paulo estreia no universo dos festivais gastronômicos com uma aposta ambiciosa: reunir em quatro dias o que a cidade tem de mais representativo entre restaurantes premiados e produtores artesanais.
- Charcuteiros como Salumeria Mayer, Pirineus e Oriz Defumados trazem produtos de maturação longa e técnicas ibéricas e americanas que raramente chegam ao grande público em formato de degustação acessível.
- Chefs de peso como Alex Atala e Telma Shiraishi dividem espaço com vencedores de categorias populares, criando uma tensão produtiva entre alta gastronomia e cozinha cotidiana.
- A programação musical do Blue Note São Paulo e os debates sobre gastronomia ampliam o evento para além do prato, transformando o festival em experiência cultural completa.
- Ingressos a partir de vinte e cinco reais, com promoção de dois pelo preço de um e três meses de assinatura da Folha, posicionam o evento como acessível — e estratégico para fidelizar leitores ao ecossistema do jornal.
Em novembro, o Parque Villa-Lobos receberá o primeiro festival gastronômico da Folha de S.Paulo — um gesto que reconhece, na mesa posta ao ar livre, um dos mais antigos rituais humanos de comunidade e identidade. Vinte restaurantes e produtores artesanais de charcutaria se reunirão sob curadoria cuidadosa, lembrando que comer bem é, antes de tudo, um ato cultural. O evento situa São Paulo no mapa das grandes celebrações gastronômicas, onde tradição e inovação dividem o mesmo prato.
No Parque Villa-Lobos, em novembro, a Folha de S.Paulo inaugura seu primeiro festival gastronômico, reunindo vinte restaurantes da capital e produtores artesanais de carnes curadas, defumadas e maturadas. A curadoria é assinada por Marília Miragaia, editora do Guia Folha + Comida, com apoio da produtora Andrea Schwarz, responsável também pela feira de fabricantes artesanais.
Entre os produtores, a Salumeria Mayer se destaca com embutidos de até 190 dias de maturação, incluindo guanciale e pancetta tesa. A Pirineus, com mais de seis décadas de história e raízes espanholas, apresentará jamón, cecina, chorizos e o fino fuet catalão. Já a Oriz Defumados, nascida em Belo Horizonte e recém-chegada a São Paulo, traz pastrami de peito bovino, costelinhas ao estilo americano e corned beef curado por até três semanas.
Nos restaurantes, o Dalva e Dito de Alex Atala e o Aizomê de Telma Shiraishi dividem espaço com o Ici Bistrô — treze vezes eleito melhor francês da cidade —, o Aiô, melhor asiático de 2026, e o LosDos, premiado na categoria bom e barato com sua cozinha mexicana de sotaque brasileiro.
A música fica com o Blue Note São Paulo, que apresenta André Frateschi, Paula Lima, Wilson Simoninha e Tony Gordon. O festival ainda oferece debates sobre gastronomia, espaços para vinho, cerveja, crianças e piqueniques. Os ingressos partem de vinte e cinco reais, com promoção de dois pelo preço de um e três meses de assinatura gratuita da Folha. O evento acontece nos dias 7, 8, 14 e 15 de novembro, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.
No Parque Villa-Lobos, em novembro, a Folha de S.Paulo inaugura seu primeiro festival gastronômico, um encontro que promete reunir sob o mesmo teto vinte dos melhores restaurantes da capital e produtores artesanais especializados em carnes curadas, defumadas e maturadas. O evento nasce de uma curadoria assinada por Marília Miragaia, editora do Guia Folha + Comida, com apoio da produtora Andrea Schwarz, que também coordena uma feira dedicada aos fabricantes artesanais.
Entre os produtores que estarão presentes está a Salumeria Mayer, criada pelo casal Rudolf Mayer e Milena Furlanetto. A marca se dedica a embutidos de longa maturação, alguns levando até 190 dias para atingir o ponto ideal. Seu catálogo inclui patês e uma linha reserva com peças como guanciale—a papada suína curada—e pancetta tesa, a barriga suína também curada. Outra presença marcante é a Pirineus, que funciona desde 1958 e traz consigo as raízes da gastronomia espanhola. Embora tenha adaptado suas receitas ao paladar brasileiro ao longo dos anos, a marca preserva ingredientes típicos da Península Ibérica, como a páprica. No festival, apresentará cecina de carne bovina, chorizos, jamón, copa do porco e fuet, o fino salame de origem catalã, além de produtos frescos como a chistorra, linguiça fina do norte espanhol, e linguiça de cachaça. A Oriz Defumados, mais recente na cena paulista, nasceu em Belo Horizonte e há pouco mais de um ano estabeleceu operações em São Paulo. Sua especialidade é o pastrami de peito bovino, acompanhado de costelinhas defumadas ao estilo americano e corned beef, carne bovina curada entre 14 e 21 dias.
Os restaurantes confirmados incluem nomes de grande circulação na cidade. O Dalva e Dito, assinado pelo chef Alex Atala, estará presente, assim como o Aizomê, de Telma Shiraishi. O Saiko oferecerá seus sanduíches japoneses, enquanto a Veridiana apresentará pizzas gourmet premiadas. O Ici Bistrô, eleito melhor restaurante francês por treze vezes, integra o circuito. Também participam o Aiô, escolhido como melhor asiático em 2026 no especial O Melhor de São Paulo Gastronomia, e o LosDos, vencedor na categoria bom e barato com sua cozinha mexicana de toques brasileiros.
A programação musical fica a cargo do Blue Note São Paulo, a unidade da tradicional casa de jazz nova-iorquina. André Frateschi, Paula Lima, Wilson Simoninha e Tony Gordon atuarão como headliners. Além das apresentações e das áreas de degustação, o festival incluirá debates sobre gastronomia, espaços dedicados a vinho e cerveja, uma área infantil e espaço para piqueniques.
Os ingressos estão à venda pela plataforma Sympla a partir de cinquenta reais a inteira e vinte e cinco reais a meia-entrada. Quem comprar agora leva dois tíquetes pelo preço de um e recebe três meses de assinatura gratuita da Folha, com acesso ao Clube Folha Gourmet. O clube oferece benefícios em mais de duzentos restaurantes, permitindo pedir um prato e ganhar outro. O evento acontece nos dias sete, oito, quatorze e quinze de novembro, com funcionamento aos sábados das doze às vinte e duas horas e aos domingos das doze às vinte horas, no Parque Villa-Lobos, na avenida Professor Fonseca Rodrigues, bairro Alto de Pinheiros, zona oeste da capital.
Bemerkenswerte Zitate
Especializada em embutidos de longa maturação, que podem levar até 190 dias para ficar prontos— Descrição da Salumeria Mayer
Embora tenha adaptado o catálogo ao paladar brasileiro, preserva em suas receitas ingredientes típicos da Península Ibérica, como a páprica— Sobre a Pirineus