Fluminense cede empate nos acréscimos mas avança nos pênaltis contra Rivadavia

Fábio defendeu duas cobranças para carimbá-la entre os oito
Aos 45 anos, o goleiro foi decisivo nos pênaltis que levaram o Fluminense às quartas de final.
Mark

Como um time consegue estar tão perto da classificação e depois perder tudo nos acréscimos?

Mimi

É futebol. O Fluminense fez o que precisava fazer — saiu na frente, recuou, protegeu o resultado. Mas o Rivadavia tinha um homem a mais e não parou de atacar. Nos acréscimos, quando a energia está no limite, um lance muda tudo.

Mark

Fábio defendeu duas cobranças nos pênaltis. Aos 45 anos, ele ainda é o diferencial?

Mimi

Ele é mais que isso. Fábio é a razão pela qual o Fluminense está nas quartas. Sem ele, essa história termina diferente. Aos 45 anos, ele ainda tem reflexo, experiência, presença. Nos pênaltis, isso vale ouro.

Mark

O Fluminense jogou com dez homens por quase todo o segundo tempo. Como conseguiu vencer assim?

Mimi

Porque encontrou espaço nos contra-ataques. Com um homem a mais, o Rivadavia avançava as linhas, deixava espaço atrás. Serna aproveitou isso para fazer o gol. Mas também porque o Rivadavia não conseguiu converter a vantagem numérica em gols — só em pressão.

Mark

E agora? O que muda para as quartas?

Mimi

Agora o Fluminense respira. Mas sabe que pode ter sido mais eficiente. Teve chances, teve controle. Poderia ter vencido sem precisar dos pênaltis. Nas quartas, contra um adversário que sair de Platense ou Coquimbo Unido, essa margem de erro pode não existir.

  • O Fluminense jogou com um homem a menos por quase metade do segundo tempo após a expulsão de Canobbio, tornando cada minuto uma batalha de resistência.
  • Serna abriu o placar em contra-ataque preciso, mas o Rivadavia arrancou o empate nos acréscimos com um pênalti polêmico revisado pelo VAR.
  • Nos pênaltis, Fábio foi monumental: defendeu duas cobranças e transformou a tensão em classificação para as quartas de final.
  • O Fluminense agora aguarda o resultado entre Platense e Coquimbo Unido para descobrir quem será seu próximo adversário na competição.

Em noites como essa, o futebol lembra que a vitória raramente é linear. O Fluminense controlou, cedeu nos acréscimos e precisou de Fábio — 45 anos de experiência entre as traves — para defender duas cobranças e garantir a passagem às quartas de final da Copa Libertadores, disputada no estádio Malvinas Argentinas, na Argentina. É a história de um time que quase perdeu o que já tinha conquistado, e que encontrou na resiliência coletiva o caminho para seguir em frente.

O Fluminense tinha tudo sob controle — até não ter mais. Com vantagem no placar e o jogo nas mãos, o Tricolor viu o Independiente Rivadavia empatar nos acréscimos e a classificação escorregar para os pênaltis. Foi lá que Fábio, aos 45 anos, decidiu a noite.

O primeiro tempo foi de equilíbrio tenso. O Rivadavia pressionou a saída de bola brasileira, mas o Fluminense absorveu e dominou a posse. A melhor chance veio em escanteio de Hulk: Thiago Silva finalizou, a bola desviou em Canobbio e saiu. O 0 a 0 resistiu.

No segundo tempo, o jogo virou de cabeça para baixo logo cedo: Canobbio recebeu o segundo amarelo e deixou o Fluminense com dez. Mesmo assim, o time encontrou espaço nos contra-ataques. Aos 29 minutos, Hércules lançou nas costas da defesa, Serna ganhou na velocidade e bateu na saída do goleiro para abrir o placar.

O Rivadavia insistiu nos cruzamentos. Aos 45 minutos, o VAR chamou o árbitro para revisar toque de mão de Ignácio na área. Pênalti. Arce bateu forte no canto esquerdo, Fábio caiu para o lado errado, e o empate estava feito. Nos acréscimos, Hércules ainda acertou uma bomba, Fábio espalmou e Serna desperdiçou a sobra.

Nos pênaltis, Fábio defendeu Florentín e Atencio. Lucho Acosta desperdiçou pelo Fluminense, mas Renê, Martinelli, Hércules, Thiago Silva e Guga converteram. O Tricolor avançou e aguarda o vencedor de Platense x Coquimbo Unido para conhecer seu adversário nas quartas de final.

O Fluminense estava a noventa minutos de uma classificação limpa para as quartas de final da Copa Libertadores. Tinha a vantagem no placar, tinha o controle do jogo, tinha tudo que precisava. Então, nos acréscimos, tudo desabou. Arce empatou para o Independiente Rivadavia no estádio Malvinas Argentinas, e a decisão foi para os pênaltis — onde Fábio, aos 45 anos, defendeu duas cobranças e carimbou a passagem do Tricolor entre os oito melhores da competição.

O jogo começou com o Rivadavia tentando sufocá-lo desde o primeiro minuto, pressionando a saída de bola do Fluminense e apostando em erros na construção. O time brasileiro absorveu a pressão inicial, ganhou espaço e passou a controlar a posse. Aos 22 minutos, o Fluminense tinha 63% da bola, mas não conseguia transformar domínio em oportunidades claras. A melhor chance do primeiro tempo veio aos 35 minutos: Hulk cobrou escanteio, Thiago Silva apareceu livre na área, finalizou, a bola desviou em Canobbio e saiu pela linha. O Rivadavia voltou a pressionar no final do primeiro tempo — Fernández exigiu intervenção de Fábio, Elordi quase abriu o placar de cabeça — mas o 0 a 0 resistiu até o intervalo.

O segundo tempo começou com um golpe: aos 11 minutos, Canobbio recebeu o segundo cartão amarelo por falta forte em Fernández e deixou o Fluminense com dez jogadores. Com um homem a mais, o Rivadavia avançou suas linhas e passou a explorar bolas levantadas na área. Mas o Fluminense encontrou espaço nos contra-ataques. Aos 29 minutos, Hércules fez um lançamento preciso nas costas da defesa. Serna ganhou na velocidade, entrou na área e bateu na saída de Bolcato para colocar o Tricolor em vantagem.

O gol mudou o cenário. O Rivadavia aumentou a pressão, insistindo nos cruzamentos enquanto o Fluminense recuava para proteger o resultado. A estratégia quase funcionou — quase. Aos 45 minutos, o árbitro foi chamado pelo VAR após a bola atingir Ignácio dentro da área. Andres Rojas revisou e apontou a marca da cal: pênalti. Arce cobrou aos 51 minutos, bateu forte no canto esquerdo, e Fábio caiu para o lado oposto. O empate deixou tudo igual. O Rivadavia ainda teve uma última chance: Hércules acertou uma bomba de fora da área, Fábio espalmou, Serna ficou com a sobra livre na área, mas isolou por cima do gol.

Sem tempo para mais nada, a decisão foi para os pênaltis. Fábio defendeu as cobranças de Florentín e Atencio. Lucho Acosta desperdiçou para o Fluminense. Renê, Martinelli, Hércules, Thiago Silva e Guga marcaram para o Tricolor. Pelo Rivadavia, Arce, Salas, Villalba e Matías Fernández converteram. O Fluminense avançou e agora aguarda o vencedor de Platense e Coquimbo Unido para conhecer seu adversário nas quartas de final.

Fábio foi novamente decisivo e defendeu duas cobranças para colocar a equipe entre os oito melhores da competição
— Relatório do jogo
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