No Maracanã, o Fluminense encontrou nesta quinta-feira uma lição antiga sobre o futebol: a superioridade numérica não garante vitória quando a concentração vacila. Com um time reserva escalado para preservar forças antes do clássico contra o Botafogo, o Tricolor cedeu o empate ao Boavista nos minutos finais e viu escapar a chance de assumir a liderança do Campeonato Carioca — ficando a um ponto do Flamengo e sob as vaias de uma torcida que, mesmo compreendendo a estratégia, não perdoou o tropeço em casa.
Fluminense cede empate ao Boavista no fim e é vaiado no Maracanã
Mesmo com um a menos, o Boavista conseguiu o empate que a torcida não perdoou
Por que Diniz decidiu poupar tantos titulares em um jogo que poderia dar a liderança?
Ele estava pensando no clássico contra o Botafogo no domingo. Times com futebol semelhante, e rodar o elenco no começo da temporada evita lesões e desgaste. Faz sentido estratégico, mas o resultado mostrou que não funcionou.
O que aconteceu com o gol do Boavista no final?
Marquinhos aproveitou uma bobeira de Guga na defesa. O Boavista passou 45 minutos inteiros se defendendo com um a menos — foram expulsos aos 4 do segundo tempo — e mesmo assim conseguiu o empate. Isso é o que mais dói.
A torcida vaiou mesmo com a escalação alternativa?
Sim. Os torcedores entendem a estratégia, mas não perdoam o resultado. Você está em casa, tem superioridade numérica por 35 minutos, e não consegue vencer. A vaias refletem frustração, não falta de compreensão.
Qual foi o lance mais polêmico?
No primeiro tempo, a bola bateu na mão do Jorge dentro da área. Sem VAR, o árbitro não marcou pênalti. Leandrão protestou e levou amarelo. Se tivesse marcado, o jogo seria completamente diferente.
O que muda agora para o clássico?
Diniz vai ter seus titulares descansados, mas a confiança abalada. O Fluminense precisa recuperar a liderança e mostrar que a estratégia de poupar fez sentido. O Botafogo vai estar esperando por isso.
Il Polso
- O Fluminense jogou 35 minutos com um homem a mais, mas desperdiçou chances claras e não soube transformar a vantagem numérica em gols.
- Aos 44 minutos do segundo tempo, um chutão do goleiro adversário e uma falha de Guga bastaram para o Boavista — lanterna da competição — arrancar o empate e deixar o Maracanã em silêncio.
- Felipe Melo esbravejou em campo e Fernando Diniz saiu visivelmente contrariado, sinalizando que a estratégia de poupar titulares cobrou um preço alto no vestiário e nas arquibancadas.
- A torcida vaiou o apito final, e o Fluminense permanece em segundo lugar com 10 pontos, um atrás do Flamengo, que ainda tem um jogo a disputar.
- O time agora precisa recuperar o moral a tempo do clássico contra o Botafogo no domingo, às 18 horas — partida que se tornou ainda mais urgente após o tropeço.
No Maracanã, o Fluminense encontrou nesta quinta-feira uma lição antiga sobre o futebol: a superioridade numérica não garante vitória quando a concentração vacila. Com um time reserva escalado para preservar forças antes do clássico contra o Botafogo, o Tricolor cedeu o empate ao Boavista nos minutos finais e viu escapar a chance de assumir a liderança do Campeonato Carioca — ficando a um ponto do Flamengo e sob as vaias de uma torcida que, mesmo compreendendo a estratégia, não perdoou o tropeço em casa.
O Fluminense deixou o Maracanã na noite de quinta-feira sem a vitória que o colocaria na liderança do Campeonato Carioca. Escalado com um time reserva por decisão do técnico Fernando Diniz — que poupava os titulares para o clássico contra o Botafogo no domingo —, o Tricolor cedeu o empate de 1 a 1 ao Boavista nos minutos finais e foi vaiado pela torcida ao fim do jogo. O resultado mantém o Fluminense em segundo lugar, com 10 pontos, um atrás do Flamengo.
A estratégia de Diniz era compreensível: apenas André e Jhon Arias foram relacionados entre os titulares, e ambos ficaram no banco. O Boavista, lanterna da competição, chegou ao Maracanã buscando sua primeira vitória e criou problemas desde o início. Aos 15 minutos, exigiu boa defesa do goleiro Pedro Rangel, e ainda reclamou de pênalti em lance de bola na mão. Sem VAR disponível, o árbitro não marcou. O Fluminense demorou a reagir, mas abriu o placar de forma inusitada: aos 47 minutos do primeiro tempo, o próprio zagueiro Kevem desviou um cruzamento para dentro do gol, anotando contra.
No segundo tempo, o Fluminense dominou e o Boavista ficou ainda mais fragilizado quando Léo Sheldon foi expulso após duas faltas seguidas, com apenas 10 minutos em campo. Com um jogador a menos, os visitantes recuaram e passaram a se defender. O Tricolor, porém, não aproveitou: Felipe Melo desperdiçou chance clara, Giovanni quase marcou de cabeça, e David Braz quase cometeu outro gol contra.
O castigo chegou aos 44 minutos. Um chutão do goleiro Fernando encontrou Marquinhos, que aproveitou uma falha de Guga para empatar. O Boavista escapou da lanterna. Felipe Melo esbravejou, Diniz saiu contrariado e a torcida vaiou. O Fluminense agora se prepara para o clássico de domingo com a missão de recuperar o moral — e a liderança que deixou escapar.
O Fluminense saiu do Maracanã na quinta-feira à noite sem a vitória que poderia tê-lo colocado na liderança do Campeonato Carioca. Diante de uma equipe reserva montada especialmente para poupar os titulares antes do clássico contra o Botafogo no domingo, o time cedeu um empate de 1 a 1 para o Boavista nos minutos finais e viu a torcida vaiá-lo após o apito final. O resultado deixou o Fluminense na segunda colocação com 10 pontos, um atrás do Flamengo, que ainda tem um jogo a disputar.
O técnico Fernando Diniz havia optado por uma estratégia clara: descansar seus principais jogadores. Apenas dois integrantes do elenco titular foram relacionados — o volante André e o atacante Jhon Arias — e ambos permaneceram no banco. A justificativa era sensata: times apresentavam futebol semelhante e rodar o elenco no início da temporada ajudaria a evitar desgastes desnecessários. O Boavista, na lanterna da competição, chegava ao Maracanã buscando sua primeira vitória e prometia ser ousado apesar da desvantagem.
O jogo começou com o Boavista criando problemas. Aos 15 minutos, Matheus Alessandro exigiu boa defesa de Pedro Rangel. Pouco depois, a bola bateu na mão de Jorge dentro da área em uma jogada sem intenção, e os visitantes reclamaram de pênalti. Sem o auxílio do VAR — que só seria utilizado no clássico — o árbitro não marcou a infração. Leandrão, técnico do Boavista, protestou e levou cartão amarelo. O Fluminense demorou para criar perigo: a primeira finalização de risco veio apenas aos 26 minutos com Lima. Antes do intervalo, porém, o Fluminense abriu o placar de forma inusitada. Após boa troca de passes, o cruzamento de Lima mirava o zagueiro David Braz, mas Kevem desviou para trás e enganou seu próprio goleiro, anotando contra aos 47 minutos do primeiro tempo.
O Boavista retornou do intervalo com duas mudanças na tentativa de reagir, enquanto Diniz manteve sua escalação. O segundo tempo começou com o Fluminense dominando. Michel Araújo quase ampliou em bela jogada aos 4 minutos, e Fernando, goleiro do Boavista, fez grande defesa. Marrony também teve sua chance. Mas o jogo mudou quando Léo Sheldon, uma das apostas do Boavista para a reação, cometeu duas faltas fortes seguidas e foi expulso após apenas 10 minutos em campo. Com um jogador a menos, o Boavista foi forçado a sacrificar um atacante e passou a se defender durante toda a segunda etapa.
O Fluminense desperdiçou a superioridade numérica. Felipe Melo teve chance clara após saída errada do goleiro Fernando, batendo para fora. Giovanni quase marcou de cabeça. David Braz quase cometeu outro gol contra ao desviar uma cobrança de falta, mas Pedro Rangel salvou. O castigo veio aos 44 minutos do segundo tempo. Após passar toda a segunda etapa se defendendo, o Boavista buscou o empate em uma jogada que começou com um chutão do goleiro Fernando. A bola sobrou para Marquinhos, que aproveitou uma bobeira de Guga, arrancou e bateu para igualar o marcador. O Boavista deixou a lanterna. Fernando Diniz saiu com cara de poucos amigos, e Felipe Melo esbravejou após a falha defensiva que custou o gol. A torcida do Fluminense vaiou o tropeço em casa, mesmo compreendendo a estratégia de poupar jogadores. O time agora se prepara para o clássico contra o Botafogo no domingo, às 18 horas, com a necessidade de recuperar o moral e a liderança que escapou.
Citazioni salienti
Fernando Diniz optou por poupar titulares visando o clássico contra o Botafogo, justificando que rodar o elenco é bom para não estourar peças no começo da temporada— Relatório técnico do jogo