Flamengo vence Del Valle na altitude e abre boa vantagem na Libertadores

Dois gols de vantagem em altitude transformam tudo
O Flamengo sai de Quito com margem confortável para a semifinal da Libertadores.
Mark

Como um time consegue jogar bem em altitude assim? Parecia que o Flamengo estava com falta de ar.

Mimi

Exatamente. Quito fica a quase três mil metros. No primeiro tempo, o Flamengo não conseguia nem construir jogadas — muitos erros técnicos, passes imprecisos. Só no segundo tempo, quando o corpo se acostuma um pouco, é que o time começou a funcionar.

Luke

Mas o Del Valle também jogava em casa, na mesma altitude. Por que não aproveitou melhor?

Mimi

Boa pergunta. O Del Valle criou chances, sim — duas com Charli González. Mas González se lesionou e saiu. Depois disso, o time perdeu criatividade. E o Flamengo, mesmo desconfortável, conseguiu sair com dois gols.

Mark

Então a vantagem de dois gols é realmente confortável para o jogo de volta?

Mimi

Muito. O Flamengo pode perder por um gol e avança. Só perde a vaga se levar dois gols de diferença, aí vai para pênaltis.

Luke

Mas tem um detalhe — o Del Valle é líder do campeonato equatoriano com vinte pontos de distância. Não é um time fraco. Pode surpreender no Maracanã.

Mimi

Verdade. Mas jogar no Maracanã é diferente. E o Flamengo está em boa fase, liderando o Brasileirão também.

Mark

E se o Del Valle conseguir um gol lá?

Luke

Aí o Flamengo precisa de outro gol para garantir. Fica mais tenso, mas a vantagem continua do lado carioca.

Mimi

Exatamente. Por isso essa vitória em Quito foi tão importante. Abriu espaço para o Flamengo respirar na volta.

  • A altitude de Quito, a quase três mil metros, cobrou seu preço no primeiro tempo: o Flamengo errava passes, perdia contra-ataques e mal chegava ao gol adversário.
  • O Del Valle controlou a posse e criou perigo real duas vezes com Charli González — mas perdeu seu principal criador ao fim do primeiro tempo por lesão muscular.
  • O jogo virou no segundo tempo com um gol de Bruno Henrique assistido por Samuel Lino, quebrando o bloqueio equatoriano e devolvendo ao Flamengo o controle emocional da partida.
  • Léo Pereira ampliou de cabeça em cruzamento de Emerson Royal, e o Rubro-Negro passou a administrar o placar com a tranquilidade que a primeira etapa não permitiu.
  • Com a vantagem de 2 a 0, o Flamengo chega ao Maracanã no dia 17 podendo perder por um gol e ainda assim avançar à semifinal da Libertadores.

Em noites como a de Quito, o futebol revela sua dimensão de resistência: o Flamengo enfrentou a altitude, o domínio territorial do adversário e a própria imprecisão para sair com uma vantagem de dois gols sobre o Independiente del Valle nas quartas de final da Libertadores. Os gols de Bruno Henrique e Léo Pereira, marcados no segundo tempo do Estádio Olímpico Atahualpa, transformam o jogo de volta no Maracanã em algo próximo de uma celebração antecipada — desde que o time carioca não tropece em si mesmo. A vitória não foi bela, mas foi eficaz, e na lógica eliminatória, eficácia é tudo.

O Flamengo saiu de Quito com o resultado que precisava. Na noite de quinta-feira, o time carioca derrotou o Independiente del Valle por 2 a 0 no Estádio Olímpico Atahualpa, pelas quartas de final da Copa Libertadores, com gols de Bruno Henrique e Léo Pereira.

O primeiro tempo foi inteiramente do Del Valle. Dono da casa e líder isolado de seu campeonato, o time equatoriano controlou a posse e criou duas chances reais com Charli González — uma delas acertou a trave de Rossi. O Flamengo sofria com a altitude, errava na construção e não conseguia criar. González, porém, saiu lesionado antes do intervalo, privando o Del Valle de seu principal motor criativo.

O segundo tempo começou com o mesmo roteiro, mas aos quinze minutos tudo mudou. Jorginho puxou pelo meio, Samuel Lino cruzou pela esquerda e Bruno Henrique empurrou para a rede. O técnico Leonardo Jardim ainda promoveu as entradas de Lucas Paquetá e Gonzalo Plata — reintegrado ao elenco após negociação frustrada com o Dínamo de Moscou. O segundo gol veio em cruzamento de Emerson Royal, com Léo Pereira subindo acima da defesa para ampliar.

Com dois gols de vantagem, o Flamengo finalmente cadenciou a posse e administrou até o apito final. O jogo de volta acontece no Maracanã no dia 17, às 21h30. O Rubro-Negro pode perder por um gol e ainda avança; apenas uma derrota por dois ou mais levaria a decisão aos pênaltis. Na outra chave, Corinthians e Estudiantes empataram no primeiro confronto, deixando em aberto o próximo adversário do vencedor desta série.

O Flamengo saiu de Quito com exatamente o que precisava: uma vantagem confortável que transforma o jogo de volta em seu favor. Na noite de quinta-feira, em altitude que costuma castigar visitantes, o time carioca derrotou o Independiente del Valle por 2 a 0 no estádio Olímpico Atahualpa, pelas quartas de final da Copa Libertadores. Bruno Henrique e Léo Pereira marcaram os gols que abrem caminho para a semifinal.

O Del Valle começou como esperado: dono da casa, propositivo desde o apito inicial, controlando a posse de bola durante todo o primeiro tempo. O time equatoriano, atual líder de seu campeonato com mais de vinte pontos de distância do segundo colocado, criou apenas duas situações de perigo real. Charli González foi o responsável por ambas — uma aos oito minutos e outra aos vinte, quando acertou a trave do goleiro Rossi em cruzamento pela direita. A lesão muscular que González sofreu nos minutos finais da primeira etapa o tirou do jogo, privando o Del Valle de seu principal criador de oportunidades.

O Flamengo, por sua vez, sofria com a falta de ar. A altitude de Quito, que fica a quase três mil metros acima do nível do mar, cobrou seu preço nos primeiros quarenta e cinco minutos. Os passes saíam imprecisos, os contra-ataques não ganhavam sequência, e o goleiro Aldair Quintana não precisou fazer uma única defesa de verdade. O time carioca tentava escapar nas brechas, mas a criatividade não aparecia e os erros técnicos eram frequentes.

O segundo tempo começou com o mesmo roteiro — Del Valle pressionando, Flamengo errando na construção. Mas aos doze minutos, Léo Ortiz cabeceou após cobrança de falta, sinalizando que o Rubro-Negro finalmente acordava. Três minutos depois, veio o gol. Jorginho puxou a jogada pelo meio, Samuel Lino recebeu pela esquerda e cruzou para Bruno Henrique apenas empurrar a bola para a rede. O Del Valle respondeu com pressão renovada, mas Leonardo Jardim, técnico do Flamengo, promoveu as entradas de Lucas Paquetá e Gonzalo Plata — este último reintegrado ao elenco após uma negociação frustrada com o Dínamo de Moscou.

O segundo gol saiu pela direita, em cruzamento de Emerson Royal. Léo Pereira subiu acima da defesa equatoriana e ampliou o marcador. Com dois gols de vantagem, o cenário mudou completamente. O Flamengo conseguiu enfim cadenciar a posse de bola, controlar o ritmo e administrar a partida até o apito final.

Agora a vantagem segue para o Maracanã. O jogo de volta acontece na próxima quinta-feira, dia dezessete, às 21h30, no Rio de Janeiro. O Flamengo pode perder por um gol de diferença e ainda assim avança para a semifinal. Apenas uma derrota por dois gols levaria a decisão para os pênaltis. Do outro lado da chave, Corinthians e Estudiantes ficaram no empate no primeiro confronto das quartas, deixando em aberto quem será o próximo adversário do vencedor desta série. Enquanto isso, o Rubro-Negro segue na liderança do Brasileirão, com duas frentes de batalha abertas.

O Flamengo pode perder por até um gol de diferença que garante a classificação para a semifinal
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