Na noite de 8 de outubro, o Flamengo transformou sua camisa em manifesto político, substituindo o logotipo de seu patrocinador master pela frase 'Proibir não é proteger' durante partida contra o Santos na Vila Belmiro. O gesto, coordenado com as placas ao redor do estádio, marcou o protesto mais incisivo de um clube brasileiro contra a Medida Provisória que baniu as casas de apostas do país — entre elas a Betano, parceira do clube. Há momentos em que o campo de jogo deixa de ser apenas esporte e passa a ser o lugar onde a sociedade negocia seus limites.
Flamengo protesta contra MP das bets com frase na camisa
Proibir não é proteger — no peito, onde deveria estar o dinheiro
Por que o Flamengo escolheu fazer isso justamente neste jogo, contra o Santos?
A rodada 29 já estava recebendo protestos contra a MP, então havia um momento político. Mas o Flamengo foi além — colocou a frase oficial das entidades contrárias à medida, não apenas uma manifestação genérica.
Mas a gente sabe por que? A reportagem não explica a estratégia. Pode ter sido combinado com outras entidades, pode ter sido decisão unilateral. Não fica claro.
E quanto ao Santos? Por que não fez o mesmo?
O Santos não exibiu a frase. A reportagem não diz se foi uma escolha deliberada ou se simplesmente não participou dessa forma de protesto.
Exatamente. Não sabemos se o Santos foi convidado e recusou, se discorda da abordagem, ou se simplesmente não estava organizado. Isso importa para entender o tamanho real da mobilização.
A Betano era o patrocinador master do Flamengo. Isso significa que o clube perdeu receita?
A Betano foi proibida de operar no Brasil pela MP, então sim, a parceria acabou. O Flamengo usou aquele espaço para protestar.
Mas a gente não sabe quanto dinheiro o Flamengo deixou de ganhar, ou se já tinha encontrado outro patrocinador para aquele espaço. A reportagem não quantifica o impacto financeiro.
O presidente do Flamengo já tinha se posicionado contra a medida antes?
Sim, Luiz Eduardo Baptista já havia se manifestado publicamente contra a MP. Então isso era consistente com a posição do clube.
Mas não sabemos se ele foi quem decidiu colocar a frase na camisa, ou se foi uma decisão coletiva com jogadores, comissão técnica. A reportagem atribui o posicionamento ao presidente, mas não diz quem tomou essa decisão específica.
Outros clubes vão fazer o mesmo?
Não sabemos. A reportagem diz que nenhum outro clube havia feito isso até a publicação, mas deixa em aberto se outros vão seguir o exemplo nas próximas rodadas.
E essa é a questão mais importante que fica sem resposta. É um protesto isolado do Flamengo ou o começo de uma mobilização maior? A reportagem não nos diz.
El Pulso
- O Flamengo abriu mão de receita e visibilidade comercial para estampar no peito uma mensagem política contra a MP das bets — um gesto que custou dinheiro real.
- A Betano, patrocinadora master do clube, foi proibida de operar no Brasil pela Medida Provisória, deixando um vazio financeiro e acendendo a resistência organizada dos clubes.
- Nenhum outro clube havia ousado colocar o slogan oficial da ANJL e do IBJR no espaço mais visível de sua camisa — o Flamengo rompeu esse limite na rodada 29 do Brasileirão.
- O Santos, adversário da noite, manteve seus patrocinadores habituais, revelando que não há consenso entre os clubes sobre como enfrentar a regulação.
- A pergunta que paira sobre as próximas rodadas é se o exemplo do Flamengo será seguido ou se o clube permanecerá isolado nessa forma de contestação.
Na noite de 8 de outubro, o Flamengo transformou sua camisa em manifesto político, substituindo o logotipo de seu patrocinador master pela frase 'Proibir não é proteger' durante partida contra o Santos na Vila Belmiro. O gesto, coordenado com as placas ao redor do estádio, marcou o protesto mais incisivo de um clube brasileiro contra a Medida Provisória que baniu as casas de apostas do país — entre elas a Betano, parceira do clube. Há momentos em que o campo de jogo deixa de ser apenas esporte e passa a ser o lugar onde a sociedade negocia seus limites.
Na noite de quinta-feira, o Flamengo entrou em campo contra o Santos na Vila Belmiro com uma mensagem no lugar onde deveria estar o logotipo da Betano: 'Proibir não é proteger'. Era o protesto mais direto que um clube havia feito contra a Medida Provisória que proibiu as casas de apostas de operar no Brasil — entre elas a própria Betano, parceira e patrocinadora master do rubro-negro.
Não era a primeira vez que a rodada 29 do Campeonato Brasileiro recebia manifestações contra a MP, mas nenhum clube havia colocado o slogan oficial da Associação Nacional de Jogos e Loterias e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável no espaço mais visível de sua camisa. As placas publicitárias ao redor do estádio carregavam a mesma frase, revelando um protesto coordenado que transformou o jogo em espaço de comunicação política.
O posicionamento do Flamengo não era novidade — seu presidente já havia se manifestado publicamente contra a medida —, mas levar a mensagem para dentro do campo, diante de câmeras e espectadores, representava uma escalada. O Santos, por sua vez, manteve os patrocinadores habituais, deixando claro que não há unanimidade entre os clubes sobre como responder à regulação.
O que o Flamengo fez foi converter um espaço comercial em espaço de contestação. A camisa de futebol é um dos objetos mais vistos do país durante noventa minutos, e ocupá-la com uma mensagem política — abrindo mão de receita — foi uma escolha deliberada e custosa. Se outros clubes seguirão o exemplo nas próximas rodadas do Brasileirão, ainda está por ser visto.
Na noite de quinta-feira, 8 de outubro, o Flamengo entrou em campo contra o Santos na Vila Belmiro com uma mensagem estampada no peito. Onde deveria estar o logotipo da Betano — seu patrocinador master — havia apenas três palavras: "Proibir não é proteger". Era o protesto mais direto que um clube havia feito até então contra a Medida Provisória que proibiu as casas de apostas de operar no Brasil.
A decisão do Flamengo de ocupar o espaço central da camisa com o slogan marcava uma escalada na resistência que o clube vinha demonstrando. Não era a primeira vez que a rodada 29 do Campeonato Brasileiro recebia manifestações contra a MP — havia outras formas de protesto circulando — mas nenhum clube havia ousado colocar a frase oficial da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) no lugar mais visível de sua uniforme. A Betano, que havia sido parceira do clube, estava entre as empresas atingidas pela proibição e deixaria de operar no país.
O posicionamento do Flamengo não era novo. Seu presidente, Luiz Eduardo Baptista, já havia se manifestado publicamente contra a medida. Mas levar a mensagem para dentro do campo, para os olhos de todos os espectadores e câmeras, era diferente. As placas de publicidade ao redor do estádio, que normalmente exibiam anúncios de casas de apostas, também carregavam a mesma frase. Era um protesto coordenado, pensado, que transformava o jogo em um espaço de comunicação política.
O Santos, que enfrentava o Flamengo naquela noite — ambos os times vinham em sequência positiva na competição — não adotou a mesma estratégia. Sua camisa permaneceu com os patrocinadores habituais. A bola rolou às 19h30 sem que houvesse unanimidade entre os clubes sobre como responder à regulação das apostas esportivas.
O que o Flamengo fez foi transformar um espaço comercial em um espaço de contestação. A camisa de futebol é um dos objetos mais vistos do país durante noventa minutos. Colocar uma mensagem política ali, no lugar onde normalmente se vê uma marca que gera receita, era uma escolha que custava dinheiro e visibilidade — e o clube a fez mesmo assim. A pergunta que ficava no ar era se outros clubes seguiriam o exemplo nas rodadas seguintes do Brasileirão, ou se o Flamengo permaneceria sozinho nessa forma de protesto.
Citas Notables
O Flamengo, por meio de seu presidente Luiz Eduardo Baptista, já se posicionava contrário à MP— Contexto da reportagem