Filha de Silvio Santos denuncia golpe com vídeo deepfake do apresentador

É golpe. Não caiam nessa.
Daniela Beyruti alertou seguidores sobre vídeo deepfake de seu pai circulando nas redes sociais.
Mark

Por que Daniela Beyruti precisou fazer esse aviso pessoalmente? Não há outras formas de combater isso?

Mimi

Ela tem uma plataforma e uma responsabilidade. Como vice-presidente do SBT e filha dele, sua voz tem peso. As redes sociais não removem conteúdo rápido o suficiente — a denúncia dela é um escudo imediato.

Luke

Mas quantas pessoas veem o aviso dela comparado ao número que vê o vídeo falso? Não sabemos. E o logotipo da Veja — alguém verificou se a revista foi contatada sobre isso?

Mimi

Provavelmente não. É por isso que o golpe funciona. Eles roubam credibilidade de instituições que não sabem que estão sendo usadas.

Mark

O fato de Silvio estar afastado da TV desde 2022 torna isso mais fácil?

Luke

Sim, mas precisamos ser cuidadosos aqui. Não sabemos exatamente por que ele está afastado ou qual é seu estado de saúde. O golpe aproveita essa lacuna de informação.

Mimi

Exatamente. Quanto menos as pessoas o veem, mais fácil é fingir que ele está dizendo coisas que nunca disse.

Mark

Isso vai acontecer com outras celebridades?

Luke

Já está acontecendo. Este é apenas um caso que foi denunciado publicamente. Quantos outros passam despercebidos?

  • Um vídeo gerado por IA colocou palavras falsas na boca de Silvio Santos e de sua esposa Iris Abravanel, explorando a confiança que milhões de brasileiros depositam no apresentador.
  • A ausência prolongada de Silvio da televisão desde setembro de 2022 criou o terreno perfeito para a fraude — quanto menos o público o via ao vivo, mais convincente o deepfake poderia parecer.
  • Os criminosos adicionaram o logotipo da Veja ao vídeo falso, tentando emprestar a credibilidade de uma instituição jornalística a um golpe de saúde.
  • Daniela Beyruti reagiu publicamente no Instagram com um alerta direto — 'É golpe. Não caiam nessa' —, transformando sua posição familiar e executiva em escudo para os seguidores.
  • O caso expõe uma vulnerabilidade crescente: qualquer figura pública pode ter sua imagem capturada e redistribuída em campanhas enganosas, e os alertas nem sempre chegam antes dos cliques.

Quando a imagem de um homem pode ser separada de sua vontade e colocada a serviço de estranhos, algo fundamental sobre confiança e identidade é posto à prova. Em outubro de 2023, criminosos usaram inteligência artificial para fabricar um vídeo de Silvio Santos — ausente da televisão há mais de um ano — recomendando uma erva medicinal, revestindo a fraude com o logotipo da revista Veja para simular respaldo jornalístico. Sua filha Daniela Beyruti, vice-presidente do SBT, usou seu próprio alcance para desfazer o que a tecnologia havia construído, lembrando ao público que ver não é mais sinônimo de crer.

Na manhã de 27 de outubro de 2023, Daniela Beyruti se deparou com mais uma ameaça circulando pelas redes sociais: um vídeo falso de seu pai, Silvio Santos, recomendando uma erva como tratamento para artrose. Como vice-presidente do SBT, ela publicou imediatamente um aviso no Instagram, deixando claro que a gravação era produto de inteligência artificial e que ninguém deveria confiar naquilo que via.

O golpe era simples e eficaz. Usando tecnologia de síntese de vídeo, criminosos criaram imagens de Silvio e de sua esposa Iris Abravanel sugerindo a erva como alternativa a cirurgias. Para dar aparência de legitimidade, adicionaram o logotipo da revista Veja — um detalhe calculado para fazer a fraude parecer jornalisticamente endossada. O vídeo se espalhou por perfis do Instagram, alcançando seguidores que reconheciam o rosto do apresentador e poderiam confiar em sua palavra.

A escolha de Silvio como alvo não era casual. Ele havia se afastado da televisão em setembro de 2022 e ainda não havia retornado. Sua longa ausência da tela tornava mais fácil manipular sua imagem: quanto menos recentemente alguém o via ao vivo, mais plausível um vídeo falso poderia parecer. No início daquele outubro, ele havia aparecido brevemente no aniversário da filha Patricia, fotografado de pijama ao lado da família — um raro vislumbre de um homem retirado da vida pública.

O episódio vai além de Silvio Santos. Ele aponta para um problema em expansão: a tecnologia de deepfake já é acessível o suficiente para enganar pessoas comuns, e celebridades se tornam vetores involuntários de fraude simplesmente por serem reconhecidas. Daniela fez sua parte ao alertar — mas a pergunta que fica é quantas pessoas viram o aviso antes de clicar no link.

Daniela Beyruti acordou para mais uma ameaça circulando nas redes sociais — desta vez, um vídeo falso do seu pai, Silvio Santos, recomendando um remédio para artrose. Na sexta-feira, 27 de outubro, a vice-presidente do SBT publicou um aviso direto em seu perfil no Instagram: o vídeo era criação de inteligência artificial, e qualquer pessoa que o visse deveria ignorar completamente.

O golpe funcionava de forma simples mas eficaz. Criminosos haviam gerado um vídeo sintético mostrando tanto Silvio quanto sua esposa, Iris Abravanel, recomendando uma erva como alternativa à cirurgia para tratar artrose. Para aumentar a aparência de legitimidade, os fraudadores adicionaram o logotipo da revista Veja ao anúncio — um detalhe pequeno mas calculado para fazer a proposta parecer jornalisticamente endossada. O vídeo começou a circular em perfis do Instagram, alcançando seguidores que poderiam reconhecer o rosto de Silvio e confiar na recomendação.

Daniela foi direta em sua denúncia. "Tem circulado por aí. É golpe. Não caiam nessa", escreveu, transformando seu alcance como membro da família e executiva da emissora em ferramenta de proteção pública. A mensagem era clara: o homem no vídeo não era real, as palavras não eram dele, e ninguém deveria agir com base naquilo que via.

O timing do golpe não era aleatório. Silvio Santos havia desaparecido da televisão em setembro de 2022, e meses depois ainda não havia retornado. Sua ausência prolongada da tela tornava mais fácil para criminosos usar sua imagem — quanto menos recentemente alguém o vira ao vivo, mais plausível um vídeo falso poderia parecer. No início daquele mês de outubro, Silvio havia feito uma rara aparição no aniversário de sua filha Patricia Abravanel, fotografado de pijama ao lado da família, um vislumbre breve de um homem que havia se afastado da vida pública.

O caso ilustrava um problema crescente: a tecnologia de síntese de vídeo havia avançado o suficiente para enganar pessoas comuns, e criminosos estavam aproveitando isso para explorar a confiança que o público tinha em celebridades. Não era apenas sobre Silvio Santos — era sobre qualquer figura pública cuja imagem pudesse ser capturada, manipulada e redistribuída em campanhas fraudulentas. O logotipo da Veja adicionado ao vídeo era particularmente insidioso, sugerindo que uma instituição de mídia respeitável havia validado a recomendação. Daniela Beyruti havia feito seu trabalho ao alertar, mas a questão permanecia: quantas pessoas veriam o aviso antes de clicar no link?

Tem circulado por aí. É golpe. Não caiam nessa.
— Daniela Beyruti, em aviso publicado no Instagram
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