A mais de um ano das eleições de 2026, o Espírito Santo já esboça seus contornos políticos: Ricardo Ferraço lidera com folga as intenções de voto para o governo estadual, mas quase metade do eleitorado ainda não fixou sua escolha — lembrando que campanhas são processos vivos, não fotografias. A pesquisa da Real Time Big Data, com 1.600 entrevistados, revela não apenas quem está à frente, mas também onde residem as vulnerabilidades de cada candidato, especialmente a alta rejeição que cerca Helder Salomão.
Ferraço lidera pesquisa para governador do Espírito Santo com 47% das intenções
Quase 40% do eleitorado ainda não sabe em quem vai votar
O que essa pesquisa nos diz sobre o estado real da corrida no Espírito Santo?
Que Ferraço tem uma vantagem clara neste momento, mas há um detalhe importante: quando você pergunta aos eleitores sem apresentar os nomes, quase 40% não conseguem dizer em quem vão votar. Isso significa que o cenário pode mudar.
Exatamente. Os 47% de Ferraço no cenário estimulado parecem sólidos, mas quando você olha para a pesquisa espontânea, ele cai para 24%. Isso é uma diferença enorme. A pesquisa está medindo duas coisas diferentes.
E quanto à rejeição? Salomão tem 47% de rejeição.
Sim, é o maior índice entre os três. Mas Pazolini e Ferraço têm 37% cada um. Nenhum deles está em uma posição confortável em termos de rejeição.
O ponto é que 37% de rejeição ainda é muito alto. Significa que mais de um terço do eleitorado já descartou esses candidatos. Isso limita o teto de crescimento deles.
Os cenários de segundo turno mostram Ferraço vencendo em todos. Isso é definitivo?
Não. Essas são simulações baseadas em como as pessoas responderam hoje. Campanhas mudam dinâmicas. Mas sim, em todos os três cenários testados, Ferraço sairia vitorioso.
E note que Salomão perde para qualquer um. Ele fica em terceiro em todos os cenários. Isso é um dado importante sobre a viabilidade dele como candidato.
Como devemos interpretar esses 40% de indecisos?
Como uma oportunidade. Há muito voto em jogo ainda. Mas também como um sinal de que a campanha ainda não cristalizou as preferências das pessoas.
Importante notar que a margem de erro é de 2 pontos percentuais. Então a diferença de 8 pontos entre Ferraço e Pazolini está fora da margem de erro, mas não por uma quantidade gigantesca. É uma vantagem real, mas não é um resultado que fecha a porta para mudanças.
O Pulso
- Ferraço (MDB) lidera com 47% dos votos válidos e venceria qualquer adversário em simulações de segundo turno, consolidando-se como favorito.
- Pazolini (Republicanos) aparece em segundo com 39% e representa a principal ameaça ao líder, com rejeição idêntica à de Ferraço — ambos em 37%.
- Salomão (PT) enfrenta uma barreira severa: 47% do eleitorado afirma que jamais votaria nele, e perderia para os dois rivais em qualquer confronto direto.
- Cerca de 40% dos eleitores capixabas ainda estão indecisos ou não mencionam espontaneamente nenhum candidato, mantendo a disputa em aberto.
- A campanha ainda tem meses pela frente, e a margem de 8 pontos entre Ferraço e Pazolini, embora expressiva, não é considerada intransponível.
A mais de um ano das eleições de 2026, o Espírito Santo já esboça seus contornos políticos: Ricardo Ferraço lidera com folga as intenções de voto para o governo estadual, mas quase metade do eleitorado ainda não fixou sua escolha — lembrando que campanhas são processos vivos, não fotografias. A pesquisa da Real Time Big Data, com 1.600 entrevistados, revela não apenas quem está à frente, mas também onde residem as vulnerabilidades de cada candidato, especialmente a alta rejeição que cerca Helder Salomão.
Uma pesquisa da Real Time Big Data, divulgada nesta quarta-feira, traça o primeiro retrato consistente da corrida ao governo do Espírito Santo em 2026. Ricardo Ferraço, do MDB, lidera com 47% das intenções de voto nos votos válidos, seguido por Lorenzo Pazolini, do Republicanos, com 39%, e Helder Salomão, do PT, com 14%. O levantamento ouviu 1.600 pessoas entre 25 e 29 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Na pesquisa espontânea — quando os nomes não são apresentados —, Ferraço aparece com 24%, Pazolini com 18% e Salomão com 10%. O dado mais revelador é que 37% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder, e outros 8% indicaram voto nulo ou em branco. Somados, esses números mostram que aproximadamente 40% do eleitorado ainda não definiu sua escolha.
A rejeição aos candidatos aprofunda a análise. Salomão concentra a maior resistência: 47% dos eleitores afirmam que não votariam nele em hipótese alguma. Ferraço e Pazolini empatam nesse quesito, ambos com 37%, o que sugere que o líder consegue sustentar sua base apesar de uma rejeição relevante.
As simulações de segundo turno reforçam o favoritismo de Ferraço: ele venceria Pazolini por 54% a 46% e Salomão por 70% a 30%. Pazolini, por sua vez, derrotaria Salomão com 64% a 36%, confirmando que o candidato petista seria eliminado por qualquer um dos dois principais rivais. O cenário aponta para uma disputa polarizada entre Ferraço e Pazolini, com espaço ainda aberto para movimentação entre os eleitores indecisos.
Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela Real Time Big Data oferece o primeiro retrato detalhado da disputa pelo governo do Espírito Santo em 2026. Ricardo Ferraço, do MDB, emerge como favorito claro, com 47% das intenções de voto quando considerados apenas os votos válidos. Lorenzo Pazolini, do Republicanos, aparece em segundo lugar com 39%, enquanto Helder Salomão, do PT, fica em terceiro com 14%. O levantamento entrevistou 1.600 pessoas entre 25 e 29 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O quadro muda significativamente quando se observa a pesquisa espontânea, aquela em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados. Nesse cenário, Ferraço aparece com 24%, Pazolini com 18% e Salomão com 10%. O dado mais revelador é que 37% dos eleitores não souberam responder ou não responderam à pergunta, e outros 8% indicaram voto em branco ou nulo. Isso significa que aproximadamente 40% do eleitorado capixaba ainda está em dúvida sobre seu voto para governador.
A rejeição aos candidatos revela dinâmicas importantes da campanha. Salomão concentra a maior rejeição do eleitorado: 47% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Pazolini e Ferraço têm níveis de rejeição idênticos, ambos em 37%. Essa informação sugere que enquanto Ferraço consegue manter uma base mais sólida apesar da rejeição, Salomão enfrenta uma barreira significativa entre os eleitores.
A pesquisa simulou três cenários de segundo turno para testar como os candidatos se comportariam em confrontos diretos. Em um embate entre Ferraço e Pazolini, o candidato do MDB venceria com 54% contra 46%. Quando Ferraço enfrenta Salomão, a vantagem é ainda mais esmagadora: 70% a 30%. No terceiro cenário, entre Pazolini e Salomão, o candidato do Republicanos sairia vitorioso com 64% contra 36%. Esses números indicam que Salomão seria derrotado por qualquer um dos dois principais concorrentes em um segundo turno.
Os candidatos Breno Barcelos, pela Missão, e Rafael Demuner, pela UP, não pontuaram na pesquisa estimulada. A metodologia do levantamento seguiu os padrões do Tribunal Superior Eleitoral, contabilizando apenas votos válidos e excluindo nulos, brancos e indecisos do cálculo percentual, da mesma forma como as urnas são apuradas no dia da eleição. A pesquisa foi contratada pela TV 3 Poderes Mídia e Comunicação Ltda e registrada no TSE sob o número ES-01627/2026.
O cenário que emerge é de uma disputa polarizada entre Ferraço e Pazolini, com Salomão ocupando uma posição de terceiro colocado com dificuldades significativas de crescimento. A margem de Ferraço sobre Pazolini no cenário estimulado é de 8 pontos percentuais, uma vantagem considerável mas não insuperável em uma campanha que ainda tem meses pela frente. O alto índice de indecisos na pesquisa espontânea sugere que há espaço para movimentação, especialmente entre eleitores que ainda não se definiram ou que não espontaneamente mencionam um candidato preferido.
Citações Notáveis
Aproximadamente 40% do eleitorado capixaba ainda está em dúvida sobre seu voto para governador— Pesquisa Real Time Big Data, cenário espontâneo