Fenaban oferece INPC integral, mas mantém ganho real fora da proposta

Ganho real permanece como principal ponto em aberto
Após Fenaban oferecer reposição integral da inflação, CONTEC mantém cobrança por aumento real de cinco por cento.
Mark

A Fenaban realmente mudou de posição ao oferecer cem por cento do INPC?

Mimi

Sim, é um avanço claro em relação aos percentuais que vinham sendo apresentados. Eles reconhecem agora a necessidade de reposição integral da inflação, não apenas parcial.

Luke

Mas quanto era a oferta anterior? O texto não diz. Sabemos que 4,4% é o INPC em discussão, mas não sabemos de quanto era a defasagem antes.

Mimi

Justo. O que importa é que agora cobrem salários, PLR, auxílios diversos — um escopo muito mais amplo.

Mark

E quanto aos tickets? Por que Vale-Alimentação e Vale-Refeição recebem tratamento diferente?

Mimi

Porque o custo real desses benefícios segue a inflação específica de alimentação, não o índice geral. Faz sentido econômico.

Luke

Mas qual é a diferença prática entre usar IPCA de alimentação no domicílio versus fora do domicílio? O texto não quantifica o impacto.

Mark

E o ganho real? Por que a CONTEC insiste em cinco por cento além da inflação?

Mimi

Porque reposição da inflação apenas mantém o poder de compra onde estava. Ganho real significa melhoria efetiva, reconhecimento de produtividade.

Luke

Cinco por cento é número que veio de onde? É reivindicação histórica, demanda de pesquisa, negociação anterior? O texto não deixa claro.

  • Após doze rodadas, a Fenaban finalmente colocou 100% do INPC na mesa — um movimento que reconhece a pressão acumulada da categoria, mas que ainda não toca no ganho real de 5% exigido pela CONTEC.
  • A proposta cobre um espectro amplo de verbas — PLR, auxílios creche, teletrabalho, gratificações e indenizações —, sinalizando que os bancos querem mostrar robustez sem abrir o bolso no ponto que mais dói.
  • O tratamento diferenciado para vale-alimentação e vale-refeição, indexados à inflação específica de alimentos do IBGE, é uma concessão técnica que reconhece a realidade do custo de vida, mas não substitui o aumento real.
  • A CONTEC lê os movimentos sucessivos da Fenaban como sinal de que há espaço para novas concessões antes do fechamento da Campanha Salarial 2026 — e mantém o ganho real como linha que não abre mão.
  • Sem o componente de aumento real, a proposta atual, por mais abrangente que seja, deixa o ciclo de reivindicações da categoria incompleto e a mesa ainda aquecida.

Na longa dança das negociações trabalhistas, há momentos em que avançar não é suficiente — é preciso avançar o bastante. Na décima segunda rodada entre CONTEC e Fenaban, os bancos ofereceram a reposição integral da inflação, cobrindo salários e uma ampla gama de benefícios, mas recusaram-se a cruzar a fronteira do ganho real. Para os trabalhadores bancários, a diferença entre recuperar o que foi perdido e conquistar algo novo permanece, como sempre, o coração da disputa.

Na décima segunda rodada da Campanha Salarial 2026, a Fenaban apresentou sua proposta mais robusta até agora: reajuste de 100% do INPC sobre salários e a maioria das verbas da Convenção Coletiva de Trabalho. O avanço é concreto — mas deixa em aberto a questão central para os bancários.

O escopo da proposta é amplo. Além dos salários base, entram na correção pelo INPC a Participação nos Lucros e Resultados, auxílios creche e babá, apoio a filhos com deficiência, ajuda de custo de teletrabalho, salário de ingresso, gratificação de caixa, adicional por tempo de serviço, requalificação profissional, auxílio-funeral e indenizações por morte ou incapacidade em caso de assalto, entre outros itens.

Um ponto de distinção técnica: vale-alimentação e vale-refeição não seguirão o INPC geral. A Fenaban propõe corrigi-los pelos índices específicos de alimentação no domicílio e fora do domicílio, respectivamente, conforme os recortes do IBGE — reconhecendo que o custo real desses benefícios tem trajetória própria.

O INPC em jogo gira em torno de 4,4%, mas para a CONTEC chegar à reposição da inflação não encerra a negociação. A pauta da categoria exige INPC mais 5% de ganho real — uma melhoria efetiva do poder de compra, não apenas a recomposição das perdas. Sem esse componente, a proposta atual, por mais abrangente que seja, não fecha o ciclo de reivindicações. A representação dos trabalhadores avalia que a Fenaban ainda pode avançar, e o ganho real permanece no centro da mesa enquanto novas rodadas não são descartadas.

Na décima segunda rodada de negociação entre CONTEC e Fenaban, os bancos apresentaram uma proposta econômica que marca um deslocamento significativo em relação às ofertas anteriores. O movimento coloca reajuste de cem por cento do INPC sobre salários e a maioria das verbas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho — um patamar que representa avanço real na mesa, ainda que deixe aberta a questão que mais importa aos trabalhadores.

A proposta alcança escopo amplo. Além dos salários base, inclui Participação nos Lucros e Resultados, auxílios creche e babá, auxílio para filhos com deficiência, ajuda de custo de teletrabalho, salário de ingresso, gratificação de caixa, adicional por tempo de serviço e gratificação semestral. Entram também na correção pelo INPC a requalificação profissional, auxílio-funeral, indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto, gratificação do compensador de cheques, ajuda para deslocamento noturno e multa por descumprimento da convenção. O adicional de transferência recebe pagamento garantido.

O diferencial da proposta reside no tratamento dos chamados tickets. Vale-Alimentação e Vale-Refeição deixam de acompanhar simplesmente o INPC aplicado às demais verbas. Para o primeiro, a Fenaban propõe correção pela variação do IPCA correspondente à alimentação no domicílio; para o segundo, pela inflação da alimentação fora do domicílio, conforme os recortes utilizados pelo IBGE. Essa diferenciação reconhece que o custo real desses benefícios segue trajetória própria, descolada do índice geral de preços.

O INPC em discussão na mesa situa-se na faixa de 4,4%, número ainda dependente do resultado definitivo que será considerado na data-base. Para a CONTEC, porém, chegar à reposição integral da inflação não encerra a negociação. A pauta entregue pela categoria prevê INPC acrescido de cinco por cento de aumento real — ganho que represente melhoria efetiva do poder de compra além da simples recomposição das perdas inflacionárias.

A representação dos trabalhadores avalia que houve espaço para avanço ao longo das últimas rodadas e que a Fenaban ainda pode melhorar a proposta antes do fechamento da Campanha Salarial 2026. O movimento dos bancos em elevar o índice de reposição e ampliar o escopo de verbas corrigidas é lido como sinal de que a negociação segue aberta. Mas o ganho real permanece como principal ponto em aberto, no centro da mesa, acompanhado pelos ajustes necessários nas demais cláusulas econômicas. Sem esse componente, a proposta atual, por mais robusta que seja em cobertura de verbas, não fecha o ciclo de reivindicações da categoria.

A reivindicação de ganho real continua, portanto, no centro da mesa, ao lado dos ajustes necessários nas demais cláusulas econômicas.
— CONTEC, na avaliação da negociação
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