Gianni Infantino, que chegou à presidência da Fifa em 2016 prometendo renovação, vê sua tentativa de reeleição ameaçada em agosto de 2026 por uma rebelião europeia coordenada. As federações da Inglaterra, Suécia, Sérvia e Gales retiraram publicamente seu apoio, expondo fraturas profundas sobre o calendário internacional, a expansão de competições e o exercício centralizado do poder. O que parecia garantido há poucas semanas tornou-se uma incógnita, e a crise levanta questões mais amplas sobre quem governa o futebol mundial — e em nome de quem.
Federações europeias retiram apoio à reeleição de Infantino na Fifa
Duas semanas separam a segurança da queda na Fifa
Por que essas quatro federações decidiram se mover agora, e não antes?
Porque a paciência tem limite. Infantino ignorou avisos sobre o calendário, sobre a Copa do Mundo de Clubes, sobre centralização de poder. Quando você não ouve seus principais stakeholders, eles eventualmente param de fingir que apoiam você.
A Uefa está realmente tentando criar competições rivais?
Não é bem assim. É mais uma ameaça — uma forma de dizer que se a Fifa não mudar de rumo, eles têm a capacidade de criar alternativas. É política de alto nível.
O dono do PSG tem poder real nessa história?
Tem influência financeira e conexões globais. A Uefa o quer porque ele pode mobilizar apoio fora da Europa, em mercados onde Infantino também tem força.
Infantino pode simplesmente ignorar essa rebelião?
Tecnicamente sim, por enquanto. Mas governar uma organização que não o respeita é governar um cadáver. Eventualmente, você cai.
Qual é o verdadeiro problema — o calendário, ou é pessoal?
É estrutural. O calendário é apenas o sintoma. O problema é que Infantino concentrou poder demais e não criou mecanismos para que as federações se sintam ouvidas. Quando você faz isso, elas se unem contra você.
Isso muda o futebol?
Muda a governança dele. E a governança determina tudo — quem joga quando, quanto dinheiro vai para onde, quem tem voz. Sim, isso muda o futebol.
Le Pouls
- Quatro federações europeias de peso anunciaram simultaneamente a retirada de apoio a Infantino, transformando uma reeleição considerada certa numa disputa aberta e imprevisível.
- A oposição não é apenas simbólica: grupos contrários ao presidente planejam criar torneios paralelos e trabalhar ativamente para tornar a Fifa ingovernável, ameaçando a coesão institucional da organização.
- O presidente da Uefa busca alianças além da Europa, incluindo o proprietário do PSG, sinalizando que a resistência a Infantino pode ter alcance e financiamento globais.
- No centro do conflito está a Copa do Mundo de Clubes expandida, acusada de sobrecarregar jogadores e servir a interesses comerciais em detrimento do desenvolvimento do futebol.
- Infantino mantém apoio na Ásia, África e América do Sul, mas a perda europeia representa um golpe político e simbólico que fragiliza sua capacidade de governar por consenso.
Gianni Infantino, que chegou à presidência da Fifa em 2016 prometendo renovação, vê sua tentativa de reeleição ameaçada em agosto de 2026 por uma rebelião europeia coordenada. As federações da Inglaterra, Suécia, Sérvia e Gales retiraram publicamente seu apoio, expondo fraturas profundas sobre o calendário internacional, a expansão de competições e o exercício centralizado do poder. O que parecia garantido há poucas semanas tornou-se uma incógnita, e a crise levanta questões mais amplas sobre quem governa o futebol mundial — e em nome de quem.
Gianni Infantino chegou à Fifa em 2016 como reformador. Uma década depois, sua tentativa de reeleição desmorona diante de uma rebelião europeia que poucos antecipavam tão rápida ou tão profunda. As federações da Inglaterra, Suécia, Sérvia e Gales anunciaram publicamente que retiram seu apoio à candidatura — uma virada que expõe fraturas acumuladas sob a superfície da organização.
O colapso não foi gradual. Duas semanas antes, Infantino ainda parecia seguro. O que mudou foi a percepção de que decisões sobre o calendário internacional, a expansão da Copa do Mundo de Clubes e um exercício de poder cada vez mais centralizado haviam ultrapassado um limite. Os europeus, historicamente influentes na governança do futebol, passaram a questionar se a direção imposta servia ao esporte ou apenas consolidava o poder pessoal do presidente.
A mobilização não ficou restrita à Europa. O presidente da Uefa buscou alianças estratégicas, incluindo o apoio do proprietário do Paris Saint-Germain, sinalizando que a oposição tem ambição global e recursos para financiar uma alternativa real. Mais grave ainda: grupos contrários a Infantino articulam publicamente a criação de competições paralelas e trabalham para tornar a Fifa ingovernável — não apenas uma disputa por poder, mas uma ameaça à própria coesão institucional da entidade.
Infantino ainda é presidente e mantém apoio em outras regiões. Mas a Europa não é apenas uma região — é o centro histórico de gravidade do futebol mundial. Se a rebelião se expandir, ele enfrentará uma crise existencial. Se permanecer contida, governará uma Fifa cada vez mais polarizada. O que era certo há duas semanas é agora profundamente incerto.
Gianni Infantino chegou ao topo da Fifa em 2016 como reformador, prometendo modernizar uma organização desgastada por escândalos. Uma década depois, em agosto de 2026, sua tentativa de reeleição desaba diante de uma rebelião europeia coordenada. As federações da Inglaterra, Suécia, Sérvia e Gales — quatro pilares do futebol continental — anunciaram publicamente que retiram seu apoio à candidatura de Infantino, marcando uma virada política que ninguém esperava tão rápida ou tão profunda.
O colapso não foi gradual. Duas semanas antes do anúncio das federações, Infantino ainda parecia seguro em seu cargo. A mudança de cenário revela fraturas que vinham se aprofundando sob a superfície: decisões sobre o calendário internacional, a expansão da Copa do Mundo de Clubes, e o que críticos descrevem como um exercício de poder cada vez mais centralizado. Os europeus, historicamente influentes na governança do futebol, começaram a questionar se a direção que Infantino imprimia à Fifa servia aos interesses do esporte ou apenas consolidava seu próprio poder.
O presidente da Uefa — a confederação europeia — não agiu sozinho nessa mobilização. Buscou alianças estratégicas fora da Europa, incluindo o apoio do proprietário do Paris Saint-Germain, numa tentativa de construir uma frente internacional capaz de oferecer resistência real à reeleição. A manobra sinalizava que a oposição a Infantino não era meramente europeia, mas potencialmente global, e que havia dinheiro e influência dispostos a financiar uma alternativa.
O que torna essa crise particularmente grave é o que a oposição começou a articular publicamente. Segundo reportagens, grupos contrários a Infantino planejam criar competições paralelas — torneios que funcionariam fora do controle da Fifa — e trabalham para tornar a organização ingovernável, forçando uma mudança de liderança ou uma reestruturação radical. Não se trata apenas de uma disputa por poder, mas de uma ameaça à própria coesão institucional da Fifa.
O timing é crucial. A Copa do Mundo de Clubes expandida, um projeto caro ao Infantino, estava no centro da controvérsia. Federações europeias argumentavam que o calendário já estava saturado, que os jogadores estavam sendo sobrecarregados, e que a competição servia principalmente aos interesses comerciais de Infantino e seus aliados, não ao desenvolvimento do futebol. A recusa em ouvir essas preocupações consolidou a percepção de que ele havia perdido a capacidade de governar por consenso.
O que acontece agora é incerto. Infantino ainda é presidente e mantém apoio em outras regiões — particularmente na Ásia, África e América do Sul. Mas perder o apoio de quatro federações europeias importantes é um golpe simbólico e político de peso considerável. A Europa não é apenas uma região; é historicamente o centro de gravidade do futebol mundial, o lugar onde as regras foram escritas e onde a legitimidade ainda é disputada.
O próximo capítulo dependerá de quantas outras federações seguirão o exemplo inglês, sueco, sérvio e galês. Se a rebelião se expandir, Infantino enfrentará uma crise existencial. Se permanecer contida, ele pode sobreviver — mas enfraquecido, governando uma Fifa cada vez mais polarizada e menos capaz de agir com autoridade. O que era certo há duas semanas — sua reeleição — agora é profundamente incerto.
Citations marquantes
A oposição a Infantino planeja tornar a Fifa ingovernável, criando competições paralelas— Reportagens sobre estratégia da oposição