Febraban e ABBC divulgam lista de 132 correspondentes banidos do crédito consignado

132 empresas banidas, 2.248 sanções desde 2020
A autorregulação do crédito consignado mostra seis anos de fiscalização contínua contra irregularidades.
Mark

Por que essas 132 empresas foram banidas especificamente? Qual era o padrão de irregularidade?

Mimi

A lista não detalha cada caso, mas as irregularidades vêm de reclamações de consumidores, ações judiciais e indicadores de conformidade. Estamos falando de fraudes, práticas abusivas na oferta, cobrança indevida — o tipo de coisa que prejudica quem está vulnerável, como aposentados.

Mark

E como um consumidor descobre que foi enganado? Depois que assina o contrato?

Mimi

Geralmente sim. A pessoa recebe uma ligação, é convencida, assina. Depois vê débitos estranhos na conta ou descobre que as condições não eram as prometidas. Por isso a lista é importante — é uma forma de verificar antes, não depois.

Mark

Mas 132 empresas banidas em seis anos, com 2.248 sanções totais — isso é muito ou pouco?

Mimi

Considerando que 81 instituições financeiras participam da autorregulação e representam 99% do mercado, é um número significativo. Mas também mostra que o sistema está funcionando — está identificando e punindo. A questão é se consegue acompanhar a velocidade com que novas irregularidades surgem.

Mark

As multas — entre 45 mil e 1 milhão de reais — parecem suficientes para desestimular o comportamento?

Mimi

Para uma pequena empresa de correspondência, 45 mil reais é pesado. Para uma operação maior, pode ser apenas custo de negócio. O que talvez importa mais é a suspensão definitiva — perder a licença para operar é o castigo real.

Mark

E o consumidor que já pegou empréstimo com uma dessas empresas banidas? Pode fazer algo?

Mimi

Pode registrar reclamação no banco responsável, no Consumidor.gov.br, no Procon ou no Banco Central. Se houve fraude, pode buscar ação judicial. Mas o ideal é nunca chegar a esse ponto — por isso a lista existe.

Mark

Qual é o risco maior aqui — para quem?

Mimi

Para o aposentado ou servidor público que recebe uma ligação bem feita, convincente, e assina sem verificar. Essas pessoas muitas vezes não têm experiência com produtos financeiros complexos. É por isso que a educação financeira — para onde vão as multas — é tão importante quanto a punição.

  • Fraudes e abusos na oferta de crédito consignado continuam atingindo aposentados, pensionistas e servidores públicos — populações historicamente mais vulneráveis a práticas predatórias.
  • Em seis anos de autorregulação, 2.248 sanções foram aplicadas, incluindo advertências, suspensões temporárias e 132 banimentos definitivos de empresas — números que expõem a dimensão do problema.
  • Febraban e ABBC respondem com transparência ativa: a lista de banidos, com nomes fantasia, razão social e estado, é pública e consultável antes de qualquer assinatura de contrato.
  • O sistema envolve 81 instituições financeiras responsáveis por cerca de 99% da carteira consignada do país, com multas que chegam a 1 milhão de reais e recursos revertidos em educação financeira.
  • O desafio que permanece é o da capilaridade: garantir que a informação alcance o consumidor no momento certo — antes, e não depois, de assinar com um correspondente não autorizado.

Em um mercado onde a oferta de crédito consignado frequentemente chega por canais informais e difíceis de verificar, a Febraban e a ABBC tornaram pública, em julho de 2026, a lista de 132 correspondentes bancários permanentemente banidos do setor — um instrumento concreto de transparência num campo historicamente opaco. Desde 2020, o sistema de autorregulação acumulou 2.248 sanções, revelando tanto a escala das irregularidades quanto a persistência do esforço coletivo para contê-las. A iniciativa convida o consumidor a deixar de ser apenas destinatário passivo de ofertas e tornar-se agente ativo na verificação de quem o aborda.

Quando o telefone toca com uma oferta de empréstimo consignado, poucos consumidores sabem que agora existe uma forma concreta de verificar se quem liga está autorizado a operar. Em julho de 2026, a Febraban e a Associação Brasileira de Bancos tornaram pública uma lista atualizada com 132 correspondentes bancários permanentemente banidos de oferecer novas operações de crédito consignado — empresas que descumpriram as regras do setor e tiveram suas atividades encerradas definitivamente.

Essa estrutura de autorregulação foi criada em 2020 como resposta às fraudes e práticas abusivas que proliferavam no segmento. Desde então, o sistema acumulou 2.248 sanções: 1.192 advertências, 924 suspensões temporárias, 132 suspensões definitivas de empresas e 17 agentes de crédito afastados por 12 meses após atingirem o limite de infrações. Isaac Sidney, presidente da Febraban, vê nesse volume de punições a prova do compromisso do setor. Leandro Vilain, CEO da ABBC, destaca que a iniciativa amplia a proteção ao consumidor e confere mais segurança às operações.

Atualmente, 81 instituições financeiras integram o sistema, representando aproximadamente 99% da carteira de crédito consignado do Brasil. As regras cobrem empréstimos para aposentados e pensionistas do INSS, servidores públicos, trabalhadores privados, além de cartão consignado e cartão benefício. As irregularidades são identificadas por reclamações nos canais dos bancos, Procons, Banco Central e Consumidor.gov.br, além de ações judiciais e auditorias independentes. As multas variam entre 45 mil e 1 milhão de reais, e os recursos arrecadados são reinvestidos em educação financeira.

Para quem pretende contratar um empréstimo, a recomendação é verificar a lista de suspensos antes de assinar qualquer contrato, confirmar a certificação do agente de crédito na Central de Registros e, caso não queira mais receber ofertas, cadastrar-se gratuitamente na plataforma Não Me Perturbe. Abordagens abusivas devem ser denunciadas ao banco responsável, ao Consumidor.gov.br, ao Procon ou ao Banco Central. O sistema funciona — mas sua eficácia depende, em última instância, de que a informação chegue ao consumidor antes da assinatura, e não depois.

Quem recebe uma ligação oferecendo empréstimo consignado — seja por telefone, WhatsApp ou rede social — agora tem um instrumento concreto para verificar se quem está do outro lado da linha está autorizado a operar. A Febraban e a Associação Brasileira de Bancos divulgaram em julho de 2026 uma lista atualizada contendo 132 correspondentes bancários que foram banidos permanentemente de oferecer novas operações de crédito consignado. Essas empresas foram suspensas por descumprirem as regras estabelecidas pelo setor, e a lista inclui nomes fantasia, razão social e estado de cada uma delas.

A autorregulação que gerou essa lista foi criada em 2020 pela Febraban e ABBC como resposta à necessidade de coibir fraudes e práticas abusivas na oferta de crédito consignado. Desde então, o sistema aplicou um total de 2.248 sanções. O balanço até junho de 2026 revela a dimensão do trabalho: 1.192 advertências, 924 suspensões temporárias, 132 suspensões definitivas de empresas e 17 agentes de crédito suspensos por 12 meses após atingirem o limite máximo de infrações. Isaac Sidney, presidente da Febraban, afirma que esse volume de punições demonstra o compromisso do setor em combater irregularidades. Leandro Vilain, CEO da ABBC, reforça que a autorregulação amplia a proteção aos consumidores e aumenta a segurança das operações.

Atualmente, 81 instituições financeiras participam dessa autorregulação, representando aproximadamente 99% da carteira de crédito consignado do país. As regras abrangem empréstimos para aposentados e pensionistas do INSS, servidores públicos, trabalhadores do setor privado, além de cartão de crédito consignado e cartão benefício. A lista de 132 empresas banidas inclui operações de diversos estados, com suspensões que começaram em 2020 e continuam até 2026, indicando um processo contínuo de fiscalização.

As irregularidades são identificadas por meio de reclamações registradas nos canais dos bancos, nos Procons, no Banco Central e na plataforma Consumidor.gov.br, além de ações judiciais e indicadores de conformidade avaliados por consultoria independente. As instituições financeiras participantes podem ser multadas entre 45 mil e 1 milhão de reais, conforme a gravidade da infração. Os recursos arrecadados são destinados a projetos de educação financeira, criando um ciclo onde as penalidades financeiras retornam como investimento em proteção ao consumidor.

Para quem pretende contratar um empréstimo consignado, a recomendação é clara: verificar se a empresa consta na lista de correspondentes suspensos publicada pela Febraban e ABBC antes de assinar qualquer contrato. É necessário pedir o nome completo ou razão social da empresa e confirmar os dados. Também é importante verificar se o agente de crédito possui certificação na Central de Registros de Certificados Profissionais, informando o CPF. Quem não deseja mais receber ofertas de empréstimo pode se cadastrar gratuitamente na plataforma Não Me Perturbe. Em caso de abordagem abusiva ou irregular, o consumidor deve registrar reclamação no banco responsável, no Consumidor.gov.br, no Procon ou no Banco Central.

A publicação dessa lista representa um passo importante na transparência do mercado de crédito consignado, permitindo que consumidores façam escolhas informadas. Com 132 empresas já banidas e um sistema de sanções que continua operando, a autorregulação sinaliza que irregularidades têm consequências. O desafio agora permanece em garantir que essa informação chegue aos consumidores antes que eles assinem contratos com correspondentes não autorizados.

O volume de punições mostra que o setor busca coibir fraudes e práticas abusivas na oferta de crédito consignado
— Isaac Sidney, presidente da Febraban
A autorregulação reforça a proteção aos consumidores e amplia a segurança das operações
— Leandro Vilain, CEO da ABBC
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