FDA aprova Leqembi, novo medicamento contra Alzheimer, mas droga ainda aguarda análise no Brasil

Aproximadamente 6 milhões de pessoas nos EUA e 1,2 milhão no Brasil vivem com Alzheimer, doença que afeta gradualmente memória, raciocínio e capacidade de comunicação.
Alguns meses a mais de clareza mental podem significar estar presente
O Leqembi retarda o declínio cognitivo, oferecendo ganho real mesmo sem ser uma cura.
Mark

Por que esse medicamento é tão importante se só retarda o declínio por alguns meses?

Mimi

Porque para quem tem Alzheimer, alguns meses a mais de clareza mental podem significar estar presente nas conversas com a família, lembrar de rostos, manter uma rotina. Não é cura, mas é ganho real.

Luke

Mas precisamos ser claros: a fonte diz que retarda por "alguns meses". Não sabemos exatamente quanto tempo. E o inchaço cerebral é um risco sério que precisa ser monitorado.

Mark

E quanto ao preço? Quem vai conseguir pagar 26,5 mil dólares por ano?

Mimi

Essa é a pergunta que vai determinar se esse medicamento muda a vida de muita gente ou só de quem tem recursos. Nos EUA, provavelmente os seguros cobrem parte. No Brasil, ainda é incógnita.

Luke

A Eisai diz que o preço reflete os benefícios, mas não temos dados independentes sobre custo-benefício. É a justificativa da empresa, não uma análise de terceiros.

Mark

Quando o Leqembi chega ao Brasil?

Mimi

Ninguém sabe ainda. A fabricante nem enviou para a Anvisa analisar. Pode ser meses, pode ser anos.

Luke

E isso é importante: não é que o Brasil disse não. É que o medicamento ainda não entrou no processo de aprovação. Há uma diferença entre rejeição e espera.

  • O Leqembi marca um avanço histórico: é o primeiro medicamento a demonstrar, de forma convincente, que é possível desacelerar a perda de memória e cognição no Alzheimer.
  • A aprovação, porém, vem acompanhada de alertas sérios — inchaço cerebral figura entre os efeitos colaterais, exigindo que pacientes e médicos ponderem riscos e benefícios com cuidado.
  • O preço de US$ 26,5 mil por ano levanta questões urgentes sobre quem terá acesso real ao tratamento, mesmo nos Estados Unidos onde a aprovação já é válida.
  • No Brasil, onde 1,2 milhão de pessoas vivem com a doença, o caminho é ainda mais longo: a fabricante sequer enviou o medicamento para análise da Anvisa.
  • Enquanto decisões regulatórias e comerciais se arrastam, pacientes e famílias permanecem à espera de uma opção terapêutica que existe, mas ainda não chegou até eles.

Pela primeira vez, um medicamento demonstrou de forma convincente a capacidade de retardar o declínio cognitivo causado pelo Alzheimer: o Leqembi, desenvolvido pela Eisai e pela Biogen, recebeu aprovação da FDA no início de 2023. A droga age removendo a proteína amiloide do cérebro e foi concebida para pacientes nos estágios iniciais da doença — aquele momento ainda frágil em que o tempo pode ser o bem mais precioso. Para os milhões que vivem com Alzheimer no mundo, a notícia carrega tanto esperança quanto interrogações, pois os riscos, os custos e as fronteiras regulatórias ainda separam a promessa da realidade.

A agência reguladora americana aprovou, no início de 2023, o Leqembi — um medicamento desenvolvido pela japonesa Eisai em parceria com a Biogen que representa um marco no tratamento do Alzheimer. Pela primeira vez, uma droga demonstrou de forma convincente a capacidade de retardar o declínio da memória e das funções cognitivas, os sintomas que definem a doença.

O Leqembi foi criado para pacientes nos estágios leve ou inicial do Alzheimer e age removendo do cérebro a proteína amiloide, uma substância pegajosa que se acumula nas pessoas com a condição. Embora a causa exata do Alzheimer ainda seja desconhecida, a remoção dessa proteína mostrou-se capaz de retardar a progressão cognitiva por alguns meses — um ganho que especialistas consideram relevante tanto para os pacientes quanto para quem os cuida.

A aprovação, no entanto, carrega ressalvas importantes. O medicamento apresenta riscos como inchaço cerebral, e seu custo anual — cerca de US$ 26,5 mil, ou aproximadamente R$ 138 mil — levanta questões sobre acessibilidade. A Eisai defende o preço argumentando que ele reflete não apenas a melhora direta na qualidade de vida, mas também a redução da carga sobre cuidadores.

Nos Estados Unidos, aproximadamente 6 milhões de pessoas vivem com Alzheimer. No Brasil, o número chega a 1,2 milhão, segundo o Ministério da Saúde. Para esses brasileiros, o acesso ao Leqembi permanece incerto: a fabricante ainda não submeteu o medicamento à Anvisa para análise, deixando em aberto quando — ou se — essa opção terapêutica chegará ao país.

A agência reguladora americana acaba de dar sinal verde para um medicamento que promete desacelerar o avanço do Alzheimer. O Leqembi, desenvolvido pela empresa japonesa Eisai em parceria com a Biogen, recebeu aprovação da FDA no início de 2023 e representa a primeira droga capaz de demonstrar, de forma convincente, uma ação retardadora sobre o declínio da memória e das funções cognitivas — os sintomas centrais da doença.

O medicamento foi desenhado especificamente para pacientes nos estágios leve ou inicial do Alzheimer. Funciona limpando uma proteína cerebral pegajosa chamada amiloide, que se acumula no cérebro de quem tem a doença. Embora a causa exata do Alzheimer ainda permaneça desconhecida, essa proteína é uma marca registrada da condição, e sua remoção mostrou-se capaz de retardar a progressão cognitiva em alguns meses — um ganho que especialistas consideram significativo para a qualidade de vida dos pacientes e para quem os cuida.

Mas a aprovação não vem sem ressalvas. O Leqembi apresenta riscos potenciais à segurança, incluindo inchaço cerebral como efeito colateral. Esses riscos precisam ser pesados contra os benefícios, e pacientes em consideração para o tratamento devem estar cientes de ambos os lados da equação.

O custo é outro fator importante. Um ano típico de tratamento com o Leqembi sai por aproximadamente 26,5 mil dólares — algo em torno de 138,59 mil reais. A Eisai justifica o preço argumentando que ele reflete não apenas a melhoria direta na qualidade de vida do paciente, mas também a redução da carga sobre os cuidadores e outros benefícios indiretos da desaceleração da doença.

Nos Estados Unidos, cerca de 6 milhões de pessoas vivem com Alzheimer. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, o número chega a aproximadamente 1,2 milhão de pessoas. A doença ataca gradualmente as áreas do cérebro responsáveis pela memória, raciocínio, comunicação e realização de tarefas cotidianas, impactando não apenas o paciente mas toda a rede de pessoas ao seu redor.

Por enquanto, o acesso ao Leqembi permanece restrito aos Estados Unidos. No Brasil, o medicamento ainda precisa passar pela aprovação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas a fabricante ainda não o enviou para análise. Isso significa que os 1,2 milhão de brasileiros com Alzheimer continuam aguardando, sem saber quando ou se essa opção terapêutica chegará ao país. O próximo passo depende de uma decisão que ainda não foi tomada.

O medicamento demonstrou de forma convincente uma capacidade de retardar o declínio da memória e do pensamento
— Dados da aprovação da FDA
O preço reflete o benefício do remédio em termos de melhoria da qualidade de vida, redução da carga para os cuidadores e outros fatores
— Empresa Eisai
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