Fazenda vertical em sala comercial produz 25 hortaliças e fatura R$ 50 mil/mês

Produzir alimentos de qualidade próximos das pessoas
O que motivou Laíla e Leonardo a deixar São Paulo e investir em agricultura urbana em Florianópolis.
Mark

Como dois profissionais sem formação em agronomia conseguem montar uma operação tão sofisticada?

Mimi

Eles passaram sete anos estudando antes de começar. Hidroponia, cultivos protegidos, modelos de startups. Não foi improviso.

Luke

Mas quanto desse conhecimento veio de consultores externos? A reportagem não deixa claro se eles desenvolveram tudo sozinhos ou se tiveram ajuda especializada.

Mark

O software que controla tudo — eles realmente desenvolveram isso internamente?

Mimi

Segundo a reportagem, sim. É um aplicativo que eles criaram. Ele cruza pedidos com ciclos de cultivo para indicar exatamente quando plantar cada bandeja.

Luke

Mas não há detalhes sobre a equipe técnica por trás disso. Nove funcionários no total — quantos são programadores? Quantos são agrônomos? Isso importa para entender se é realmente inovação própria ou se há expertise contratada.

Mark

E esse biofilme com sementes — é realmente uma invenção deles?

Mimi

Eles pediram patente. Está em análise. É um biofilme hidrossolúvel com sementes incorporadas, aplicado sobre fibra de coco. Acelera germinação e padroniza a produção.

Luke

Patente em análise significa que ainda não foi concedida. Pode ser rejeitada. E a reportagem não diz se essa tecnologia já está sendo usada em larga escala ou se ainda está em fase de testes.

Mark

R$ 50 mil por mês — é muito ou pouco para uma operação com essa tecnologia?

Mimi

Considerando que começaram há alguns anos e agora abastecem 95 pontos de venda, parece estar crescendo. Mas é difícil avaliar sem saber a margem de lucro.

Luke

Exatamente. Faturamento não é lucro. Não sabemos quanto custa produzir, quanto é investido em manutenção, quanto vão para salários dos nove funcionários. O número é impressionante em termos de escala, mas a saúde financeira real fica opaca.

Mark

Eles querem expandir por franquias. Isso é viável?

Mimi

A lógica faz sentido — produzir perto do consumidor reduz logística e perdas. E se o modelo é replicável, franquias podem funcionar.

Luke

Mas franquias exigem que o modelo seja muito bem documentado e que a tecnologia seja transferível. A reportagem não diz se eles já têm isso pronto. É um plano, não uma realidade ainda.

  • Sem formação agrícola e longe do campo, o casal apostou sete anos de estudo para dominar uma tecnologia que poucos no Brasil ainda exploram em escala comercial.
  • A operação em sala comercial desafia o modelo tradicional de produção rural, eliminando a dependência do clima e reduzindo o desperdício a quase zero.
  • Com aportes de R$ 400 mil em 2022 e mais R$ 702 mil via Finep e Fapesc, a startup acelerou o desenvolvimento de tecnologia própria e ampliou sua capacidade produtiva.
  • Um aplicativo desenvolvido internamente cruza pedidos de cerca de 100 clientes recorrentes e indica o momento exato de plantar cada bandeja, tornando a produção sob encomenda e quase sem perdas.
  • O biofilme hidrossolúvel com sementes incorporadas — inovação com pedido de patente protocolado — aponta para uma expansão via franquias que pode levar o modelo a todo o país.

Em Florianópolis, um casal de empreendedores transformou uma sala comercial em fazenda vertical, cultivando microverdes sob luz artificial e software próprio — sem depender do clima, sem desperdiçar quase nada. Laíla Ribeiro e Leonardo Corrêa não vieram da agronomia, mas de sete anos de estudo e de uma convicção: que é possível produzir alimentos de qualidade dentro das cidades, perto de quem os consome. Com faturamento de R$ 50 mil mensais e tecnologia patenteada, eles inserem a agricultura urbana brasileira em uma conversa global sobre o futuro da alimentação.

Numa sala comercial em Florianópolis, bandejas iluminadas por lâmpadas artificiais substituem o horizonte de uma lavoura tradicional. Brócolis, rúcula, rabanete e repolho roxo crescem sob sensores e sistemas automatizados, sem depender do sol nem do clima. O desperdício é próximo de zero.

Por trás da operação estão Laíla Ribeiro, advogada, e Leonardo Corrêa, engenheiro de produção. O casal deixou São Paulo em busca de qualidade de vida e encontrou na agricultura urbana um caminho para empreender. Sem formação em agronomia, passaram sete anos estudando hidroponia e modelos de startups antes de iniciar o negócio. Hoje produzem 25 espécies de microverdes, abastecem 95 pontos de venda e faturam R$ 50 mil por mês.

O diferencial está na fusão entre agricultura e tecnologia. Um aplicativo desenvolvido pelo próprio casal monitora iluminação, irrigação e planejamento da produção, cruzando pedidos de cerca de 100 clientes recorrentes para indicar exatamente quando cada bandeja deve ser plantada. Quase tudo o que é cultivado chega ao consumidor final. A startup recebeu aportes de R$ 400 mil em 2022 e mais R$ 702 mil por meio do programa Tecnova, com recursos da Finep e da Fapesc.

Em busca de mais produtividade, o casal criou um biofilme hidrossolúvel com sementes incorporadas, aplicado sobre manta de fibra de coco, que acelera a germinação e garante uniformidade na produção. A inovação já tem pedido de patente protocolado. A operação conta com nove funcionários e capacidade para produzir cerca de 1.500 unidades por semana.

Com a base consolidada em Florianópolis, Laíla e Leonardo planejam expandir o modelo por franquias — uma estratégia coerente com a proposta de produzir alimentos cada vez mais perto de quem os consome. "Nosso sonho é levar microverdes de alta qualidade para todo o país", afirmam. Para eles, tecnologia, sustentabilidade e alimentação saudável podem transformar a forma como o Brasil produz e consome alimentos.

Numa sala comercial em Florianópolis, bandejas iluminadas por lâmpadas artificiais substituem o horizonte de uma lavoura tradicional. Ali crescem brócolis, rúcula, rabanete e repolho roxo — não sob o sol, mas sob sensores, software de gestão e sistemas de irrigação automatizados. O ambiente fechado dispensa as caprichos do clima. O desperdício é próximo de zero.

Por trás dessa operação estão Laíla Ribeiro, advogada, e Leonardo Corrêa, engenheiro de produção. O casal deixou o ritmo acelerado de São Paulo em busca de qualidade de vida e encontrou na agricultura urbana um caminho para empreender. Hoje a empresa produz 25 espécies diferentes de microverdes — hortaliças colhidas nos primeiros estágios de desenvolvimento, comercializadas vivas, plantadas em substrato. Elas chegam a 95 pontos de venda entre restaurantes e supermercados. O faturamento mensal é de R$ 50 mil.

Microverdes são considerados produtos de alto valor nutricional. O mercado de alimentos funcionais os valoriza não apenas pela densidade de nutrientes, mas também pela capacidade de sofisticar e dar sabor aos pratos. Sem formação em agronomia, Laíla e Leonardo passaram sete anos estudando hidroponia, cultivos protegidos e modelos de startups voltadas à inovação antes de iniciar a operação. O conceito de fazenda vertical — estruturas que permitem produzir alimentos em áreas urbanas usando tecnologia para controlar iluminação, irrigação e temperatura — foi o que os encantou. "O que nos encantou foi a possibilidade de produzir alimentos de qualidade próximos das pessoas", conta Laíla.

Os investimentos vieram. Em 2022, a startup recebeu um aporte-anjo de R$ 400 mil. Dois anos depois, obteve mais R$ 702 mil por meio do programa Tecnova, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). O dinheiro acelerou o desenvolvimento da tecnologia proprietária e ampliou a capacidade produtiva.

O diferencial está na fusão entre produção agrícola e tecnologia. Um aplicativo desenvolvido pelos próprios empreendedores monitora todo o funcionamento da fazenda. A plataforma controla iluminação, irrigação e planejamento da produção. Como a empresa trabalha com 25 espécies, ciclos distintos de cultivo e cerca de 100 clientes recorrentes, o sistema cruza os pedidos e indica exatamente quando cada bandeja deve ser plantada para atender à demanda. É uma produção sob encomenda que permite praticamente eliminar perdas. Quase tudo o que é plantado chega ao consumidor final.

Em busca de mais produtividade, o casal criou uma solução própria: um biofilme hidrossolúvel com sementes incorporadas, aplicado sobre uma manta de fibra de coco. O sistema acelera a germinação e garante maior uniformidade na produção. A inovação já teve pedido de patente protocolado e está em análise. A operação conta com nove funcionários e capacidade para produzir cerca de 1.500 unidades de microverdes por semana. Cada módulo de fazenda vertical abriga aproximadamente 300 bandejas de cultivo.

O crescimento acompanha uma tendência de consumo. Nos supermercados parceiros, os microverdes conquistam espaço entre clientes interessados em alimentação saudável, rastreabilidade e produtos frescos. Além do valor nutricional, os consumidores buscam praticidade — os microverdes podem ser adicionados a sanduíches, massas, risotos, carnes e até refeições rápidas do dia a dia.

Com a operação consolidada em Florianópolis, Laíla e Leonardo já planejam o próximo passo: expandir o modelo por meio de franquias. A estratégia faz sentido para um negócio cuja proposta é produzir alimentos o mais próximo possível do consumidor, reduzindo logística e perdas. "Nosso sonho é levar microverdes de alta qualidade para todo o país", afirmam. Para o casal, a combinação entre tecnologia, sustentabilidade e alimentação saudável pode ajudar a transformar a forma como os alimentos são produzidos e consumidos no Brasil.

O que nos encantou foi a possibilidade de produzir alimentos de qualidade próximos das pessoas
— Laíla Ribeiro
Nosso sonho é levar microverdes de alta qualidade para todo o país
— Laíla Ribeiro e Leonardo Corrêa
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