Falece Maria Lissoni, matriarca fundadora da Mili aos 82 anos

Maria Aparecida Zaninelo Lissoni faleceu aos 82 anos, deixando marido, três filhos e familiares enlutados.
Presente em cada transformação, cada expansão, cada decisão
Dona Maria acompanhou 43 anos de crescimento da Mili, desde sua fundação em 1983 até se tornar líder nacional.
Mark

O que tornava Dona Maria tão central para a história da Mili, se a empresa era fundada pelo marido?

Mimi

Porque uma empresa familiar não é apenas uma estrutura legal ou um conjunto de máquinas. É uma cultura, um conjunto de valores que alguém precisa manter vivo todos os dias. Dona Maria era essa guardiã.

Mark

Mas ela tinha um papel operacional direto, ou era mais simbólico?

Mimi

A fonte não especifica cargos ou funções. O que fica claro é que sua presença "acompanhou as transformações da companhia ao longo de décadas". Isso sugere influência profunda, mas talvez não visível nos organogramas.

Mark

Como uma empresa fundada em uma cidade pequena de Santa Catarina conseguiu se tornar líder nacional contra multinacionais?

Mimi

Começaram em 1983, em Três Barras, quando ninguém esperava que aquela região produzisse papel tissue. Levou 43 anos de operação contínua, investimento em tecnologia, expansão para múltiplos estados. Não foi rápido. Foi persistência.

Mark

E o papel da família nisso tudo?

Mimi

A família Lissoni construiu a Mili com "amor, trabalho e dedicação". Não é linguagem corporativa vazia — é o que a própria empresa escolheu destacar. Sugere que decisões foram tomadas pensando em legado, não apenas em lucro de curto prazo.

Mark

O que muda agora que Dona Maria se foi?

Mimi

Formalmente, talvez pouco. A empresa continua operando, os filhos estão lá. Mas a presença de uma matriarca que viveu toda a jornada, que conhecia cada transformação — isso é insubstituível. É uma mudança geracional real.

  • A morte de Dona Maria aos 82 anos deixa marido, três filhos e uma empresa inteira em luto, sentindo a ausência de quem foi alma da trajetória familiar.
  • Fundada em 1983 num município pouco conhecido de Santa Catarina, a Mili desafiou multinacionais consolidadas e se tornou líder nacional — uma tensão permanente entre o local e o global que Dona Maria viveu em cada fase.
  • A empresa reconheceu publicamente que sua trajetória esteve 'intrinsecamente ligada' ao desenvolvimento da Mili, sinalizando que a perda vai além do luto pessoal e toca a identidade institucional da companhia.
  • O legado de Dona Maria permanece inscrito nas operações industriais espalhadas pelo Brasil e na postura da Mili de competir não pela escala, mas pela origem — uma herança que a empresa agora carrega sozinha.

Dona Maria Aparecida Zaninelo Lissoni partiu aos 82 anos, levando consigo décadas de presença silenciosa e essencial na construção de uma das histórias mais singulares do empreendedorismo brasileiro. Ao lado do marido Valdemar, ela ajudou a transformar uma pequena operação no interior catarinense na maior produtora 100% brasileira de papel tissue do país. Sua vida foi tecida junto à da Mili — não como figura decorativa, mas como força viva que moldou a cultura e os valores de uma empresa que escolheu ser radicalmente brasileira num mercado dominado por gigantes globais.

Dona Maria Aparecida Zaninelo Lissoni morreu na terça-feira aos 82 anos. A Mili, empresa que ela ajudou a fundar ao lado do marido Valdemar, anunciou o falecimento em comunicado oficial, descrevendo-a como mulher de gentileza, generosidade e presença acolhedora — alguém cujos valores moldaram não apenas a vida da família, mas a própria cultura da companhia. Ela deixa o marido, três filhos e uma família em luto.

A Mili nasceu em 1983 em Três Barras, no Planalto Norte de Santa Catarina, numa região sem tradição em papel tissue e sem qualquer garantia de que uma família do interior pudesse rivalizar com multinacionais. Ao longo de 43 anos, os Lissoni transformaram aquela aposta inicial na maior produtora 100% brasileira do setor, com portfólio que inclui papel higiênico, guardanapos, toalhas e lenços, presença nacional consolidada e sede hoje em Curitiba.

Dona Maria acompanhou cada fase dessa jornada. A empresa ressaltou que sua trajetória esteve intrinsecamente ligada ao desenvolvimento da Mili desde o princípio, construída com amor, trabalho e dedicação. Ela não era presença simbólica — era a mulher que ajudou a manter vivos os valores que diferenciavam a empresa de concorrentes maiores e mais distantes.

Agora que ela se foi, o legado permanece nas operações industriais espalhadas pelo país e na identidade que a Mili escolheu para si: não imitadora de multinacionais, mas alternativa genuinamente brasileira num mercado que ela ajudou a transformar.

Maria Aparecida Zaninelo Lissoni, conhecida por todos como Dona Maria, morreu na terça-feira aos 82 anos. A notícia chegou por comunicado oficial da Mili, a empresa que ela ajudou a construir ao lado do marido Valdemar, um de seus fundadores. Deixa três filhos, o marido, e uma família inteira em luto.

A Mili descreveu-a em tom de homenagem como mulher de "gentileza, generosidade e presença acolhedora" — alguém cujo coração bondoso e valores sólidos moldaram não apenas a vida privada, mas a própria cultura da companhia que cresceria para dominar seu setor. Dona Maria não era apenas esposa do fundador. Ela foi parte central da história que a empresa construiu, presente em cada transformação, cada expansão, cada decisão que levou a Mili de um pequeno município do interior catarinense a uma potência nacional.

A empresa nasceu em 1983 em Três Barras, no Planalto Norte de Santa Catarina — uma região que não era conhecida por indústria de papel tissue, muito menos por empresas que pudessem competir com os gigantes multinacionais que dominavam as prateleiras brasileiras. Mas a família Lissoni tinha outro plano. Ao longo de 43 anos, transformaram aquela operação inicial em algo raro: a maior produtora 100% brasileira de papel tissue do país. Hoje a empresa funciona de Curitiba, mas suas raízes permanecem fincadas naquele começo modesto.

O portfólio cresceu para incluir papel higiênico, guardanapos descartáveis, toalhas de papel e lenços — produtos que agora ocupam prateleiras em varejo nacional e abastecem tanto consumidores domésticos quanto operações corporativas. A Mili compete diretamente com multinacionais estabelecidas e venceu. Não por ser maior em escala global, mas por ser mais brasileira, mais próxima, mais enraizada.

Dona Maria acompanhou cada fase dessa jornada. A empresa ressaltou que sua trajetória esteve "intrinsecamente ligada" ao desenvolvimento da Mili desde o princípio — construída ao lado da família com "amor, trabalho e dedicação". Não era apenas presença simbólica. Era a mulher que ajudou a tecer a trama familiar que sustentava a empresa, que mantinha vivos os valores que diferenciavam a Mili de seus concorrentes maiores e mais frios.

O crescimento da companhia transformou a marca em símbolo do empreendedorismo catarinense — prova de que uma família, partindo do interior, poderia construir algo que rivalizasse com corporações internacionais. Cada investimento em tecnologia, cada expansão para novos estados, cada novo produto lançado carregava consigo o legado daqueles primeiros anos, daquele casal que decidiu que era possível fazer diferente.

Agora Dona Maria se foi. Mas seu legado permanece nas operações industriais estratégicas espalhadas pelo país, nas decisões que a empresa continua a tomar, na forma como a Mili se posiciona no mercado — não como imitadora de multinacionais, mas como alternativa genuinamente brasileira. A empresa que ela ajudou a construir segue em frente, competindo, expandindo, mantendo presença consolidada em um mercado que ela ajudou a transformar.

Mulher admirável, de valores sólidos e coração bondoso
— Comunicado oficial da Mili
Parte importante de uma história que se conecta à trajetória da Mili, construída ao lado da família com amor, trabalho e dedicação
— Mili, em homenagem a Dona Maria
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