Num setor tecnológico que habitualmente abandona os seus dispositivos em dois ou três anos, a Fairphone desafia a lógica do descarte ao garantir ao seu Fairphone 2 — lançado em 2015 — uma atualização para o Android 10, prevista para início de 2022. Este gesto, construído ao longo de dez meses de desenvolvimento colaborativo, eleva o pequeno smartphone holandês a um patamar histórico: sete anos de suporte oficial, um recorde absoluto no ecossistema Android. É um lembrete de que a longevidade tecnológica não é impossível — é apenas uma escolha que poucos se dispõem a fazer.
Fairphone 2 de 2015 recebe Android 10 após 6 anos: primeiro Android com 7 anos de suporte
Um smartphone com seis anos continua a receber atualizações oficiais
Porque é que isto importa? Um smartphone com seis anos de idade — não deveria estar já obsoleto?
Porque a maioria dos utilizadores Android está habituada a ser abandonado após dois ou três anos. O Fairphone 2 diz: não tem de ser assim. Sete anos de suporte significa que o dispositivo continua seguro, continua funcional, continua a receber melhorias.
Mas espera — o Android 10 tem já dois anos. Não é exatamente a versão mais recente. Estamos a falar de um recorde real ou apenas de um recorde técnico?
É um recorde real. Nenhum outro smartphone Android conseguiu isto. Mas tens razão — não é como se estivessem a trazer a versão mais moderna. É mais sobre a consistência do suporte.
E quanto ao custo? Quanto tempo levou a Fairphone a fazer isto?
Dez meses de desenvolvimento, com um programador dedicado. É um investimento significativo para um dispositivo que a indústria teria esquecido.
A Apple consegue fazer algo semelhante com o iPhone 6S. Porque é que o Fairphone é diferente?
Porque o iPhone 6S custa centenas de euros. O Fairphone 2 é muito mais acessível. Isto torna a sustentabilidade possível para mais pessoas.
O que vem a seguir? Isto é um padrão que vai continuar?
Os Fairphone 3 e 3+ já estão a testar o Android 11. Parece que a empresa está comprometida com isto. Mas é cedo para dizer se isto vai mudar a indústria.
E a verdade é que ainda não sabemos se o suporte vai continuar para além do Android 10. Sete anos é o plano, mas planos mudam.
El Pulso
- Num mercado onde dois anos de suporte já são considerados generosos, o Fairphone 2 está prestes a completar sete anos de atualizações oficiais — um número que a indústria julgava inatingível.
- O desenvolvimento do Android 10 para um dispositivo de 2015 exigiu dez meses de trabalho intenso com um programador externo, revelando o custo real de nadar contra a corrente do obsolescência planeada.
- A Fairphone não apenas mantém vivo um telefone antigo — está a redefinir o que significa 'suporte', num desafio direto às práticas de gigantes como Samsung e Google.
- Apenas a Apple, com o iPhone 6S também a receber iOS 15.1, se aproxima deste nível de longevidade, tornando estes dois casos exceções que expõem a norma empobrecida do resto da indústria.
- Com o Fairphone 3 e 3+ já em testes para o Android 11, a empresa sinaliza que este compromisso com a durabilidade não foi um acidente — é uma estratégia em curso.
Num setor tecnológico que habitualmente abandona os seus dispositivos em dois ou três anos, a Fairphone desafia a lógica do descarte ao garantir ao seu Fairphone 2 — lançado em 2015 — uma atualização para o Android 10, prevista para início de 2022. Este gesto, construído ao longo de dez meses de desenvolvimento colaborativo, eleva o pequeno smartphone holandês a um patamar histórico: sete anos de suporte oficial, um recorde absoluto no ecossistema Android. É um lembrete de que a longevidade tecnológica não é impossível — é apenas uma escolha que poucos se dispõem a fazer.
Em junho de 2015, a Fairphone apresentou ao mundo um smartphone com uma ideia simples e ambiciosa: um design modular feito para durar. Seis anos depois, esse dispositivo está prestes a receber o Android 10, com lançamento previsto para o início de 2022. Quando isso acontecer, o Fairphone 2 terá acumulado sete anos de suporte oficial — um recorde absoluto para qualquer smartphone Android.
O percurso do dispositivo é notável pela sua consistência. Saiu da caixa com Android 5.1 Lollipop e foi recebendo versões sucessivas até ao Android 9. O Android 10 já tem dois anos de vida e não é a versão mais recente, mas o facto de um telefone com seis anos continuar a receber atualizações oficiais é, por si só, extraordinário. A maioria dos utilizadores Android está habituada a um ciclo muito mais curto — dois ou três anos de suporte, depois o silêncio.
Para chegar aqui, a Fairphone colaborou durante dez meses com o programador Bharath Ravi Prakash. Um investimento considerável para um dispositivo que a indústria teria abandonado há muito, e uma declaração clara sobre o que a empresa acredita ser possível: que a sustentabilidade tecnológica pode ser construída e entregue, não apenas prometida.
A Apple é praticamente a única empresa que se aproxima deste padrão — o iPhone 6S, também de 2015, recebe o iOS 15.1. Mas mesmo a Apple é exceção. O Fairphone 2 não apenas iguala esse nível de longevidade; torna-o acessível a uma fração do preço. Com o Fairphone 3 e 3+ já em testes para o Android 11, a empresa mostra que isto não foi um gesto isolado — é um compromisso que continua a crescer.
Em junho de 2015, a Fairphone lançou um smartphone com uma proposta radical: design modular, pensado para durar. Seis anos depois, esse dispositivo — o Fairphone 2 — está prestes a receber o Android 10, uma atualização que marca um ponto de viragem na indústria Android. A empresa holandesa anunciou que já iniciou os testes da versão final, com lançamento previsto para o início de 2022. Quando chegar, o Fairphone 2 terá acumulado sete anos de suporte oficial, um recorde absoluto para qualquer smartphone Android.
O percurso de atualizações do Fairphone 2 é notável pela sua consistência. O dispositivo saiu da caixa com Android 5.1 Lollipop e foi recebendo versões sucessivas: Android 6, depois 7.1, depois 9. Agora, com o Android 10 a caminho, o telefone terá atravessado praticamente toda a história recente do sistema operativo do Google. É verdade que o Android 10 já tem dois anos de vida — não é a versão mais recente — mas o facto de um smartphone com seis anos de idade continuar a receber atualizações oficiais é, por si só, extraordinário. A maioria dos utilizadores Android está habituada a um ciclo muito mais curto: dois, talvez três anos de suporte, depois o silêncio.
Para conseguir este feito, a Fairphone trabalhou em estreita colaboração com o programador Bharath Ravi Prakash. O desenvolvimento desta versão de software levou dez meses — um investimento considerável de tempo e recursos para um dispositivo que a indústria teria abandonado há muito. Esse esforço é uma declaração deliberada sobre o que a empresa acredita ser possível: que a sustentabilidade tecnológica não é apenas um slogan, mas algo que pode ser construído, testado e entregue.
A Apple é praticamente a única empresa que se aproxima deste nível de longevidade. O iPhone 6S, também lançado em 2015, pode ser atualizado para o iOS 15.1, o que significa que também terá pelo menos sete anos de grandes atualizações. Mas mesmo a Apple é exceção — a norma na indústria é muito mais curta. O Fairphone 2 não apenas iguala este padrão; torna-o acessível num dispositivo que custa uma fração do preço de um iPhone de topo de gama.
Os modelos mais recentes da Fairphone também estão em movimento. O Fairphone 3 e o Fairphone 3+ já começaram os testes para o Android 11, sugerindo que a empresa está empenhada em manter este ritmo de suporte. O que começou como um experimento — um telefone modular que pudesse ser reparado e atualizado — está a transformar-se numa alternativa viável para quem quer um dispositivo que dure. Num mercado obcecado com a novidade, a Fairphone está a fazer algo radicalmente diferente: está a provar que um smartphone pode envelhecer com dignidade.
Citas Notables
O nosso Fairphone 2 com seis anos está a ser atualizado para Android 10. São sete anos de suporte de software! Um recorde da indústria para um dispositivo Android!— Fairphone, comunicado oficial